11 dezembro 2009

Novas candidaturas brasileiras ao Programa Geopark UNESCO



O Brasil poderá ter mais um Geopark, se depender de um dos seis Estados da Federação que fazem o pleito junto à Unesco. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso estão reivindicando a sua inclusão no projeto de Geopark junto à Unesco. Este foi um dos assuntos discutidos, ontem, no I Encontro Brasileiro de Geoparks: Construindo Novas Candidaturas, promovido pela Secretaria das Cidades do Ceará e o Ministério da Integração Nacional, no Hotel Encosta da Serra, no Crato, instalado na Chapada do Araripe, área na qual se insere o Geopark Araripe.

A representante de Minas Gerais, Úrsula Ruchkye de Azevedo, chegou para o encontro com o projeto pronto. O Estado oficializou a candidatura do Quadrilátero Ferrífero que inclui parte da capital, Belo Horizonte, e as cidades históricas Ouro Prefeito, Outro Branco, Cafezal, Santa Bárbara, Mariana e Caeté, que tem sua história ligada à extração mineral, principalmente, o ouro e o ferro. Enquanto o Geopark Araripe tem como suporte principal o patrimônio paleontológico, a região de Minas Gerais, segundo Úrsula, concorre com o potencial geológico. "Nós contamos apenas com um sítio paleontológico, o de Fonseca, com insetos e plantas fósseis", ressaltou a representante de Minas Gerais.

Para Úrsula, a aprovação da proposta mineira vai contribuir para o desenvolvimento da região de forma mais integrada. Ela lembra que existe uma preocupação do governo de seu Estado em relação ao futuro da região, quando se exaurirem os recursos minerais.O seminário no Crato, que tem como objetivo promover o intercâmbio de informações sobre o Geopark Araripe, único no Hemisfério Sul, com os diversos representantes de instituições da região ligados às artes, ao turismo e outros setores produtivos que se destacam no Cariri.

O evento, de acordo tem também a finalidade de esclarecer sobre o programa e o seu desenvolvimento, por meio de diversos projetos que já vêm sendo executados na região, além de compartilhar informações a respeito dos Geoparks da Europa, a exemplo dos de Portugal e Espanha, expostos por componentes de recentes missões técnicas a esses locais.

Fonte: Jornalista Antonio Vicelmo/ Caderno Regional/ Diário do Nordeste.

Comentário da postagem: Imagem das Minas da Passagem, localizadas entre Ouro Preto e Mariana um dos mais importantes registros do “Ciclo do Ouro” brasileiro, este período destacado de nossa História, que coincide com parte do Século XVIII e finda-se no inicio do Século XIX seguinte, que é um dos pontos incluídos na proposta do Geopark do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Hoje estas minas são ponto de visitação turística obrigatória e consolidada vinculado aos roteiros das cidades históricas.

Postado por José Sales


37 comentários:

  1. As voltas que o mundo dá...

    Os que faziam radical e contundente oposição ao ex-reitor André Herzog chamavam o Geopark Araripe de GEOPLACAS.
    E diziam que o projeto do Geopark Araripe era "turismo para inglês ver".
    Hoje, os antigos oposicionistas - agora situacionistas - até usam o Geopark como vitrine da atual administração da URCA.

    É verdade o ditado popular:

    "Nas voltas que o mundo dá,
    um dia urubu vira sabiá"

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  2. E tem mais meu carissimo Armando Rafael.

    Este I Encontro Brasileiro de Geoparks proposto pelo Prof. André Herzog na 3a Conferencia Global de Geoparks, em Osnabrück, na Alemanha, em Junho/ 2007 e aprovado pelo Conselho desta conferencia é hoje usado como uma realização exclusiva da atual gestão.

