30 julho 2010

Pais dizem não à proibição da palmada. E você?


NE - De Pai para Filho ?


Pesquisa do Datafolha mostra que maioria dos brasileiros é contra o fim da palmada. Especilaista afirma que a prática pode gerar ciclo de violência. Por Carla Delecrode e Paula Araujo.

Na hora da pirraça e da teimosia, a palmada é a saída usada por muitos pais para disciplinar os filhos. Mas um projeto de lei que tramita no governo pode proibir esta prática, assim como qualquer tipo de castigo físico que provoque dor em crianças e adolescentes. Fica a dúvida, porém, se o Estado deve ou não interferir na forma de educar os filhos.

Conheça o que diz a lei de proibição da palmada

Para a maioria dos brasileiros, não. Foi o que mostrou pesquisa divulgada pelo Datafolha, na última segunda-feira, 26. Do total dos entrevistados, 54% não concordam com a proibição. Emmely Santos, de 26 anos, soma-se a estatística. Ela é mãe do pequeno Eleazar Santos de 1 ano e 6 meses, e também não concorda com a lei.

“A palmada é uma forma de dizer não. Eu não sou a favor de espancar, mas uma ‘palmadinha sem força’ e falar mais duro com a criança é importante, se não pode gerar inversão de papéis e o filho se torna indisciplinado”, afirma a mãe, que disse ter usado poucas vezes a palmada para corrigir, mas geralmente em situações de perigo para a criança.

A psicóloga Maria Inês Bittencourt, no entanto, concorda com a proibição, mas não acredita que a medida seja suficiente para resolver problemas na família. “Não é uma norma que vai interferir na questão psicológica. Por outro lado, essa lei é válida para chamar a atenção para o debate, que é sério. Quanto mais se falar sobre o assunto, melhor.”

Quem apanhou, já bateu nos filhos

A pesquisa apontou que a maior parte dos entrevistados apanhou dos pais e já bateu nos filhos. Do total de 10.095 pessoas, 74% dos homens e 69% das mulheres disseram terem apanhado dos pais. O estudo ainda mostrou que os meninos apanham mais que as meninas e que as mães batem mais que os pais. Para a psicóloga Maria Inês, a palmada tem um efeito de ciclo de violência e bater pode gerar consequências. “Pais que batem reproduzem o modo como foram educados no passado. É assustador colocar um adulto diante de uma criança indefesa, ainda mais quando esse adulto é responsável por zelar pela segurança da criança.”

A psicóloga avalia a prática como algo violento e humilhante, que pode trazer reflexos à vida adulta. “Essa violência pode gerar uma série de sentimentos na criança, o que pode fazer com que ele queira bater no colega da escola, por exemplo.”

A conversa é o melhor caminho

A especialista também é contra a famosa “palmadinha sem força” e acredita que há outras formas de impor limites, como aumentar o tom de voz e colocar de castigo, explicando o porquê da punição e o que a criança fez de errado. “A conversa é o melhor caminho”, completa.

A mãe Camilla Paiva, 24 anos, concorda com a psicóloga e adota o método mencionado por Maria Inês. Camilla é publicitária e conta que nunca bateu no filho Kauam, de 2 anos. “Você não precisa agredir uma criança para educá-la, até porque bater dói na hora e depois passa. A lição de moral e os ensinamentos são para vida toda.” Ela diz que na hora da correção coloca o filho para pensar no que fez até que ele se acalme, depois conversam. “O respeito vale mais que o medo”, conclui.

Fonte: Website Opinião e Notícia

6 comentários:

  1. Ontem eu estava nas Lojas Americanas em Crato, quando presenciei uma daquelas CENAS que só mostram que as pessoas hoje não estão preparadas para serem Pais nem Mães:

    Uma criança chorando, gritando, esperneando porque a mãe não queria comprar um brinquedo para ela. Mas era assim uma gritaria que quase parou a loja.

    Completa falta de educação da Mãe, que não ensinou modos à filha. Não aprendeu a impor respeito. A dizer SIM se for sim, e NÃO se for NÃO.

    Meu Pai nos deu uma educação exemplar. Sem precisar bater ( a não ser umas palmadas raras ), sabia impor respeito apenas com o olhar, que deixava logo todos nós aterrorizados, e passamos a compreender que existem LIMITES. Que existem LEIS. Que existe o BEM e o MAL. Que existe um conjunto de coisas que precisamos seguir: Honestidade, Respeito, Solidariedade, Educação de uma forma geral.

    Só vejo com muita decepção mais essa coisa aí que os psicólogos INVENTARAM para deixar os lovens cada vez mais libertinos e desregrados.

    Se os Pais não tem qualquer Respeito, como esperam que os filhos o Respeitem ?

