23 junho 2010

A Justiça de Deus na voz da História -- por Leopoldo Bibiano Xavier



Há mais de 118 anos, no dia 5 de dezembro de 1891, falecia num modesto hotel de Paris o Imperador D. Pedro II. Exilado, em consequência do golpe militar que implantou a República, ele nunca deixou de amar o nosso País, que dirigira com sabedoria durante 49 anos. A tal ponto o amava, que desejou ser sepultado junto a um pouco de terra que daqui levara.
Em carta à Princesa Isabel, na ocasião, o Conde Afonso Celso declarou: "A história de D. Pedro II, ainda é cedo para tentar escrevê-la. Daqui a cem anos, assumirá proporções legendárias".
Palavras proféticas. Até a prestigiosa revista "Veja" publicou ampla matéria sobre o nosso segundo imperador trazendo uma chamada na capa: "Dom Pedro II, o imperador que encarnava os melhores valores republicanos"
Nesses últimos cento e vinte anos, muito se fez para tentar apagar da memória histórica nacional a imagem do nosso Imperador: Atribuem a outros as grandes obras que realizou; têm como natural essa impressionante unidade nacional que ele consolidou; ignoram o progresso do nosso País durante o seu governo; passam uma esponja sobre quase todos os fatos bonitos de seu reinado. Para chancelar essa impressão negativa, apresentam sempre como um velhinho esse que envelheceu combatendo pela grandeza nacional.
Uma operação tão meticulosa não pode ser obra do acaso. Tudo indica que mãos interesseiras orientaram a rota para o olvido, depois de ter-lhe imposto a rota do exílio. Porém a verdade histórica não pode ser encoberta indefinidamente, e hoje os historiadores sérios atribuem a D. Pedro II o título de "O maior dos brasileiros", confirmando o que ele mesmo escreveu em um soneto, próximo de sua morte:

"Sereno aguardarei, no meu jazigo,
a justiça de Deus na voz da História".

2 comentários:

  1. Parabéns, Caro Armando por ter dado a conhecer esse testemunho. Embora não seja monarquista como você, reconheço que há coisas em nosso país que remontam dos tempos de D; Pedro II, como o belo açude do Cedro, em Quixadá.
    Abraços
    Carlos Eduardo Esmeraldo

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  2. Caro Carlos:
    Aqui em Crato temos um prédio construído no reinado do Imperador Dom Pedro II: o da antiga Prefeitura, que abrigava ainda a Câmara Municipal e Cadeia Pública, localizado na Praça da Sé.
    Coincidentemente, depois de mais de 130 de construído, este prédio passa -- no momento -- por ligeiros serviços de restauração (parte elétrica, telhado etc.), e motiva uma admiração: construído sem utilização de cimento e colunas com armação de ferro, (inexistentes àquela época) o prédio não tem um único rachão.
    Já as obras públicas construídas nestes tempos recentes republicanos (conjuntos de casas populares, escolas, etc.), beneficiadas com moderna tecnologia, apresentam rachões e muitos outros problemas estruturais...
    Império X República!
    Dois tempos, duas mentalidades, duas maneiras diferentes de administrar a aplicação do dinheiro público...
    É a “Justiça de Deus na voz da História”...

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