11 agosto 2010

Cidades Barulhentas - Por: Emerson Monteiro


NE - Um Excelente artigo sobre a Poluição Sonora Política, feita por aqueles que já começam errado, causando um verdadeiro TORMENTO à População.


Falta de pudor, chega-se a ouvir dizer. Falta de pudor para com a integridade física das pessoas. Agressões gratuitas à paciência do cidadão que engole de tudo para contemporizar as suas dificuldades cotidianas. Em resumo, falta muita educação até que haja consciência do espaço pertencente a cada um e não só a si, em cumprimento às leis da boa vizinhança. As administrações municipais bem podem cumprir comezinhas tarefas de ofício, enviando aos Legislativos projetos que definam alturas padrão de uso, caso não existam nos códigos de postura, e estabeleçam penalidades ao abuso da lei, atividade sem maiores sacrifícios de quem dispôs do exercício de poder.

Os legisladores, por sua vez, nada farão além da sua cota usual quando cuidarem dos direitos do povo que lhes escolheu, impondo regras básicas de civilidade aos mercenários do lucro em detrimento da paz pública. A propósito, Fortaleza hoje possui um serviço ao nível de coibir os atentados ao sossego da população, numa demonstração explícita do quanto seus representantes populares têm de sensibilidade para impedir avanços descabidos contra a integridade cidadã. O Disque Silêncio, naquela metrópole, funciona com êxito, mostrando a ação dos líderes preocupados em defender o interesse geral, a cumprir termos de resultados práticos. Numa democracia de verdade, ninguém que seja constrange impunemente a maioria sem responder pelas conseqüências dos atos delituosos.

Isto sem falar nas atitudes agressivas das alturas dos sons dos políticos e suas propagadas desesperadas. As cidades caririenses, neste turno eleitoral, testificam o atraso de mentalidade que persiste de uns culpados e outros cúmplices, que invadem sem cerimônia as ruas em forma de grosseiras propagandas volantes. Por isso, os ouvidos esperam providências de legisladores e administradores, no sentido de impor um basta a tantos delitos perante a paciência dos habitantes das cidades do Cariri, de olhos bem abertos ao que fazem consigo todo tempo. Enquanto esperam, que marcas e nomes dos vândalos fiquem anotados para não mais se repetir lojas, adquirir produtos ou candidatos, posição pouco inteligente de quem exercita um mau costume à procura de atenção.

Por: Emerson Monteiro

2 comentários:

  1. Eu fiz questão de trazer essa ótima crônica escrita pelo Emerson, que foi lida no programa do Vicelmo ontem, para que vocês pudessem apreciar.

    Magnífica, Perfeita, Emerson!

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  2. Ricardo F. Rodrigues13 de agosto de 2010 01:23

    Emerson,

    Muito pertinente o tema abordado, principalmente nessa época de Propaganda Política Sonora. Contudo, todo esse desassossego que sofremos, agora, com a poluição sonora dos veículos de propaganda eleitoral é, tão somente, consequência da falta de fiscalização das instituições competentes para tal finalidade. Principalmente do Departamento de Trânsito, que tem atribuição precípua quanto às normas que regulam os veículos automotores de qualquer espécie. Esse órgão municipal tem negligenciado o seu DEVER LEGAL de bem administrar o trânsito na nossa cidade: orientando, sinalizando e coibindo as infrações, aplicando as penalidades cabíveis a cada caso, sem exceder à legislação.

    Ora, se no nosso cotidiano os ABUSOS cometidos por particulares, que usam, nos seus veículos, equipamentos de som de potência acima do permitido – verdadeiras armas a ‘metralhar’ o nosso direito constitucional a uma “sadia qualidade de vida” –, PASSAM LIVRES SEM NENHUMA MEDIDA SER TOMADA, imagine bem nesse período eleitoral.

    Não esquecendo que a Polícia, neste sentido, igualmente tem o seu papel a desempenhar. Uma vez que essas infrações constituem, também, uma contravenção penal (arts. 42 e 65 do Decreto-Lei n. 3.688/41) ou um crime (art. 61 da Lei n. 9.099/95).

    Portanto, não nos faltam leis. Os nossos legisladores já as ‘fabricam’ até demais.

    Precisamos, urgentemente, é da sua devida aplicação e punição aos infratores.

    Deixemos o comodismo e cobremos mais dos órgãos responsáveis pelo zelo ao cumprimento legal das regras que norteiam a sociedade em busca do convívio respeitoso e equilibrado.

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