19 julho 2010

A Necessidade de uma Solução Urgente para a Expocrato


Amigos,


Eu já estou para acreditar que o atual local da expocrato já não comporta mesmo a festa, como bem salientou o governador CID GOMES, e o motivo é muito simples: O Som Altíssimo que NUNCA é resolvido. A população é obrigada a ouvir o que não quer durante toda a semana da expocrato, porque não existe um controle eficiente.

Ninguém dorme direito devido ao barulho; O acesso ao local também é péssimo, com engarrafamentos kilométricos. Imagine ainda 500 carros tentando chegar ao parque de exposições sem conseguir, veículos esquentando, estacionamentos inexistentes, filas que não andam, gente irritada, turistas perdidos, insegurança, mêdo de ser assaltado a caminho de casa...ou se faz alguma mudança no parque de exposições atual como propõe sabiamente o Prefeito Samuel Araripe, ( pois da maneira que está não é possível mais continuar com 50.000 pessoas por dia empilhadas no centro do Crato ), ou se muda de local, para um local muito maior, que caiba, como foi proposta do governador ( se é que houve mesmo isso ).

Nos últimos dias, semana de exposição em Crato, os moradores de grande parte da cidade tiveram que ENGOLIR sem cuspe o imenso barulho que vinha lá do parque de exposições. Amigos, fomos obrigados a ouvir shows que não queríamos porque o som da expocrato chega por exemplo, na Vilalta, como se estivéssemos dentro do Parque de Exposições. Agora me digam como é que um som que deveria ser em torno de uns 100 decibéis consegue atravessar a cidade? Isso não existe em lugar nenhum do mundo ! As leis da Física não mudam de local para local.

Eu até gostaria de saber da Secretaria de Controle Urbano, dos órgãos de polícia, enfim, das autoridades responsáveis, se nessa festa de exposição, QUANTAS prisões existem por infrações à nova lei de abuso sonoro em Crato. QUANTAS ? A lei foi divulgada há poucos dias, têve até cartilha orientando, e foi na verdade, um grande triunfo em favor da PAZ na cidade.

NO PAPEL !

Mas eu desconfio que nesta expocrato, não deve haver UM SÓ caso relatado. Existe ? Pois deveria existir mesmo, sabe por quê ? Por toda a cidade não faltaram carros com som abusivo, pareciam trovões ambulantes. Se fôssemos contar quantos deles, e se todos fossem multados e presos, a esta altura, a cadeia do Crato estaria abarrotada de infratores, mas parece que a coisa rolou solta mesmo na expocrato. Que prove-nos o contrário, com dados e números sobre prisões e multas referentes a abusos exclusivamente SONOROS durante a Expocrato. Quantos existem ? Aguardaremos os dados oficiais. A minha real desconfiança é que:

"Suspende-se o exercício da Lei no período de Expocrato! - deixar a turma se divertir sem atrapalhar os foliões! ... E vai rolar a festa! Porque algumas LEIS só parecem válidas para os períodos fora da expocrato".

Se não for isso, como se Justificam os abusos cometidos ?

Dihelson Mendonça

11 comentários:

  1. Moro a alguns metros da porta principal do parque. Acredito que se pautando pelo problema do som, a transferência de um local para outro levaria consigo a impertinência sonora a outro bairro. Até porque numa cidade de terreno acidentado como o Crato, não deve ser difícil um evento não ecoar num bairro distante.A discussão deve ser serena e nunca embasada em reações emocionais extremas. Mas não nego que som alto acaba com o juízo de qualquer um.

    Eu dormi com auxílio de dois comprimidos e algodões nos ouvidos. E repousei bem, do meu quarto não escutei nem os gritos de quem desce "embalado" pela festa. Por outro lado, há os que reclamam, e não se pode tirar suas razões. Assim, talvez o único local mesmo que não houvesse tanta insatisfação, já que isso aflora a cada dia no juízo de alguns, é que o parque venha a ser instalado nas áreas menos urbanizadas de Crato, justamente naquelas em que, lembradas nas boatarias passadas, são mais próximas de Juazeiro: São José ou Barro Branco. Já ouvi opiniões sobre o Mirandão ser uma área possível. Porém trata-se de área residencial. Veja só o problema. A vila Lobo parece-me um ótimo local, mas não tenho conhecimento técnico.

