24 fevereiro 2010

OAB e oposição cobram explicações sobre Telebrás

A suspeita é de que a reativação da empresa poderia favorecer um cliente do ex-ministro José Dirceu.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a oposição no Senado voltaram a cobrar explicações do governo sobre o plano para recriar a Telebrás. A suspeita é de que a operação poderia favorecer um cliente do ex-ministro José Dirceu.

A denúncia envolve 16 mil quilômetros de cabos de fibra ótica. Uma rede que o Governo Federal pretende usar para levar internet rápida a todo o país. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu um contrato que dá ao governo a posse da rede, mas exigiu o depósito de uma caução de R$ 270 milhões. A Advocacia-Geral da União (AGU) afirma que esse dinheiro, se liberado, será usado para quitar dívidas da Eletronet, que administrava a rede de fibras óticas. Seria o pagamento às empresas que forneceram cabos, condutores e outros equipamentos e que não receberam porque a Eletronet faliu. Segundo o governo, o dinheiro não vai para nenhum dos antigos sócios.

A Eletronet era dividida entre o governo e uma empresa privada. Com a falência, ficaram dívidas avaliadas em R$ 800 milhões. O empresário Nelson dos Santos comprou por R$ 1 parte da empresa, assumindo parte da dívida. Entre 2007 e 2009, o ex-ministro José Dirceu prestou consultoria a uma empresa dele. Agora, a o posição quer investigar se é verdadeira a denúncia de que Nelson dos Santos lucraria com o negócio R$ 200 milhões.

“Pagar R$ 1 para ficar sócio de uma dívida de R$ 800 milhões é completa insanidade, a menos que esteja armada uma tramóia”, declarou o senador José Agripino Maia.

Para o líder do governo no Senado tudo está sendo feito dentro da lei. “Não há irregularidade. O governo não teme nenhum tipo de esclarecimento. A prioridade do governo é levar a banda larga para todos os locais do Brasil”, afirmou o senador Romero Jucá. A OAB também cobra explicações do governo: “Nós contribuintes é que somos os donos. A prestação de contas é fundamental em qualquer âmbito da administração pública”, disse o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Fonte: G1

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