14 junho 2010

Homem preso em 2005 quer dinheiro ‘da cueca’ de volta


NE - Alguém quer fazer uma vaquinha pra ajudar aí ?

JANGADEIRO - Segundo o noticiário da Folha.com e do blogueiro Josias de Souza, no último final de semana, José Adalberto Vieira da Silva (foto), conhecido nacionalmente depois de ser preso no aeroporto de Congonhas, quando levava quase meio milhão de reais em julho 2005 (uma parte na cueca US$ 100,5 mil), quer o dinheiro de volta. José Adalberto é ex-assessor do deputado federal cearense, José Guimarães (PT). Em dezembro de 2005, o Ministério Público Federal no Ceará concluiu que o dinheiro transportado na cueca e em uma mala pelo ex-assessor era propina proveniente de um contrato de financiamento em investigação, de R$ 300 milhões, fechado entre o Banco do Nordeste (BNB) e o consórcio Alusa/Sistema de Transmissão do Nordeste (STN). Com base nessa conclusão, oito pessoas foram indiciadas, entre elas estão o ex-assessor e o deputado.

Veja a reportagem que trata da intenção de José Adalberto de pedir o dinheiro da “cueca” de volta:

“Pois bem, decorridos cinco anos, José Adalberto reivindica na Justiça a devolução da grana, ainda retida. A repórter Andreza Matais encontrou o homem da cueca. Em notícia veiculada na Folha, ela relatou o que viu e ouviu. Achou-o no interior do Ceará, na cidade de Aracati. Mora em casa modesta, assentada numa rua de terra batida. Depois de 17 anos de serviços prestados, José Adalberto perdeu o emprego de assessor parlamentar do PT. Para prover o sustento, abriu um negócio: uma pequena mercearia. Vende de farinha a chinelos. O flagrante de Congonhas rendeu-lhe um processo, ainda inconcluso. Frequenta os autos companhia de outros nove suspeitos. Como ninguém se anima a assumir-se como dono do dinheiro de má origem, José Fernando cuidou de reivindicá-lo para si.

Levou o ervanário ao seu Imposto de Renda. “Declarei porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém”. E quanto à origem? “Declarei como sendo uma doação e pronto. Ninguém vai ouvir da minha boca quem é o doador. Sobre isso não falo”. A Receita Federal multou-o em R$ 200 mil. “Não paguei. Meus advogados recorreram, mas até agora a Receita não se manifestou sobre o recurso”. Em depoimento à polícia, José Adalberto saíra-se, na época, com uma alegação rota. Dissera que o dinheiro viera da venda de hortaliças. Depois, refez o depoimento. Em nova versão, afirmara que recolhera os maços de notas com um amigo chamado João Moura. O Ministério Público sustenta outra coisa. Era propina, provida por empresários bafejados com facilidades na obtenção de empréstimos no Banco do Nordeste.

Ouvidos, todos os suspeitos negam o malfeito. Na expectativa de reaver os recursos, José Adalberto capricha no mistério: “Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo”. Tenta reescrever a crônica: “Não estava na cueca, mas no cós da calça”. Reconhece que prega no vazio: “Também, que diferença faria se eu tivesse guardado o dinheiro de qualquer outra forma?…” “…Estando comigo naquela circunstância, sendo quem eu era, o estardalhaço teria sido o mesmo”.

Enquanto espera pela devolução da “doação” que “não pertence a ninguém”, José Adalberto faz um pedido: “Gostaria que todo mundo me esquecesse”. Difícil, muito difícil, dificílimo. Tornou-se um desses personagens inesquecíveis da era Lula.”

Fonte: Jangadeiro OnLine

8 comentários:

  1. O Episódio me lembrou uma antiga marchinha de carnaval de alguém que queria a cueca de volta:

    Marcha da Cueca

    Composição: Carlos Mendes / Livardo Alves / Sardinha

    Eu mato, eu mato
    Quem roubou minha cueca
    Pra fazer pano de prato
    Eu mato, eu mato
    Quem roubou minha cueca
    Pra fazer pano de prato

    Minha cueca tava lavada
    Foi um presente que eu ganhei da namorada
    Minha cueca tava encardida
    Foi um presente que ganhei...