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  3. Estranhamente nenhum dos participantes da equipe que concebeu o Geopark Araripe e compos o "Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil", a partir do "Araripe Regional Action Plan" encaminhado à UNESCO e posteriormente referendado e aprovado na 2a Conferencia Global de Geoparks que levou a constituição deste único geopark nacional, - Professores Gero Hillmer/ Universität Hamburg, André Herzog/ URCA, Alexandre Feitosa Sales/ URCA e José Sales Costa Filho/ UFC - foi convidado a este I Encontro Nacional de Geoparks.

    Deve ser o tal do "jeitinho nacional" de administrar qualquer ação publica, que sempre leva em conta uma forma de "reescrever"a História com novos personagens.

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  4. Segundo consta e corre nos bastidores, o Prof. André Herzog, foi "solenemente" desconvidado a não participar do I Encontro Barsileiro de Geoparks. E olhe lá que o Professor é do Conselho Mundial de Geoparks até a próxima conferencia que se dará na Malasia em 2010.

    Existe uma grave miopia em pauta. E como diz um certo professor da URCA que era feroz opositor da proposição: "Sei não!"

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  5. Caros Zé e Armando, tem gente que pensa que é eterno e esquece que tudo nesta vida é passageiro, sobretudo o poder.

    Mas quero aproveitar o espaço para parabenizar o Prof. André Herzog, Alexandre Magno, Zé Sales e Gero Hilmer pela concepção e elaboração do projeto do Geopark Araripe e pela implantação do mesmo. O Geopark Araripe é hoje uma referênccia nacional e americana e uma das vitrines do Governo do Estado. Precisamos reconhecer no Governador Cid e no Secretário Cartaxo os responsáveis pela continuidade e valorização do Geopark Araripe.

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  6. Caro José Sales:

    Conversava há pouco com influente político e ele me confidenciou que foi o André Herzog quem organizou esse encontro e quem fez a lista de convidados já que conhecia as pessoas que ontem estiveramn aqui.

    Em reconhecimento ao trabalho foi desconvidado para o encontro.

    O mesmo político disse-me que sentiu uma grande inveja que algumas pessoas sentem do Herzog, e quem não perdem ocasião para criticar como aconteceu ontem quando um deles - por sinal deficiente físico - fez críticas ao trabalho do ex-reitor...

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  7. Caro Armando Rafael

    Como eu lhe disse antes este encontro foi credenciado pelo Geoparks Global Network, na 3rd Geoparks on Conference, realizada em Osnabrück, na Alemanha, de acordo com proposta do Professor André Herzog, em pronunciamento na tribuna da conferencia e depois relacionado à votação pela Drª Margaret Patzak, coordenadora UNESCO e do encontro, em 2007.

    Por conta deste compromisso, o Estado do Ceará estava obrigado a cumprí-lo perante a UNESCO durante este ano corrente e em assim sendo a Secretaria das Cidades convidou o Professor André Herzog para organizar o I Encontro Brasileiro de Geoparks.

    Todos os convidados o foram pelo próprio Professor André Herzog. E todos os "desconvites" o foram ingerencias obscuras ao próprio organizador, aos Professores Gero Hillmer e Alexandre Sales e a mim, que sou da equipe original.

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  8. É esta a "URCA do jeito certo"?
    Vade retro!

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  9. Eu continuo chamando de GEOPLACAS. AQui no Cariri, foi desde o início uma propaganda, jogada de marketing.
    E continua.

    Realmente não mudou nada desde o início.

    E sobre o Prof. Dr. André Herzog, gostaria de perguntar aos seus amigos e correligionários se ele está ministrando aulas na UECE conforme a solicitação feita pelo então reitor de lá, Prof. Jader, ou está ocupando algum cardo de confiança na SECITECE ou outro órgão do GOVERNO CID GOMES?

    Vocês sabem de alguma coisa?

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  10. E na zuada demo-tucana do Cariri, se uma administração toca para a frente um projeto, está usurpando. Se modifica-o, está cometendo um crime.

    Vá entender.

