07 maio 2010

Serra e Dilma enfrentam protestos em debate em MG Tucano foi hostilizado por professores e petista foi vaiada por prefeitos mineiros


Belo Horizonte - Teve clima de debate eleitoral ontem no primeiro encontro entre os três principais pré-candidatos a presidente, em Belo Horizonte (MG), no 27º Congresso Mineiro de Municípios. Antes do encontro entre Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB), o tucano — do mesmo partido do ex-governador mineiro Aécio Neves — foi hostilizado por professores da rede estadual, que estão em greve há quase um mês e reinvindicam aumento salarial. Se o tucano precisou ser escoltado por policiais militares para chegar ao auditório, lá dentro, quem sofreu foi a petista, que enfrentou vaias da plateia, formada por cerca de 400 prefeitos. Apenas Marina foi poupada. No debate, os três responderam quatro perguntas e tiveram mais 10 minutos para falar livremente. Um dos temas abordados foi royalties do petróleo. Serra defendeu a extensão da cobrança sobre “outros recursos naturais”. Para ele, porém, a arrecadação tem de ser vinculada a investimentos. Dilma concordou, especialmente com a proposta de passar a cobrar royalties sobre outros recursos, como a mineração. “É um absurdo o que se cobra, é uma questão de dívida com a nação”, disse a petista. Por sua vez, Marina questionou a isenção do ICMS para a mineração. “Não é justo, porque Minas tem a maior quantidade de mineração do País e o estado acaba não se beneficiando dessa riqueza”, disse a senadora.

Nas abordagens individuais, Dilma destacou as parcerias entre o governo federal e as prefeituras, citando como exemplo o PAC. Ela disse que o governo de Lula jamais olhou a filiação partidária dos prefeitos na hora de investir os recursos do programa. Marina contestou a afirmação. “Boa parte dos recursos ainda não são repassados sem mediação política”, denunciou ela, que também criticou a inimizade entre PT e PSDB. “O PSDB tentou governar sozinho e acabou ficando refém do que há de pior do Democratas. O PT tentou governar sozinho e acabou refém do que há de pior do PMDB”, atacou a senadora. Já Serra, no estilo “paz e amor”, disse que, embora possa soar como “heresia”, se for eleito vai querer o PT e o PV fazendo parte de seu governo. Ele brincou, afirmando que o evento não era um “Fla x Flu” ou um “Atlético x Cruzeiro”.

Recado ao governo

Coube a Serra alfinetar o governo federal, mas na estratégia do "bate assopra". "Precisamos pensar numa forma de repor as perdas da isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Não podemos fazer benefício com o chapéu alheio. Não é só esse governo que faz isso não, todos agem assim", disse o tucano. Já a candidata do PV subiu o tom do debate em alguns momentos. Ela disse que não é possível governar sozinho. "O PSDB tentou governar sozinho e não conseguiu. Nós do PT tentamos governar sozinhos e acabamos ficando com o pior que existe do PMDB", disparou, para uma plateia formada por vários peemedebistas, entre eles, o ex-ministro e senador Hélio Costa, pré-candidato ao governo de Minas.

Fonte: O DIA - OnLine, com informações da Agência Estado.

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