24 julho 2010

Interblogs - Por Carlos Rafael Dias

(Lembram do Interblogs? Dihelson, decerto, lembrará!  )

Um dos meus blogues preferidos, ao lado do blogue da Aeronauta e do meu, o Tudo-fel (que está em stand by), - é o Embrulho no Estômago, de Viviane Costa (foto), personagem principal de seus contos e causos. Ela escreve sobre os seus próprios rastros & réstias...

Esse post trata de um tema mais do que atualíssimo e de todas as suas mazelas e soluções instrínsecas...

Com vocês.... Viviani Costa em:

O sentido da (minha) vida*


Na manhã de ontem, participei de uma caminhada política em Massaranduba. Mas não pensem que estou aqui para fazer campanha para A, B ou C. Até poderia, se quisesse, mas não é o caso. Quero apenas dividir com vocês a minha mais nova descoberta: o sentido da vida.


Lá, na caminhada, enquanto me concentrava em desviar das inúmeras poças de lama surgidas com a chuva, quase caí numa cratera. Nesse momento, um comerciante local comentou comigo que aquele buraco na pista estava ali há anos e ninguém fazia nada a respeito. Não vou dizer que fiquei chocada, porque não é só em Massaranduba que vejo algo desse tipo e, também, embora isso seja um exemplo perfeito do desleixo do poder público, nem de longe é o maior deles.


Contudo, pensei que este deveria ser o sentido da vida: tornar-se útil, no sentido de fazer algo positivo ao outro, ainda que não se ganhe qualquer notoriedade com isso. Fazer com eficiência e comprometimento aquilo que se propôs a fazer, independentemente de ser o seu ofício a gestão pública ou a produção de pães. Asfaltar a cidade, mantê-la limpa e segura, proporcionar o mínimo existencial aos cidadãos é dever de quem se propõe a gerir a máquina pública e, se assim não procede, sua existência é indiferente a mim e ao mundo. Do mesmo modo, alguém que desrespeita as regras básicas de convivência, permitindo que a gentileza - princípio de onde deveriam surgir as demais normas - seja morta por inanição, fomentando o caos social, não me parece digno da regalia de subsistir.

Por outro lado, os senhores que, em alguma fazenda no interior do país, tiram com esmero o leite da vaca, garantindo a minha satisfação matinal, bem como motoristas que gentilmente cedem passagem a pedestres ou a mim mesma, surpreendendo com o que deveria ser apenas um ato ordinário, talvez não saibam disso, mas me desarmam e me fazem bem mais felizes. E, por certo, não só a mim.

Clique aqui  para acessar o outro blogue deste Interblogs :
* capturado de embrulhonoestomago.blogspot.com

6 comentários:

  1. Rafael, maravilha esse texto de Interblogs. Eu me lembro sim. Existem tantas coisas que fazíamos antes, tantos projetos bons... o problema é que somos apenas nós mesmos. Para fazer tudo que eu tenho em mente, por exemplo, precisaria ser mais 10. E vocês também.

    Agora, acho que essa falta de braços pode ser sanada, se encontrarmos as pessoas certas para trabalharem conosco..

    A vida é curta demais para tanta coisa! Que pena! Há tanto o que fazer, e tanta gente desperdiçando a vida, vejo velhos sentados em cadeiras, passam o dia ali sem dar um prego numa barra de sabão...

    Porque não são Pintores, Clarinetistas, ou ter alguma arte ?

    Eu odeiaria ficar velho sem ter uma arte. Pra que serve a vida afinal ? Pra ficar velho, cabeça oca sentado nuyma cadeira de balanço esperando a morte chegar /

    Vamos aprender uma Arte, vamos escrever livros, vamos nos movimentar!

    Abraços, Carlos.
    Adoro esse seu dinamismo. Foi assim que lhe conheci. E esse presente maravilhoso que conheci através de você, que é seu irmão Armando Rafael.

    E poste mais no Blog do Crato. Você está muito Arredio...

    Dihelson Mendonça

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  2. Dihelson,

    Fiquei até sensibilizado com o seu comentário; por conta do seu jeito de cutucar a memória que é seleta e por isso fica longos períodos hibernando.

    A vida é curtíssima, amigo. Concordo...

    Acho que só "desperdiço" o tempo quando estou dormindo sem sonhar.

    Mesmo assim, descanso...

    Eu não tenho uma arte, mas tenho um ofício, que utilizo publicamente. Por isso, me considero um demiurgo.

    O Blog do Crato é uma referência também pra mim. Aqui circula o inconciente coletivo da cratensidade....

    E eu me imiscuio neste sentimento difuso, poético, mágico...

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  3. Carlos, talvez sua grande arte ser o excelente articulador de idéias e de pessoas que você é. E isso é uma grande coisa, pois muitos de nós não sabe como fazê-lo. Isso de certo modo, é um dom e uma experiência.

    Abraços,

    DM

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  4. Prezado amigo Carlos Rafael, eu acho que conheço essa mulhr de algum lugar. Ajude-me a refrescara memória, o seu rosto é simplesmente lindo!

    Abraços,

    DM

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  5. Dihelson,

    A escrita de Viviane Costa já foi motivo de outros interblogs neste Blog do Crato, quando foi diulgado também este seu rosto engelical...

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  6. Hum...

    "suspeitei desde o princípio..."

    Abraços, Rafa!

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