16 junho 2010

Os malefícios do anonimato na Internet – por Armando Lopes Rafael


Você leva um soco nas costas, olha para trás e não vê ninguém. Foi assim que a jornalista Cristiana Soares definiu o anonimato na Internet. A Constituição Brasileira garante o direito à livre expressão, mas veda o anonimato. Isto resume tudo em relação à forma de uma pessoa se expressar, característica maior do homem como um ser político.
Pessoas sensatas usam a Internet para se informar, como lazer e para difundir o útil, o bem e a verdade. Já as pessoas más intencionadas e com desvios de conduta utilizam a Internet para cometer seus delitos. Nesta última categoria, utilizam o anonimato dos comentários para enlamear a honra alheia, uma vez que não têm a coragem suficiente para criticar de frente.
Desde cedo, aprendi a admirar pessoas que externam o que pensam, independente do julgamento que outros façam dos seus pensamentos. Gosto de quem expõe suas idéias, ideologias e crenças de forma firme e sem subterfúgios. E mesmo quando penso diferente delas, não diminui em mim o respeito profundo por essas pessoas. São elas quem modifica para melhor o mundo dentro da pluralidade de pensamentos, ideologias e filosofias de vida, ferramentas indispensáveis à boa convivência democrática.
Por outro lado, triste é constatar, existem aqueles que não têm coragem suficiente de assinar o que escrevem. Estes não merecem respeito, pois ocultam sob a fumaça do anonimato seus pensamentos. Não sabem eles que a melhor coisa que existe no ser humano é a sinceridade e coragem de assumir aquilo que acredita. Como bem definiu o escritor Paulo Coelho: Cuidado com as palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

2 comentários:

  1. Muito bem, Armando!

    Concordo totalmente com isso, e aqui no Blog do Crato sempre esteve aberta a caça aos anônimos.

    Existe um "tipinho" de pessoas que fazem parte do mesmo "modus vivendi" que tem certas peculiaridades. Estive observando certos comportamentos em alguns e tendem a agir sorrateiramente, e ter comportamentos políticos muito semelhantes, como se rezassem pela mesma cartilha. Como se houvessem sido instruídos pelas mesmas crenças político/partidárias.

    Alguns desses adotaram certas práticas condenáveis do tempo em que se apedrejavam ônibus e faziam greves apenas pelo prazer doentio da baderna.

    Saiba que não comungo com essas práticas. Pelo contrário, são abomináveis, e o reino da bandalheira jamais poderá se instaurar por aqui.

    Abraços,

    Tenha um Bom Dia!

    Dihelson Mendonça

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  2. É isso aí Dihelson.
    Felizmente, pelo que pude observar em episódio recente, o brasileiro é mais intuitivo e perspicaz do que eu imaginava.
    Capta de imediato a intenção oculta do “pau-mandado”, ou seja, daquele que se presta a servir de caixa de ressonância para grupelhos mafiosos que se abrigam atrás de ideologias superadas no tempo e no espaço. O “pau-mandado” fala o que os homúnculos mandam, com a finalidade de ludibriar e enxovalhar, de forma solerte, a honra alheia. Os “aloprados” plasmados em certa sigla partidária, especialistas em produzir dossiês em época de campanhas, geraram seguidores.
    Que também darão com os burros n’água...

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