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  11. Caro prof. Darlan, se vc quer ter noticías do Prof. André, procure falar com ele. Com certeza seus ex-aliados sabem onde encontrá-lo.

    Em relação ao GEOPARK seria bom vc reclamar do governo que vc ajudou a eleger, pois se não fosse ele o Geopark com certeza já teria acabado.

    Por fim, o que percebi nas postagens não é o fato do projeto ter continuidade, mas sim a negação do passado. E olhe que temos na vice reitoria uma historiadora. Aqui mesmo já elogiei varias vezes o governo estadual pela política de continuidade em relação aos projetos deixados pelo Dr. Lúcio. E tenho participado de várias reuniões na região onde representantes do governo Cid sempre se referem às origens dos projetos, à gestão do governo anterior. Isso é postura republicana.

    Agora negar o passado. Negar o que de bom foi feito numa administração passada. Isso é mediocridade.

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  12. Professor Océlio, fiz apenas uma pergunta sobre o ex-reitor, tão elogiado por seus amigos aqui no Blog.

    Se o senhor não pode informar o que faz atualmente o Prof. Dr. Herzog, eu só posso lamentar. Penso que ele esteja dando aulas na UECE, conforme foi solicitado em 2007, ou em um cargo comissionado, do governo. Mas não tenho como saber.

    Sobre o GEOPARK, sejamos justos, o prof. Plácido nunca falou em GEOPLACAS. Isso ele não fazia e não faz. Sobre os seus assessores e pró-reitores, aí eu não posso responder e acho que as observações do sr. Armando Rafael e do sr. José Sales nesse sentido são pertinentes.

    Eu era um dos que falava isso (GEOPLACAS)e continuo falando.

    Espero que o "GEOPARK ARARIPE" se torne um geoparque realmente como se diz que são os outros geoparques do planeta e que a população da região se beneficie com ele. Até agora vi muitas placas, aluguéis caros, reportagens, elogios e auto-elogios, despesas e mais despesas.
    Uma grande jogada de marketing, muito dinheiro envolvido, muitas diárias, expedições, promessas de obras, enfim, muitos interesses e propaganda.

    Sobre a URCA, entendo sua irritação, mas não há negação no que houve de bom na administração passada, simplesmente o meu juízo de valor e o seu sobre as ações da administração passada é que são diferentes! O senhor era Pró-Reitor de Administração e Diretor Superintendente da FUNDETEC, e eu, um professor do Departamento de História.
    Só isso.


    Boa noite.

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  13. Ah, eu votei no Cid Gomes sim e não escondo isso e muito menos me envergonho. Sem problema ou constrangimento nenhum. E não preciso ficar defendendo o governo em tudo, afinal não fico preso a cargos e convescotes.

    Abraço.

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  14. Como é que vc escrever uma coisa destas, Prof.Darlan Reis? Será que nós estamos realmente lendo estes comentários, desta ordem?

    O I Encontro Brasileiro de Geoparks teve a promoção do Governo do Estado do Ceará, com participação da Secretaria das Cidades e SCT, mais do MTUR/ Ministério do Turismo, mais o Ministério da Integração Regional e evidentemente da URCA, que participou da coordenação de todo este processo originalmente proposto pelo Prof. André Herzog.

    Será que todo mundo considera este atual Programa de Governo do Estado do Ceará, segundo o Secretário Cartaxo, um programa exemplar de desenvolvimento regional sustentável, também um "geoplacagem" ou puramente midia como vc insiste em repetir?

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  15. Na República Popular da China, que possui no momento 21 Geoparks Nacionais, este é um Programa Nacional de Proteção do Patrimonio Geológico e Paleontolóegico e DESENVOLVIMENTO NACIONAL SUSTENTÁVEL. Notem bem esta minha insistencia em realçar esta ultima expressão.

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  16. Será que não está na hora dos "cumpanheros"iniciarem uma autocrítica desta postura equivocada que eles insistem em relevar?