    Li em matéria do D. do Nordeste que o parque não é utilizado em sua totalidade.Afim de conferir pessoalmente, eu mesmo fiz fotos da parte detrás do parque(e disponibilizo para a avaliação do blogueiro daqui, caso ele queira postar)onde fica evidente o desperdício de terrreno durante a realização da feira.

    Não sou urbanista ou criador, mas não sei o porquê da "exposição" de tantos terrenos baldios nos fundos do parque. Se nesse espaço é possível ter estacionamento e mais pavilhões, isso só quem vai dizer são os responsáveis pelo evento. Se o som alto já está beirando o inaceitável, o Ministério Público deveria, no ato da realização daquela audiência pública há um ano(estive presente), ter se manifestado favorável à mudança. Foi boa a lembrança Dihelson, ou se moderniza ou se muda o parque. Agora quero estar vivo e observar a reação das pessoas caso o local para o novo parque não venha a agradar aos cratenses.

    Nada contra o crescimento em direção ao Juazeiro, até penso que por questões ambientais é para lá mesmo o vetor de desenvolvimento urbano daqui, mas a grita em favor de montar um parque de mais de 36 hectares - e que seja numa área pública sem a necessidade de indenizações - já vem tarde(estamos em época de eleições e nada de obras, por enquanto). Apesar de nunca ser tarde para o debate, rsrs

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  2. Moro a alguns metros da porta principal do parque. Acredito que se pautando pelo problema do som, a transferência de um local para outro levaria consigo a impertinência sonora a outro bairro. Até porque numa cidade de terreno acidentado como o Crato, não deve ser difícil um evento não ecoar num bairro distante.A discussão deve ser serena e nunca embasada em reações emocionais extremas. Mas não nego que som alto acaba com o juízo de qualquer um.

    Eu dormi com auxílio de dois comprimidos e algodões nos ouvidos. E repousei bem, do meu quarto não escutei nem os gritos de quem desce "embalado" pela festa. Por outro lado, há os que reclamam, e não se pode tirar suas razões. Assim, talvez o único local mesmo que não houvesse tanta insatisfação, já que isso aflora a cada dia no juízo de alguns, é que o parque venha a ser instalado nas áreas menos urbanizadas de Crato, justamente naquelas em que, lembradas nas boatarias passadas, são mais próximas de Juazeiro: São José ou Barro Branco. Já ouvi opiniões sobre o Mirandão ser uma área possível. Porém trata-se de área residencial. Veja só o problema. A vila Lobo parece-me um ótimo local, mas não tenho conhecimento técnico.

    Li em matéria do D. do Nordeste que o parque não é utilizado em sua totalidade.Afim de conferir pessoalmente, eu mesmo fiz fotos da parte detrás do parque(e disponibilizo para a avaliação do blogueiro daqui, caso ele queira postar)onde fica evidente o desperdício de terrreno durante a realização da feira.

    Não sou urbanista ou criador, mas não sei o porquê da "exposição" de tantos terrenos baldios nos fundos do parque. Se nesse espaço é possível ter estacionamento e mais pavilhões, isso só quem vai dizer são os responsáveis pelo evento. Se o som alto já está beirando o inaceitável, o Ministério Público deveria, no ato da realização daquela audiência pública há um ano(estive presente), ter se manifestado favorável à mudança. Foi boa a lembrança Dihelson, ou se moderniza ou se muda o parque. Agora quero estar vivo e observar a reação das pessoas caso o local para o novo parque não venha a agradar aos cratenses.

    Nada contra o crescimento em direção ao Juazeiro, até penso que por questões ambientais é para lá mesmo o vetor de desenvolvimento urbano daqui, mas a grita em favor de montar um parque de mais de 36 hectares - e que seja numa área pública sem a necessidade de indenizações - já vem tarde: estamos em época de eleições e nada de obras por enquanto. Mas nunca é tarde para o debtate.

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  3. "A discussão deve ser serena e nunca embasada em reações emocionais extremas."

