04 janeiro 2011

A Poética de Wilson Bernardo...Cariri Encantado de Amores Perdidos.

ESCRITURAS DO BARRO.
O pote que se faz o todo matar a sede
E a espera de dias melhores.
Sertão!
Pote o encontro dos pergaminhos
O vale que foi o Delta.
Parnaíba!
Nilo!
Garanhuns em agrestes argilas
Barro e sumos
que faz o pote
A esperar os Invernos próximos.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Foto:Açude da Serra Verde

9 comentários:

  1. Que posso eu comentar, se nada sei, se nada da vida aprendi suficiente para tamanha e extranha cultura? Admiro-te demais, porém não sei expressar o meu sentimento e entendimento.
    Um abraço. Vou copiá-lo neste blog:

    novidadespoesiasdicaspapos.blogspot.com
    loguim:arcoirishorizonte@hotmail.com
    Senha: fortalezaceara
    são 2 linhs, mas entrará no que quiser. OK?
    Visite. todo, sem pular nenhum pouco
    Beijos, não forte ABRAÇO
    Íris Pereira

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  2. voltei para corrigir o email
    arcoirishorizonte@gmail.com
    isto quer dizer que tenho esperanças...

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  3. Wilson,
    De imediato reconheci a foto de Serra Verde (ou melhor, do açude). Gostei! Por trás da poesia o olho do fotógrafo. A visão do real.

    Abraço,

    Claude

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  4. Dona claude,toda palavra como sabe é uma grande fotografia a ser revivida...Obrigado Cacá e um forte abraço.

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  5. Wilson escreve de um modo tão peculiar que é inconfundível. Não vou mentir: Não entendi nada desse poema, mas gostei da colocação das palavras e da foto. E tem muita gente na cidade, que pra dizer que é intelectual vai dizer que entendeu, rs rs

    Abraços,

    DM

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  6. Dhielson muitas vezes não se explica poemas, sentimos, mesmo que o entendimento seja tardio.Faço referencias a dois deltas importantes um fica no Piauí o outro no Egito,e a relação do conhecimento das civilizações,passa necessariamente pela feitura do barro cozido em brasa,ao que ambos guardam recipientes do velho,antigo e o novo,a historia passa pela leitura de pergaminhos encontrados em objetos de cerâmica,assim como a existência da fome e da sede se encaminha pelos mesmos objetos,o pote o que é alusivo a historia do sertão e suas escrituras em couro de bodes.espero que tenha compreendido um pouco o inexplicável implicavel partitura da fome dos poemas.

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  7. W Bernardo, obrigado pela explicação. Sem ela, eu não teria entendido mesmo não. Vi que fez alusão aos deltas do Nilo e do Paraíba e a coisa do barro ligando tudo, ao mesmo tempo misturando elementos. Mas pensei que havia algo além, e somente com a explicação eu pude ver esse algo além de palavras soltas.

    Abraços,

    DM

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  8. Talvez por minha mente ser matemática, científica, eu gosto de explicações, de entender como são feitas todas as coisas. Claro, a poesia não é uma ciência exata, muito menos a poesia moderna.

    A poesia antiga, do período romantico, parnasiano, e até mais pra cá dá pra entender legal, mas depois existem certas coisas meio complicadas, que eu tenho a ligeira impressão que somente os autores é que entenderam na sua totalidade.

    Marcos Leonel, a quem eu considero um dos grandes escritores da atualidade, certa vez dedicou a mim um texto tão complicado que foi preciso traduzir. E a tradução levou 3 vezes ou 4 vezes mais palavras do que o texto continha.

    Em música isso também acontece. Embora as harmonias e a concepção se tornem complexas para um leigo, não é necessário estudar ou compreender para poder gostar.

    Eu gostei do seu poema logo de cara.

    Abraços,

    DM

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