16 janeiro 2010

Saques no Haiti se tornam violentos, diz testemunha

A Verdadeira Natureza Humana

Nota do Editor: Está provado que o Homem, quando não lhe pesa a força da repressão da Lei, da polícia, e da impossibilidade de se aplicar o castigo, volta ao seu estágio mais primitivo. Esquece a civilização, esquece a fraternidade, e esquece de usar até a Razão. Há muitos exemplos para provar que o homem não evolui praticamente nada nesse âmbito em 5.000 anos de existência aqui na terra. Outro dia eu presenciei um caminhão tombar numa rodovia e os passantes pararam para saquear a carga, ao invés de tentar ajudar os possíveis mortos e feridos. Essa é a verdadeira natureza humana. Um ser irracional, que pouco difere de outros animais na luta pela sobrevivência. Retire-lhe o alimento, e as condições básicas de sobrevivência, e ele esquece todas as lições e o comportamento civilizado. Não estou condenando os pobres haitianos, que precisam de ajuda humanitária. Estou apenas demonstrando mais uma vez a verdadeira natureza humana, cujos exemplos podem ser vistos em toda a superfície do Planeta. Mas sábiamente, já apontou Freud para esse tipo de comportamento há hum século atrás. ( D. Mendonça ).

Saques no Haiti se tornam violentos, diz testemunha

Porto Príncipe, capital do Haiti, começou a vivenciar as primeiras demonstrações de violência neste sábado, com saques cada vez mais frequentes diante da escassez de água e alimentos após o terremoto que devastou o país, na terça-feira (12). Com a dificuldade logística para entregar a ajuda humanitária aos atingidos pelo terremoto, eles estão elevando os saques e, agora, há demonstrações de violência. Para membros da ONU no Haiti, a violência aumentará caso a ajuda humanitária não chegue logo nas mãos dos moradores de Porto Príncipe. Porém, ressaltam que "por enquanto" a lei e a ordem estão sob controle, embora haja exceções.

Segundo um fotógrafo da agência de notícias Reuters, homens com pedras, facas e martelos disputavam camisetas, sacolas, brinquedos e quaisquer outros itens que pudessem pegar em casas e lojas destruídas. Segundo ele, a polícia que lá estava antes não era mais vista em parte alguma.

Em outra ação, centenas de pessoas saquearam uma área repleta de armazéns comerciais atingidos pelo terremoto que se localiza no centro de Porto Príncipe. Diante da presença de membros da ONU e da polícia, que não intervieram em nenhum momento, a multidão se limitava a esperar que os agentes passassem para voltar a se embrenhar entre os escombros e retirar os produtos armazenados ainda aproveitáveis. Pelo menos cinco pessoas foram até a polícia para denunciar que grupos de assaltantes, alguns armados com paus, tinham roubado seus pertences, aproveitando a confusão do momento.

Também no centro de Porto Príncipe, a polícia resolveu agir contra saqueadores. Ela atirou para o ar, empurrou pessoas para o chão e eventualmente chutavam os que eram detidos. Em outra região da cidade, as pessoas disputaram a tapa carregamentos e água e comida lançados de helicópteros americanos.

Tragédia

O terremoto aconteceu às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. Ainda não há um dado preciso sobre o número de mortos. A Organização Pan-americana de Saúde, ligada à ONU, diz que pode ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já o Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. Nesta sexta-feira, governo do Haiti afirmou estimar em 140 mil o total de vítimas. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou na sexta-feira para 17 o número de brasileiros mortos no país --14 militares e mais três civis, entre eles a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa.

da Folha Online
Foto: Uol - Haiti

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