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  17. O que o atual Coordenador do Grupo Gestor do Geopark Araripe, Prof. José Patricio Melo, tem sido inclusive em inúmeras entrevistas e declaração é sensivelmente diferente do que o Prof. Darlan Reis tem comentado neste blogspot. Vide o recente Jornal do Geopark Araripe lançado no I Encontro Brasileiro de Geoparks e os depoimentos dos representantes de vários outros estados do Brasil sobre esta iniciatva pinoneira.

    Será que todo mundo está equivocado sobre esta diretriz adotada, dos idos de 2006, quando da feitura do "Application Dossier" para apresentação à UNESCO, que aqui esteve em missão tecnica de avaliação? Será que houve um equívco de amplitude internacional? Ou a visão local, restrita, obliterou o raciocínio de algusn professores da URCA?

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  18. Será que os Estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, que adotaram a mesmissima metodologia de abordagem e semelhante roteiro de composição de seus respecticos "Application Dossiers" à apresentação à UNESCO e ao Conselho de Geoparks Nacionais estão todos equivocados, em conteúdo e diretriz?

    Devagar com o andor,meu caro Prof. Darlan Reis, que o santo é de barro. Este mantra, que o sr. tem repetido, incessantemente, não tem absolutamente substancia.

    Me perdoe a sinceridade desta colocação, mas se está confundindo posturas político administrativas puramente locais com paradidamas de proteção e preservação do patrimonio geológico e paleontológico do planeta e, as repercussóes que esta postura pode ter no desenvolvimento regional sustantável.

    Afinal, meu caro professor, estamos em 2009, ano do COP 2015/ Copenhagen 2015, discutindo isto tudo lá no Hemisfério Norte.

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  19. Por isso mesmo, Dr, José Sales.
    Eu não comungo da opinião do Prof. Patrício, do Prof. Plácido, da sua ou a do Prof. Océlio e outros aqui.

    Repare bem que eu não estou fazendo referências aos outros "Geoparks", em nenhum momento. O senhor que os citou aqui.

    Eu fiz referência a esse que existe aqui na Região do Cariri e que ao meu ver é apenas jogo de marketing. pelo menos até agora.

    Se o senhor considera essa opinião uma "visão local, restrita" e de raciocínio obliterado, eu respeito sua opinião.

    E vejo que se o senhor, o prof. Herzog, o governador Cid Gomes, o secretário Cartaxo, o professor Patrício e o prof. Plácido pensam igual, então há esperança mesmo para o mundo. Tomara que o Geopark Araripe atinja seus objetivos e eu serei o primeiro a aplaudir.

    Por enquanto fico com a minha visão "estreita e local". A unanimidade não é burra? Então, que eu seja a única voz discordante e que vocês sejam bem felizes, todos juntos na defesa do que foi feito até hoje no GEOPARK ARARIPE.

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  20. E sejamos sinceros, a minha opinião, um simples professor de História não faz nenhuma ameaça ao projeto ou aos argumentos de vocês.

    Que sejam proveitosos os trabalhos e que sejam recompensados como merecem seus autores, pois pelo que vejo aqui a lamentação foi pela ausência do Herzog nos eventos. Que então seja be divulgado seu mérito, se assim entendem vocês!

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  21. Em um ponto concordo inteiramente consigo, Prof. Darlan Reis: foi feita uma proposição,vanaçadisima, foi criado um roteiro, foi composta uma midia, a duras penas e dedicação de alguns abnegados, onde me incluo com muito orgulho, foi iniciado uma implantação com as tais das "geoplacas", tão cirticadas, mas muito pouco foi feito a partir disso.

    E para que este conceito/ diretriz de fato se desenvolva há que se mudar um pouquinho da consciencia local, para que a mesma consiga perceber que este pode ser um dos mutos caminhos para o desenvolvimento regional sustentável da região do Cariri.São passos muitos pequenos os que foram dados.

