14 fevereiro 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - ALERTA - Risco de Dengue no Ceará - Governo do Estado

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Crato se encontra em zona de alto risco de Dengue

O Ministério da Saúde (MS) elaborou uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemias de dengue nos estados e municípios brasileiros. Denominada de “Risco Dengue”, foram utilizados cinco critérios básicos: três do setor Saúde, um ambiental e um demográfico. Para identificação de municípios de risco para a ocorrência de dengue no estado foi construído uma matriz de classificação, segundo o grau de vulnerabilidade para 2010/2011.

Parâmetros e Indicadores sugeridos pelo MS e utilizados para municípios:

▪ Indicador Epidemiológico: incidência de dengue nos anos epidêmicos entre 2000 a 2010 (indicador 1);
▪ Indicadores Entomológicos: histórico dos valores dos Índices de Infestação Predial (IIP), realizados antes de 2010 (indicador
2); Valores do IIP obtidos nos LIRAa (levantamento Rápido do Índice do Aedes aegypti) ou LIA (Levantamento de Índice Amostral) em 2010 (indicador 3); e
▪ Indicador Demográfico: densidade populacional (indicador 4).

Após a consolidação destes parâmetros e indicadores os municípios do Estado foram classificados como:

57 municípios de Risco Baixo (31,0%);
41 municípios de Risco Moderado (22,3%);
41 municípios de Risco Alto (22,3%) ;
45 municípios de Risco muito Alto (24,5%).

História do Dengue no Ceará

Há casos de dengue notificados no Ceará desde 1986, com isolamento do sorotipo DENV 1. Nesses últimos 23 anos o dengue se manifestou de forma endêmica com o registro de quatro picos epidêmicos nos anos de 1987, 1994, 2001 e 2008. Destacam-se as epidemias de 1994 pelo maior número de casos confirmados e 2008 com o maior número de casos hemorrágicos da doença. Em 1994 o principal fator para ocorrência dos primeiros casos hemorrágicos foi a circulação do sorotipo DENV 2. O sorotipo DENV 3 foi isolado no ano de 2002 no Ceará, aumentando significativamente o risco da ocorrência de casos graves de dengue. Desta forma, com a circulação simultânea de três sorotipos e um grande número de municípios infestados pelo Aedes aegypti já a partir do ano de 2001 o número de casos graves da doença começa a aumentar. Destacamos ainda que nos últimos oito anos, foram registrados casos da doença em todos os meses do ano, sempre com um predomínio no primeiro semestre, devido provavelmente a fatores como o aumento da pluviosidade, temperatura e umidade. No ano de 2010, 155 (84,2%) municípios apresentaram infestação pelo Aedes aegypti e 125 (67,9%) municípios apresentaram transmissão comprovada de dengue, com um aumento importante no número de casos, quando comparados ao ano de 2009. Por outro lado, a letalidade de FHD foi de 11,3% (6/53) e por Dengue com Complicação foi de 17,4% (15/86). Essa situação de aumento no número de casos graves se deve provavelmente a re-circulação do sorotipo DENV-1um grande parte do Estado.



Dengue Hemorrágico no Ceará, em 2010
Semana Epidemiológica 01 a 52 (Resumo)
(03/01/2010 à 01/01/2011)

Notificados: foram notificados 186 casos, destes 76 casos na capital e 110 casos no interior.
Confirmados: 23 casos de FHD na capital e 31 casos (7 óbitos) no interior.
Dengue com Complicação: 21 casos na capital destes (8 óbitos) e 70 casos no interior destes (14 óbitos).
Investigação: 6 casos na capital (3 óbitos) e no interior 10 casos (5 óbitos).

Com informações da Assessoria de Imprensa - Governo do Estado do Ceará

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