    Se o comentário acima se referiu ao meu desabafo aqui no Blog, após várias noites sem dormir bem, por causa do barulho na Expocrato que incomoda, porque razão eu poderia relevar as minhas considerações em face de quem só conseguiu dormir dopado "com auxílio de dois comprimidos e algodões nos ouvidos" ?

    Alguma coisa está muito errada!
    O ser humano não pode ser aviltado naquilo que ele possui de mais sagrado, que é a sua PAZ de espírito. Se algo ou alguém começa a tirar essa PAZ porque passam por cima de uma lei que não é eficientemente aplicada, significa apenas uma única coisa: que nossas autoridades são ineficazes em coibir os abusos a fim de garantir a merecida paz, o descanso e a tranquilidade a que todos nós temos o direito sagrado de usufruir.

    Dihelson Mendonça

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  4. Caro Dihelson

    Sou favorável que a Exposição volte às suas origens. Imagine que eu alcancei duas exposições tendo como local a atual Praça Alexandre Arraes (1954/55), naquela época denominada "Bosque Municipal", depois Parque Municipal, defronte da Maternidade e bem próxima do Hospital São Francisco. Ao redor do local já existiam as residências que por lá permanecem até hoje. E não houve incômodo algum para os moradores, a não ser o “mosqueiro” que vem após. Afinal, a Expocrato é uma exposição de gado, de produtos agrícolas, agro-industriais, cultura regional e não de swhos musicais com estridentes bandas de forrós de extremado mau gosto. Para que esse som ensurdecedor? Por ventura são surdos? Esquecem também que os animais que ali estão expostos sofrem dez dias de estresse que lhes são prejudiciais à saúde. Então que se volte a fazer a Exposição como ela era até meados de 1960. Sem música estridente, sem bandas de forró. Até então tínhamos festas em todas as noites da exposição que eram realizadas no Crato Tênis Club. Por que não fazer esses shows em cima da Serra do Araripe, no antigo Aeroporto? Será que o IBAMA deixaria? Tenho certeza que não, pois seria prejudicial à fauna e também à flora. E nós, o bicho homem, podemos suportar tudo isso?

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  5. Não me referi ao seu desabafo, Dihelson, mas a tudo que o assunto vem levantando ultimamente. Até lembrei, após minha afirmção que te causou um pouco de incômodo, que "som alto acaba com o juízo de qualquer um". Motivo este por qual dormi "dopado" na última noite da festa.

    E repito: não observei, até agora, nenhum entendimento aparente entre prefeitura e estado na resolução disso que foi levantado aqui. Alguém acredita que haverá?

    Cordialmente

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  6. Dihelson,

    Pois eu vi o demutran atuando pesadamente so na primeira noite varios carros sendo guinchados, o som não incmodou muito , o da Exproaf foi muito mais alto, mas o que não vi de forma alguma foi atuação da SEMACE pois a festa pertence ao Estado e creio que quem deveria estar atuando seja a Secretaria Estadual de Meio ambiente, nem se quer vi um panfleto.
    O certo e que a festa deveria voltar a ser cuidada pelo Municipio e tirar o estado dela, e voltar aorigem mesmo, trio eletrico no picadeiro e fim aos shows pagos.
    Ficando o lucro para nossa cidade e acabando o imperio da exploração desmedida e desses shows que não valorizam os artistas regionais

    Mudar de lugar não vai resolver problema!

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  7. Gostei dos comentários.O Aristides frisou pontos interessantes que serviu de ponto de partida para os seguintes.

    O "Voltar às Origens" do Carlos Esmeraldo pode ser mal-entendido pelo termo utilizado. Os opositores, a famosa "Rádio" do Crato que fica a nos atacar constantemente pode interpretar da seguinte maneira "Tem gente defendendo que a expocrato tem que murchar, regredir para o tempo que ela começou".

    Eu sei e nós sabemos que não se trata disso. O que o Carlos quis dizer, explicou depois, que precisamos em certo sentido, é que a EXPOCRATO tenha os interesses voltados àquilo que ela se destina.

