13 agosto 2010

Momentos.Liduina Belchior.


"Quero agarrar o instante já,
que de tão fugitivo não é mais,
pois tornou-se um novo instante.
Toda coisa tem um momento em que
ela é.E eu quero apossar-me do é
dessa coisa".(M Bethânia em uma
de suas falas).

O instante já escorrega
pelas minhas mãos...
Quero segurá-lo,mas é em
vão.Os momentos importantes,
são simplórios e curtos, mas
valem preciosidades:Escuto o
canto da sabiá,as folhas do
coqueiro balançarem, os risos
das pessoas, os sussurros.
Caso me prepare,consigo ver
o infinito...Ou chegar lá.
Mas me assusta o pensar no
inexorável,no imutável, no
invariável,no inflexível,no
inabalável.
As mãos tremem, o corpo
responde e a mente divaga.
O caminho entre o inflexível
e o flexível é muito pequeno.
Por isso tenho que estar atenta
ao Amor "tirando sua poeira".

6 comentários:

  1. Muito bonito Liduina este poema, se me permites a observação: parece que a alma se desnuda, belo mesmo! parabéns.

    Rose

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  2. Ah! só mesmo um poema como esses, da nossa querida amiga Liduína Belchior, para aplacar a nossa alma tão aflita pela perda do SESI no dia de ontem.

    Minha querida, a Arte salva as nossas vidas.

    Beijo no coração,

    Dihelson Mendonça

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  3. Parabens Drª Liduina, encantadora suas palavras. Sinto convicção e firmeza na magia e na pureza do seu poema!

    Sabias palavras como quem expressa o que ha de bom dentro de sí.

    Muito lindo.
    Parabéns

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  4. Obrigada a Rose e a Dihelson pelos comentários.

    Que bom saber que para Rose, houve um desnude de alma e para Dihelson uma introjeção de calma.

    Abraços aos dois: Liduina.

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  5. Obrigada João,

    Você me emocionou com suas palavras.Acho também, que entendeu a essência do que eu pretendi passar.

    Abração: Liduina.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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