09 julho 2010

Querer Ser - Por Luiz Claudio Brito de Lima


O infinito é a busca por algo que tivemos
O encontro de tudo que perdemos
É o lamento daquilo que não se viveu
É o desperdício de uma vida sem sentido
A lembrança resvalada em um corpo tão ausente

Por vezes procura-se uma saída
Sem intentar se antes havia o ingresso
Escalada de sentimentos, recusa do amor intenso
A resignação é a destruição do ser
A incapacidade de ter
A vontade livre do querer

Vi a vida passar ás pressas
Senti o medo desafiando o tempo
Escusei o ombro, adotei a rijeza
Preferi o mediano, restou o fútil
Procurei o sitio sombrio, encontrei a mágoa

Caminhos diversos, arriscado regresso
Candeia me instiga, adorno sublime
Essência me prende, alvitre me livre
Meus olhos vagueiam, minha mente acompanha
Meu corpo embala, por vezes fadiga
Outrora fizeste o que hoje procuro

Acuado a paixão, permite-se o isolamento
Liberto a angustia, quero sentir o deleite
Antes era o tudo, hoje quase a totalidade
Percebo então que nada mais fostes
Que a chama ardente em um peito candente
Cedente de amor, carente e doente
Querer ter você, refugiando-se em mim

Autoria: Luiz Claudio Brito de Lima

(imagem site "google imagens")

2 comentários:

  1. Parabéns, Luic Cláudio. Um belo poema, sem dúvidas.

    Estou até pensando em criar uma seção no Blog do Crato especialmente dedicada à aqueles que gostam de Poesia, ou que escrevem, como timidamente dizem, "uns rabisquinhos".Na verdade, eu também gosto de escrever umas coisinhas assim, nada de tão importante, mas sinto falta de dar vazão a esses poemas. Um espaço assim no Blog do Crato seria de extrema valia, além do que, isso atrairia os inúmeros poetas da região do Cariri.

    Um grande abraço,

    Dihelson Mendonça

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  2. Sem duvida dihelson,acho uma excelente ideia,conte com esse amigo aqui para coloca-La em pratica.Abraços e obrigado.Luiz Claudio Brito de Lima

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