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  2. Caro Dihelson
    A reportagem está muito confusa: observe que ela se refere a dois nomes que reivindicam o dinheiro de volta: José Adalberto e José Fernando.
    Veja o inicio da pretensiosa "reportagem": “Segundo o noticiário da Folha.com e do blogueiro Josias de Souza, no último final de semana, José Adalberto Vieira da Silva...”
    Mais adiante lemos: “Pois bem, decorridos cinco anos, José Adalberto reivindica na Justiça a devolução da grana, ainda retida...” E no final do primeiro parágrafo notamos ainda: “Como ninguém se anima a assumir-se como dono do dinheiro de má origem, José Fernando cuidou de reivindicá-lo para si.”
    Afinal quais dos dois transportaram os "dólares na cueca"? Houve muita pressa na publicidade do "insuspeito" Josias de Sousa ao requentar uma matéria que nada mais é que publicidade eleitoral.
    Como afirma a tal reportagem, o processo contra os responsáveis corre na justiça, que infelizmente ainda não se proununciou.

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  3. É, Carlos, é preciso defender esse rapaz, o assessor José Adalberto, e criticar a ortografia da postagem. Quem sabe, corrigindo os erros de digitação, minimize os danos causados por ele, e seja revelado a origem do dinheiro ?

    Temos que minimizar os danos ou abafar o caso!

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  4. Caro Dihelson

    Não critiquei a ortografia da postagem, pois não houve erro ortográfico. Apenas observei que o redator da matéria apresentou dois nomes como requerentes do dinheiro de volta: primeiro ele afirma que é José Adalberto e depois diz ser um tal José Fernando. Será que ele redigiu a troca de nome pensando no patrão dele, o FHC?
    Não se trata de defender o tal Adalberto, a quem sequer o conheço. Mas essa matéria que você e o Armando dão com destaque é pura propaganda política. Será que ela é verdadeira? Será que essa pessoa que foi vítima de uma armação quer realmente o dinheiro de volta? Pela fonte, a "Folha da Serra" e o "Blog do Josias", não merece o menor crédito. É pura propaganda política, justamente agora que a Dilma, a candidata que não representa um retrocesso para o Brasil passou o candidato do FHC nas pesquisas. E olha que você proibiu a propaganda política no Blog do Crato e agora dá ensejo para que ela volte.
    Desculpe-me contrariá-lo, mas esse é o meu sentimento.

    Abraços!

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  5. Não me contraria, Carlos,

    Nos comentários lembremos sempre a nossa livre opinião, por isso que cá estamos nós a falar desse assunto.

    A propósito de seu questionamento eu irei investigar a origem dessa notícia, e está estampada em diversos jornais e sites da Internet. Seria tão bom uma entrevista com o Adalberto...

    O Sistema Jangadeiro de Rádio e Televisão não iria FORJAR uma coisa dessa magnitude. Tentar negar isso é querer abafar o caso. Depois irei postar aqui nos comentários outros dados sobre a matéria. Mas eu compreendo o quanto alguns podem se magoar ao ver seus ídolos cometerem fraudes.

    Mas olhe, se queremos uma sociedade justa, temos que punir os culpados. Talvez até o Presidente Lula gostaria de ver essa estória passada a limpo, porque até agora, a bem da verdade, isso aí tudo está entalado na garganta de todos os Brasileiros que defendem a Moral e a Ética.

    Querer agora depois de 5 anos o dinheiro da cueca de volta, é no mínimo revoltante, principalmente quando não se derterminou a origem dele.

    E o mais estranho que eu acho nisso tudo, é como é que com tanta gente boa investigando, Polícia Federal, diligências, as autoridades NÃO CONSEGUIRAM descobrir ainda sequer a quem pertencia o dinheiro ?

    Ahahahahahah
    Me façam cócegas que eu preciso rir!

    Abraço,

    DM

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  6. Carlos, acho que você não leu direito: folha da serra não:

    A Fonte da notícia é a "FOLHA DE SÃO PAULO", o Maior Jornal do País. Quer mais credibilidade ?

    Abraço.

    DM

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  7. será que em vez de ser "folha da serra", não seria FOLHA DO SERRA!?

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  8. O problema é o Jornal. O Adalberto tá certo. ENTENDI agora.

    Abraços.

    DM

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