16 novembro 2010

Mostra SESC promove noite percussiva no Teatro Municipal, em Crato



A 12a. Mostra Sesc Cariri de Cultura traz uma das lendas da cena musical brasileira - o percussionista Naná Vasconcelos!- para o palco do Teatro Municipal do Crato, hoje, a partir das 8 da noite. O programa começa com a paulistana Simone Sou, reconhecida pela critica especializada como um dos grandes talentos da percussão no cenário nacional e internacional.
Noite imperdível para os amantes de todos os timbres e sonoridades!

Naná é filho de um violonista de Recife, teve na infância influências musicais que iam de Villa-Lobos a Jimi Hendrix. Especializou-se em instrumentos de percussão brasileiros, particularmente o berimbau. Depois de tocar por algum tempo em cabarés e bandas de Recife, mudou-se em 1966 para o Rio de Janeiro, onde conheceu Luiz Eça, Wilson das Neves, Gilberto Gil, e passou a acompanhar Milton Nascimento e o Som Imaginário. Integrou o Quarteto Livre (com Nelson Ângelo, Franklin da Flauta e Geraldo Azevedo) em 1968, mesmo ano em que acompanhou Geraldo Vandré no show "Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores)", logo interditado pela censura. Em 1970 foi convidado para integrar a turnê do saxofonista argentino Gato Barbieri pelos Estados Unidos e Europa. Por essa época começou a desenvolver seu trabalho de vanguarda. Naná radicou-se em Paris, onde gravou seu primeiro disco, "Áfricadeus". Em 1973 gravou no Brasil "Amazonas", um disco que se tornou um marco na combinação de percussão e voz na MPB. De volta ao Brasil, trabalhou com Egberto Gismonti por oito anos, tendo gravado juntos três álbuns, entre eles o aclamado "Dança das Cabeças". Nos anos 70 Naná Vasconcelos tocou com grandes nomes da música internacional, como Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon. Já se apresentou como solista acompanhado por orquestras sinfônicas, excursionou pela Europa com dançarinos do Bronx e fez trilha sonora para cinema ("Down By Law", de Jim Jarmush). Além de dominar uma grande variedade de instrumentos de percussão, Naná Vasconcelos contribuiu para a divulgação internacional do berimbau.

Simone Sou

É considerada uma das mais atuantes percussionistas brasileiras. Hoje, ela apresenta um espetáculo de ritmos brasileiros e linguagem de música eletrônica com enfoque na cultura popular.

Simone iniciou sua carreira como baterista de uma banda de hard rock em São Paulo, na década de 80. Como percussionista, colaborou com diversos artistas de reggae e pop, entre eles Itamar Assumpção, Chico Cesar e Vange Milliet. Gravou ainda com Miriam Maria, Virginia Rosa, Alzira Espíndola, Rita Ribeiro, Péricles Cavalcanti e mais recentemente com a violonista Badi Assad e as cantoras Zizi Possi e Zélia Duncan.

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