09 dezembro 2009

Novo pacto nuclear com os EUA está próximo, diz chanceler russo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que Moscou e Washington vão assinar em breve um novo acordo de redução dos arsenais nucleares para substituir o Start-1, assinado 1991, que expirou na semana passada. "A questão é fácil. O tratado será assinado em breve", disse Lavrov em entrevista coletiva, quando questionado se o novo acordo seria assinado antes do final da conferência sobre mudança climática da ONU em Copenhague, em 18 de dezembro. Mas ele não especificou uma data. Agências de notícias informaram nesta terça-feira (8) que o assessor presidencial russo Arkady Dvorkovich disse que as negociações seriam finalizadas neste mês.

Chegar a um novo pacto sobre as armas nucleares tornou-se um elemento-chave nos esforços de dos governos da Rússia e dos EUA para renovarem suas relações, após uma série de desentendimentos no passado recente, como a o conflito russo com a Geórgia e a independência de Kosovo, apoiada pelos EUA e não reconhecida por Moscou. O presidente americano, Barack Obama, e o presidente russo, Dmitri Medvedev, concordaram em uma cúpula em julho reduzir número de ogivas nucleares de cada país para entre 1.500 e 1.675 no prazo de sete anos como parte de um novo tratado. No entanto, apesar das intensas negociações de vários meses, os dois países não chegaram a um pacto para substituir o Start-1 antes de seu término.

Os dois países têm negociado em sigilo, mas fontes dos dois lados têm sinalizado que apenas alguns elementos do novo tratado estavam pendentes.

da Folha Online

Um comentário:

  1. Caro amigo Dihelson,

    Como é complicado comentar assuntos dessa natureza e ainda pior, tentar decifrar as próximas jogadas das grandes nações beligerantes do Planeta.

    Sem dúvidas houve avanços na direção da diminuição dos arsenais nucleares, prepoderantemente da Rússia e EUA, mas o número de orgivas ainda é absurdamente grande,com cerca de 3.000 ao redor do Globo.

    E ainda tem mais, além das próprias discussões em torno do tratado "Start1" para a redução do numero de armas nucleares; é justamente o eixo do problema que mudou radicalmente nas últimas décadas. Antes tínhamos de um lado os EUA e de outro a Rússia; hoje: Os países do islã, notamente o Irã, começam verdadeiramente a preocupar o mundo... E ainda temos, China , Índia, Coréia do Norte, etc, etc...

    É isso amigo, em tempos de COP 15, "um olho no gato e outro no peixe".

    Abração Fraterno de seu amigo

    Severo.

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