    Isso é muito correto, muito bom no pensamento. Mas o Cachorro que está com o osso na boca não vai querer largar de forma alguma. Um negócio que já movimenta 50 ou 60 milhões por ano não vai pensar em mudar. MUDAR ? Se tudo vai bem para o bolso DELES, que se dane a cultura, que se dane os ouvidos das pessoas, que se dane o resto. É a desvantagem do Capitalismo. O homem é apenas uma peça "dispensável" na imensa engrenagem.

    Só que eles esquecem que um simples parafuso pode fazer a máquina inteira quebrar. Assim, a História tem demonstrado.

    E quem sabe se um de nós não é esse parafuso ?

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  8. Aristides, não me leve a mal, eu apenas instiguei o debate, e viu como funcionou ? As pessoas começam a participar da discussão.

    Um abraço,

    Dihelson Mendonça

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  9. Ricardo F. Rodrigues21 de julho de 2010 00:15

    Dihelson,

    Concordo plenamente com relação à potência exagerada do som emitido pelos ‘shows’ PAGOS da famosa ‘Expocrato’. Mas, se o desasossego fosse só em consequência desse evento, menos mal. E o que dizer desses potentes carros ‘TURBINADOS DE SOM’? O evento dura uma semana. Já os carros... Esses perduram por semanas, meses, anos... E nenhuma ação é tomada.
    Compartilho com você a mesma incomodação e indignação por esses abusos cometidos por proprietários de veículos, que se acham no direito de obrigar os outros a ouvirem o que eles bem querem.
    Com relação à lei: toda a legislação enumerada no material organizado pela SEMAC em parceria com o Ministério Público, o qual foi pouco divulgado, não é nova. O que não falta é lei pra ser aplicada. Falta, sim, que os órgãos competentes ajam fazendo com que as leis sejam cumpridas. E um dos principais órgãos responsáveis pela falta do cumprimento da lei é o DEMUTRAN.
    Se todos bem lembram, há algum tempo o DEMUTRAN não fiscalizava o uso de capacetes para motociclista e passageiro. Entretanto, após uma determinação do Ministério Público para que o órgão fiscalizasse e fizesse ser cumprida a Resolução 203, do CONTRAN, todos os motociclistas e passageiros passaram a fazer uso do equipamento de segurança.
    Assim, acredito que falta uma DETERMINAÇÃO do MP para fazer com que outra resolução do CONTRAN seja efetivamente posta em prática. A Resolução 204 disciplina o art. 228, do Código de Trânsito Brasileiro, que trata do uso de equipamento de som nos veículos. O artigo, literalmente:
    Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou freqüência que não sejam autorizados pelo CONTRAN:
    Infração - grave;
    Penalidade - multa;
    Medida administrativa - retenção do veículo para regularização.

    Como vemos, a legislação não é nova. Pois, com relação aos veículos, a lei aplicável é o Código de Trânsito (Lei Nº 9.503, de 23 de setembro de 1997). O órgão competente é o Departamento de Trânsito.

    No entanto, não podemos descartar, também, que em ação conjunta com a Polícia Militar o resultado poderá ser bem mais eficaz. Uma vez que esse tipo de infração – POLUIÇÃO SONORA –, constitui, também, dependendo dos danos causados, uma contravenção penal ou um crime. Por analogia, seria o mesmo que portar uma arma de fogo dentro do veículo.

    Nesse sentido, a falta de AÇÃO dos setores competentes reflete uma NEGLIGÊNCIA, da qual advém muitos outros efeitos negativos para toda a sociedade.

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  10. Em verdade caro amigo Dihelson, não se ver solução para som alto é em canto nenhum!!!

    Ainda nem sentir o efeito da cartilha da tal Lei do Meio ambiente por aqui, onde os fogos e som vizinhos extrapolam as 22h sem a menor cerimônia!

    Acionar o Honda? Alegam que não fazer nada porque dependem disso e daquilo!

    Quanto a Expocrato, aquilo sim é o exemplo maior de como o dinheiro fala alto e cala muita coisa, ainda que com um barrulho infernal!

    A expocrato podereia-se chamar-se: FestafarraCrato!

    Abraços

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