12 fevereiro 2010

UM MUNDO SEM O PAPEL-MOEDA - Por: Valdetário Brito


O operário trabalha o mês todo e ao final recebe o seu salário. Em suas mãos este dinheiro tem histórico. É fruto do seu trabalho. Mas se este operário, por descuido, perde este dinheiro e alguém o encontra; ou pior ainda, se um meliante o toma de assalto, o dinheiro continuará com o mesmo valor de compra. Ou seja, no mundo em que vivemos o que tem valor é o PAPEL-MOEDA não importando a FORMA como o mesmo foi conquistado. A meu ver, é injusto que o salário do trabalhador continue com o mesmo valor nas mãos de quem o assalta.

Para combater esta e muitas outras situações só enxergo uma saída: O MUNDO SEM O PAPEL-MOEDA. Muitos países, incluindo o Brasil, já dispõem de tecnologia que dispensa o uso do dinheiro físico. Aliás, se a gente observar bem, no nosso dia-a-dia a grande maioria das nossas transações financeiras já se dão por meio do dinheiro virtual.

A implantação de um sistema econômico-financeiro que não permitisse a utilização de papel-moeda traria grandes benefícios aos seus usuários e quase nenhum transtorno. Muito se economizaria se não fosse necessário confeccionar, transportar e guardar cédulas e moedas. Neste sistema todos os débitos e créditos se dariam através de transferências utilizando-se o telefone celular. Tudo muito simples, rápido e seguro.

No mundo do dinheiro eletrônico não há espaço para o crime organizado. Esta é a grande vantagem deste sistema. Hoje só existe seqüestro, assalto e roubo porque quem pratica tais ilícitos pode conseguir dinheiro na sua forma física e sem deixar marcas do seu delito. No mundo sem papel-moeda quem teria interesse em praticar assalto se ficaria muito fácil rastrear as transferências realizadas e assim identificar o criminoso? O mesmo aconteceria com a sonegação de impostos, com o caixa dois, com a corrupção e com todas as formas de desvios de dinheiro, público ou privado. O traficante de drogas teria muita dificuldade em manter seu “negócio” sem deixar as marcas de suas digitais. Seria o fim dos seqüestros.

Você já pensou como seria bom viver num mundo sem corrupção? Imagine viver sem ser incomodado por guardas corruptos pedindo “cafezinho”. Como seria bom um Sistema Judiciário sem a mácula das “sentenças carimbadas”. Como seria bom um Sistema de Saúde no qual os profissionais/instituições não cobrassem “por fora”. Imagine um mundo em que todo o dinheiro dos impostos retornasse ao cidadão na forma de bons serviços públicos. Pois este mundo só é possível se nele não existir o papel-moeda.

O homem já dispõe de condições tecnológicas que permitem a implantação imediata deste mundo dos sonhos, o que ainda não dispomos é de condições políticas para tal. É sempre aquela mesma história, já sabemos construir belas e longas avenidas; só não conseguimos educar nossos motoristas. Daí o quebra-mola. O homem tem tecnologia para retirar das entranhas da Terra o barro, o cimento, o tijolo e o aço, e com estes construir grandes edifícios e aviões; mas ainda não sabemos como evitar que o mesmo homem pegue o avião e o jogue contra os edifícios. O homem não cresce por inteiro; mas por segmentos.

Por: Valdetário Brito

2 comentários:

  1. Prezado amigo Valdetário

    Excelente crônica. Há dois mil anos Jesus Cristo já criticava o papel moeda e o poder de compra que ele exerce. Quando ele pregava às margens do Mar da Galiléia a uma grande multidão, os discipulos vieram lhe dizer que despedisse a multidão, pois todos estavam famintos e não havia dinheiro para comprar alimentos para tanta gente. E o Mestre respondeu: "Dêem vocês mesmo o que comer", numa indicação que a sociedade deveria se libertar do poder de compra e partir para uma sociedade igaulitária, em que houvesse a partilha fraterna.
    Aguardo sua candidatura à Deputado. Vai encarar? O Crato precisa.

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  2. "E então, Jesus pediu uma moeda e disse:

    - De quem é essa imagem e inscrição ?
    - De Cesar!
    - Pois dá a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus"

    ...

    Abraços,

    DM

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