20 janeiro 2010

Lula é o terceiro com maior aprovação na América Latina

Ricardo Martinelli, do Panamá é o primeiro da lista, com 91% de aprovação, e Mauricio Funes, de El Salvador, com 88% é o segundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o terceiro presidente das Américas com a melhor avaliação dos eleitores, segundo um ranking divulgado pela Consulta Mitofsky, empresa mexicana de pesquisas de opinião pública. Lula aparece com 83% de aprovação e perde apenas para Ricardo Martinelli, do Panamá, primeiro colocado da lista, com 91% de aprovação, e para Mauricio Funes, de El Salvador, com 88%.


O ranking classifica os líderes das Américas de acordo com o nível de aprovação que recebem da população de seus países.O nível mais alto da classificação engloba presidentes com mais de 75% de aprovação. Lula é destacado pela Consulta Mitofsky por ser "um presidente que há muito tempo está no nível sobressalente, com o grande mérito de estar há mais de sete anos no poder".


Michelle Bachelet, que não conseguiu eleger seu sucessor no governo do Chile na votação realizada no último domingo, também está no nível mais alto de classificação da Consulta Mitofsky, com 81%. Com aprovação entre 55% e 75%, estão Álvaro Uribe, presidente da Colômbia (64%); Tabaré Vazquez, do Uruguai (61%); Evo Morales, da Bolívia (60%), e Felipe Calderón, do México (55%).

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, aparece na classificação média, com 50%, mesmo nível em que se encontra o presidente dos EUA, Barack Obama, com 48% de aprovação. Álvaro Colom, com 46%, também integra o grupo de líderes com aprovação entre 45% e 55%.

Oscar Arias, da Costa Rica, com 44%, e Rafael Correa, do Equador com 42%, aparecem no nível de aprovação considerado baixo, entre 35% e 45%. No último nível de classificação, abaixo de 35% aparecem Stephen Harper, do Canadá (32%); Alan García, do Peru (29%), e Daniel Ortega, da Nicarágua (25%).

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, tem a pior avaliação na pesquisa, com apenas 19% de aprovação de seus eleitores.

Fonte: Agência Estado

E Agora. Quem é Ricardo Martinelli que tirou o Primeiro Lugar ?

( notícia da vitória de Martinelli )

Cidade do Panamá, Panamá — O empresário do setor de supermercados, o opositor Ricardo Martinelli ganhou no domingo, dia 3, com folga as eleições presidenciais do Panamá sobre a adversária governista Balbina Herrera, contrariando a tendência de vitórias de líderes voltados para a esquerda na América Latina, geralmente corruptos e irresponsáveis. O presidente do Tribunal Eleitoral, magistrado Erasmo Pinilla, informou que Martinelli foi o vencedor "indiscutível" da disputa. A proclamação oficial do resultado será feita somente na quarta-feira.

Após as apurações, Martinelli pediu unidade no país, para o combate à pobreza e à insegurança e propôs governo de união nacional. Pediu inclusive que adversários se unissem ao esforço:
Cquote1.png Somos todos panamenhos e temos de mudar esse país para que tenha uma boa saúde, boa educação, bom transporte e boa segurança.

Vitória

A experiência empresarial do candidato conservador de oposição conquistou os eleitores que estão preocupados com seu sustento em meio à crise econômica global que afetou o recente crescimento do Panamá. O tribunal eleitoral declarou Martinelli vencedor quando a apuração mostrou uma vantagem inalcançável de 61 por cento dos votos, ante 37 por cento de Balbina Herrera, do partido da situação de centro-esquerda Partido Revolucionário Democrático (PRD). "Não podemos continuar a ter um país onde 40 por cento dos panamenhos são pobres", disse ele em seu discurso da vitória.

Martinelli, um filho de imigrantes italianos de 57 anos educado nos Estados Unidos, prometeu aumentar o gasto público construindo um trem subterrâneo na Cidade do Panamá e apoiando a habitação popular para estimular a construção civil. O empresário disse ainda que pretende criar um imposto único, com alíquota de 10 a 20 por cento, para atrair investidores estrangeiros que demandam um sistema fiscal mais claro.

Derrota

Balbina Herrera já admitiu a derrota e disse que respeitará o resultado, mas não felicitou o adversário. A candidata derrotada prometeu uma oposição responsável, "mas muito enérgica, porque deixamos um país com crescimento econômico, a casa em ordem e com a ampliação do canal (do Panamá) em marcha". O governo Herrera não conseguiu combater o crime e os preços altos, e Martinelli conquistou a vitória com apoio dos eleitores mais pobres. Martinelli sucederá em julho o moderado Martín Torrijos, que apoiou Herrera, sob cujo governo o país alcançou taxas de crescimento de até dois dígitos, apoiado principalmente na exploração do Canal do Panamá.

A crise financeira internacional, iniciado em 15 de setembro do ano passado, no entanto, fará com que o Panamá cresça apenas cerca de 3 por cento este ano, segundo analistas, por conta do esfriamento do comércio mundial e também por uma menor demanda do setor de construção, outrora pujante. O país, que usa o dólar como moeda, sofreu no ano passado a inflação mais alta desde o início da década de 1980. "A cada 15 dias que eu vou ao mercado o preço da comida está mais caro. Você não consegue mais comprar carne", disse Oreida Sánchez, professora de 36 anos, após votar em Martinelli no bairro de Calidonia, na capital.

Coalizão

A coalizão de quatro partidos de Martinelli também dominava as eleições de deputados para a Assembléia Nacional. Estava com 37 deputados, frente aos 23 da aliança de Balbina. Os restantes 71 cargos de congressistas em disputa deveriam ir para outros partidos. Foi a quarta eleição geral desde a queda do regime de Manuel Noriega, em 1989.

O futuro presidente, que é conservador, deve assumir o cargo em 1º de julho para um mandato de 5 anos, tem como metas incentivar o investimento estrangeiro e firmar acordos de livre comércio, particularmente com os Estados Unidos, principal parceiro econômico do país. Terá que enfrentar uma economia que retrocederá neste ano, por causa da crise global, após crescer sustentadamente nos últimos cinco anos. Também terá como responsabilidade o projeto de ampliação do Canal de Panamá, previsto para terminar em 2014.

Martinelli, 57 anos, já havia disputado a presidência em 2004, mas na época obteve apenas 5,3% dos votos. Ele é apoiado pelos mais pobres e pelos moradores da periferia da capital, Cidade do Panamá. Já Balbina, 54 anos, ex-ministra da Habitação do atual presidente, Martín Torrijos, era vista com desconfiança por alguns por um passado identificado com o antiamericanismo.

Esquerda na América Latina

Líderes de esquerda como o venezuelano Hugo Chávez avançaram na América Latina nos últimos 10 anos, mas o Panamá tem uma ligação próxima com os Estados Unidos, que construíram o Canal do Panamá e derrubaram o general ditador Manuel Noriega em 1989. Porém, a esquerda enfrenta crises, com várias denúncias de corrupção entre os dirigentes e até não ter conseguido combater crise econômicas, como Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e o próprio Hugo Chávez (Venezuela).

Fonte: Wikinotícias

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