    Dihelson Mendonça

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  2. Caro Dihelson

    Fui educado com severas surras e todas elas injustas. Sou contra palmadas como forma de educação porque deixa na pessoa marcas profundas. Juntamente com Magali procuramos educar nossos filhos sem surrá-los, mas através do diálogo. O nosso sim era sim e o não, não. E eles hoje são pessoas ajustadíssimas e de comportamento exemplar. Mas quando dávamos um não explicávamos o por quê daquele não e não cedíamos mesmo. Certa vez, quando residíamos no Crato, um dos filhos queria ir ao Grangeiro levando um guarda chuva. Quis saber para que aquele guarda chuva se era uma manhã tão limpa? Ele respondeu que iria saltar de pára-quedas do trampolim da piscina. Disse não e expliquei que aquilo seria perigoso, pois o guarda chuva poderia enganchar na borda do trampolim e ele cair fora da água, cujas conseqüências poderiam ter sido uma fratura na coluna e ele ficar sem andar pelo resto da vida. E o que era pior, poderia até morrer. Ele me respondeu que era besteira minha, mas me mantive firme. Poucos minutos depois, o coleguinha dele que deve ter dado a idéia, telefonou e ele disse ao colega: “Não vou levar mais não. Papai disse que era perigoso.”
    Vi o pequeno “clip” que você colocou. Era uma propaganda do “condon” incentivando a não procriação, uma das finalidades principais de um casamento. Considerei correto o comportamento do pai, em não bater no filho naquele momento. O errado é tolerar uma criança fazer aquilo como chantagem para conseguir que quer. E possivelmente, quando isso ocorre é porque desde cedo os pais cederam as chantagem que as crianças fazem. Sou contra a violência contra crianças, pois elas somente ocorrem quando os pais perdem o controle. Educar pelo diálogo é saber amar, respeitar a criança e orientá-la corretamente.

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  3. Pois é, Carlos Eduardo, quando se tem educação, fica fácil passar para os filhos. E respeito também. Se for SIM é sim e NÃO, não. Agora, acontece que a maioria dos Pais não está preparada para serem pais. Muitos não têm nem instrução e trata os filhos ou como animais ou como "animais".

    No exemplo mostrado da propaganda da camisinha, que é simplesmente horrível, lá em casa jamais aconteceria. Papai jamais nos bateria em público, mas sabia manter o respeito.

    Ele chegaria pertinho do ouvido e sorrindo dizia a seguinte frase:

    "Cala a Boca aí, CHEFE! Em casa a gente conversa. Agora, para de chorar e sorri que EU quero ver..."

    Pronto! Acabou-se o Choro, e o sorriso estava estampado na cara mesmo sem querer, e qualquer lugar seria melhor do que ir pra casa ajustar as contas. Só que ele era uma pessoa razoável. Em casa, de 8 em cada 10 vezes, ele se sentava com a gente e conversava olhando olho no olho ( claro que com as mãos trêmulas de alguém que tá louco pra pegar num chicote, e falando compassadamente como alguém que tá se segurando para não explodir ). Apenas essa postura de General já causava um terror, que o cabra mais destemido pensaria 10 vezes na próxima vez de cometer uma bobagem.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  4. Pois é Dihelson

    Infelizmente não existe uma escola para formação de pais. A Igreja Católica ministra um pequeno curso de final de semana aos noivos, mas muito insuficiente. Deveria ser pelo menos de 50 finais de semana, com aulas de piscologia, de economia doméstica, com dinâmica de grupo e o testemunho de vida de casais ajustados e a experiencia dos filhos sobre a educação doméstica recebida. Infelizmente os jovens casais somente se submetem ao curso atual porque é de apenas oito horas e obrigatório. Assim mesmo eles vão com muita mal vontade. E quando saem, dizem que gostaram do pouco que escutarm e vão procurar se aprofundar mais.

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  5. Carlos Eduardo,

    Um dos primeiros problemas aí desse curso, seria encontrar muitos Casais Ajustados, e que quisessem participar. Porque muitos casais que a gente pensa que são "ajustados" depois se revelam loucos de dar nó, mas há realmente aqueles que são bem ajustados e exemplos de educação para os filhos. Você e Magali, formam um casal ajustado, que bem poderiam ser escolhidos para esta finalidade. Eu conheço outros bons exemplos também.

    Abraços,

    DM

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  6. Dihelson, nós participamos desse pequeno curso de preparação para os noivos que pretendem se casar no religioso. É mensal. O tempo é pequeno, sòmente a tarde de um sábado e a manhã de domingo. Na nossa paróquia tem um grupo de doze casais, no qual, nós estamos incluídos. Todos esses casais são ajustados e se revezam para testemunhar e orientar os jovens com palestras sobre a harmonia conjugal e a educação de filhos. Desde de quando morávamos em Crato já éramos engajados em trabalho desse tipo.
    Foi ótima essa sua postagem, pois a boa educação dos filhos é muito importante para a formação de uma sociedade melhor. A responsabilidade dos pais é que eles coloquem no mundo pessoas equilibradas.

    Abraços

    Magali

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