09 julho 2010

Da Guerra Fria ao Terrorismo e a Busca pela Paz Social


A Guerra Fria foi um dos maiores acontecimentos do século XX. È assim chamada por tratar-se de um conflito internacional não bélico, ou seja, não armado, “quente”. Em tal período (1945/1991) o mundo dividiu-se em duas partes lideradas pelas maiores potências mundiais da época – por isso a denominação mundo bipolar – de um lado, o capitalismo, liderado pelos Estados Unidos e, de outro, o socialismo, composto pela União Soviética e os países em que exercia influencia. O centro do conflito da chamada Guerra Fria foi a corrida armamentista pela conquista do maior arsenal nuclear, o que contribuiu de forma positiva para o progresso tecnológico mundial. Diante desse quadro, mostrava-se inviável a resolução do conflito por meio da guerra (direta, armada), uma vez que ambas as potências possuíam um arsenal bélico capaz de destruir a raça humana da face da Terra, razão pela qual o conflito se estendeu por um longo período da história.

O período de maior tensão na denominada Guerra Fria foi o episódio que ficou conhecido como a Crise dos Mísseis, em 1962, quando faltou pouco para que se desencadeasse um conflito armado entre as duas superpotências mundiais. A crise se iniciou quando o governo soviético instalou mísseis em Cuba, em resposta aos mísseis instalados pelos Estados Unidos na Turquia, fato que os EUA encararam como um verdadeiro ato de guerra. Foram treze dias em que a tensão tomou conta do mundo. Os pais de família construíam esconderijos subterrâneos para salvar suas famílias de uma catástrofe nuclear. Até que houve um acordo ‘camuflado’, em que os Estados Unidos retirou os seus mísseis da Turquia e a URSS retirou os seus de Cuba. A partir de então as duas potências tomaram posições no sentido de resolver o conflito, efetivando acordos e convenções, já que ambos perceberam que o conflito direto (armado) desencadearia uma terceira guerra mundial, em que ao poderio bélico destas potências a raça humana poderia ser eliminada da face da terra.

Após a esse episódio, vários acordos foram estabelecidos entre as duas potências, já que ambas tinham o interesse na composição do conflito. Dentre elas, destaca-se o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. No entanto, a busca pela paz não perdurou por muito tempo, posto que o mundo passa atualmente pela pior das ameaças, eis que uma disputa desleal de um inimigo sem “cara”, covarde: o terrorismo. Os Estados Unidos considerado como o “vencedor da guerra fria” devido ao império do capitalismo no mundo moderno, atualmente vê sua hegemonia – que perdurou por longos anos – abalada. O famoso ataque terrorista do dia 11 de setembro 2001, que destruiu as “torres gêmeas” parou o mundo, que estava perplexo diante de tamanha destruição. Ressalte-se que, de um lado, o atentado matou centenas de pessoas inocentes e, de outro, destruiu um dos símbolos do poder americano. Desde então, o terrorismo se disseminou. Daí, a preocupação do Direito Internacional muda de figura, conforme as palavras de Claude Delmas : “Estamos provavelmente à beira de um novo período da História.

O maior trabalho dos governos ocidentais, nos próximos anos, deverá ser a luta sem piedade contra todas as formas imagináveis de terrorismo. Se perderem essa luta, nossa civilização corre o risco de sofrer ferimentos irreparáveis” O terrorismo é assim chamado, pois as suas ações – explosões através de “homens-bomba”, “cartas-bomba”, “carros-bomba”; matança de civis; seqüestros, entre outras formas – espalham o terror e o pânico entre a população. Como se não bastasse tudo isso, a disseminação do terrorismo culminou num grave retrocesso dos direitos humanos, posto que barbáries estão sendo cometidas em nome da falaciosa justificativa da luta contra o terrorismo e a conquista desses direitos (direitos e garantias fundamentais), que se deu com o derramamento de sangue de muita gente, estão sendo gravemente ameaçados. E mais uma vez os Estados Unidos dominam o cenário mundial.

O mundo não tem boas lembranças com relação a tais espécies de governo. Basta nos reportarmos ao Nazismo de Hitler e, aqui no nosso país, ao período da ditadura militar, em que em nome de falácias terríveis atrocidades foram praticadas. Diante do desenrolar dos fatos seria uma utopia a tão almejada Paz Mundial? Cabe a nós deixar à mercê de vossa reflexão a célebre frase de Mahatma Gandhi “não há caminho para a paz, a paz é o caminho”.

Por: Laianne Monteiro Gois
Estudante de Direito, cursando o 5° ano na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

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