08 julho 2010

Depoimento de menor mostra versão estarrecedora para desaparecimento de Eliza Samúdio

NE - Como aconteceu outras vezes, a mídia vai sugar até a última gota, mais um crime no Brasil. Essa da ex-namorada do goleiro do Flamengo é a bola da vez, o prato cheio do dia...

Em quatro folhas, o menor apreendido na casa do goleiro Bruno na terça-feira, 6, conta sua versão dos fatos. Ele disse que foi convidado por Macarrão a levar Eliza Samúdio ao sítio do goleiro, em Minas Gerais. Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o adolescente se esconder no porta-malas do carro. Já com o carro em movimento, o menor, que estava na mala do veículo, pulou para o banco de trás com a arma em punho, rendendo Eliza e dizendo: "perdeu, Eliza".

A garota conseguiu pegar a arma e atirou contra o menor, mas a arma estava sem munição. O adolescente conseguiu recuperar a arma e deu três coronhadas na cabeça de Eliza. Com Eliza sob a mira da pistola, agora carregada, a viagem continuou até o sítio de Bruno - onde chegaram de madrugada. O rapaz dormiu em um quarto. Macarrão em outro. Eliza, com o filho, dormiu em um terceiro quarto. Havia também uma empregada doméstica. No dia seguinte, Eliza não permaneceu trancada. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, que chegou naquele dia, passou a vigiar Eliza. O menor disse que viu Sérgio entregar um telefone para que Eliza ligasse para uma amiga de São Paulo. Sérgio a mandava dizer que estava tudo bem, que ela receberia dinheiro e apartamento em Belo Horizonte. Eliza foi ameaçada de morte caso não dissesse o combinado.

No dia seguinte, Bruno chegou de táxi ao sítio, pois tinha viajado de avião para Belo Horizonte.

Segundo o adolescente, Bruno ficou surpreso quando viu Eliza assistindo televisão na sala do sítio. Bruno saiu da sala e disse para o menor, Macarrão e Sérgio: o que está acontecendo? O adolescente conta que ouviu Bruno dizer para Macarrão e Sérgio que era para eles resolverem o problema. Que não queria problemas para o lado dele e que ele, Bruno, não saberia de nada. Macarrão e Sérgio disseram que não poderiam libertar Eliza, pois o problema seria ainda maior. Bruno disse então que já tinha acontecido “m...” da primeira vez, e não queria que o problema se repetisse com Eliza.

O goleiro permaneceu no sítio por duas horas e depois e chamou um táxi para levá-lo até o aeroporto, pois queria voltar para o Rio no mesmo dia. No dia seguinte, o adolescente, Macarrão, Sérgio, Eliza e o filho dela entraram no carro de Bruno e seguiram rumo a Belo Horizonte. O adolescente contou que chegaram a um local que se parecia com um sítio. Foram recebidos por um homem alto, negro, chamado Neném. O desfecho do caso, na versão do menor, é chocante: o menor disse ter visto uma faca grande. Neném pegou Eliza, amarrou os braços dela com uma corda e deu uma gravata, sufocando-a. Neném pediu que todos deixassem o local. Sérgio carregava o filho de Eliza. Logo depois, Neném passou carregando um saco e seguiu em direção a um canil, onde havia quatro rotweillers. O adolescente viu o momento em que Neném retirou a mão de Eliza e arremessou para os cães. Segundo o rapaz, os ossos de Eliza foram concretados no mesmo terreno em que ela foi morta. Segundo o menor, a mulher de Bruno, Dayane, foi ao sítio do goleiro depois do crime - e soube apenas que o bebê de Eliza tinha sido deixado no local.

Depois do crime, o adolescente foi para a casa de Bruno, no Rio de Janeiro. Na versão dele, os dois não conversaram sobre o que aconteceu com Eliza - mas acredita que Macarrão tenha contado o desfecho do sequestro. O menor contou que não recebeu dinheiro para participar do sequestro, mas disse que Macarrão havia retirado R$ 3 mil que seriam entregues a Eliza. Ele não soube para quem, afinal, a quantia foi destinada. O adolescente falou que pretendia apenas ajudar no transporte da ex-amante do goleiro Bruno e disse que se arrependeu do envolvimento no caso.

Fonte: G1

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