    Em sintese: "a ficha está demorando muito cair". E o papel da "inteligentzia" local é preponderante. Por isto participo tão intensamente deste debate.

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  22. A única "lamentação" que coloco e já o fiz em diversos foruns e diretamente a alguns Secretarios de Estado e ao próprio Reitor Plácido Nuvens é que a velocidade de consolidação da diretriz está quase em ponto inicial. Nem os Grant(Contributo por doação) do Eximbank está sendo aplicado a contento.

    O comentário sobre a não presença dos Professores Hillmer, Herog, Sales e eu próprio é um mero detalhe. O foco da discussão não é este. De nenhuma forma.

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  23. Entendo, Dr. Sales. Não me oponho ao projeto de um geoparque.
    Não quis desmerecer o seu trabalho, pelo que li aqui, o senhor é um dos mentores da proposta.

    Se ler bem o que eu escrevi é que a execução até hoje é de GEOPLACAS.

    Quando entro no site do Geoparque Naturtejo, o que vejo é outra situação. Quando olho as matérias do Geopark Cariri, o que vejo? AS PLACAS.

    E a culpa é do Prof. Plácido? Eu não faço parte do grupo dele, estou desvinculado deles há mais de um ano, mais sejamos justos. Qual é a diferença do que houve na gestão Herzog para essa atual no que diz respeito a esse GEOPARK?

    A conservação das placas? Ou a locação de uma casa perto da praça bicentenário, no Crato?

    Quem pode ser contra um Geopark?
    Ninguém.

    Agora, querer que aplaudamos o que foi feito até aqui, aí me permita discordar.

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  24. Onde se lê "mais sejamos justos", leia-se "mas sejamos justos". Perdão pela digitação errada.

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  25. Sabe como é que a URCA chama a comunidade para se envolver no projeto? Outro dia mandaram um memorando para um professor colega meu ir ajudar a fazer uma cartilha para as escolas.
    É assim que tentam envolver a comunidade acadêmica. E na gestão passada, aí eu nem sei como era feito esse envolvimento.

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  26. Um exemplo:

    http://www.naturtejo.com/conteudos/pt/aconteceu_geopark.php

    O outro:

    http://geoparkararipe.urca.br/content/news/?idMenuP=10&idSubMenu=0

    Será que a diferença é por causa do tempo de implantação?

    Quando eu chego aos geotopes daqui só vejo as placas. Ou estou mentindo?

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  27. Quando você vê uma pessoa se defendendo demais acerca de um questionamento, geralmente é porque essa pessoa tem culpa no cartório...

    Estou admirado de certas defesas e surpresas com coisas que se vai descobrindo e remexendo. Talvez, passando a estória e História a limpo...

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  28. Me desculpe, Prof. Darlan Reis, mas não vou continuar debatendo as nuances e detalhes da gestão administrativa da URCA em gestões anteriores e nessa atual. O debate absolutamente não é este e da minha parte nem parte desta comunidade não faço eu.

    O debate é totalmente outro, meu caro professor: envolve a UNESCO, envolve uma modelagem internacional, envolve excelencia de conteúdos. não vou ensinar "Padre Nosso ao vigário". O sr. é um professor de História de uma uma universidade pública e não um neófito.

    Foi composta uma proposta tecnico científica de acordo com um programa internacional de proteção e preservação de sitios geológicos e paleontológicos com uma interface de desenvolvimento regional sustentável e levada à verificação UNESCO, considerando -se os dois séculos da notoriedade deste contexto na comunidade científica internacional - desde 1800, citado pelo Naturalista Feijó; a mesma proposta, considerada com conteúdo adequado e relevancoia foi aprovada na forma pela qual foi proposta após vinda da uma missão especial da própria instituição à Bacia Sedimentar do Araripe em uma Conferencia Internacional - Belfast/ Ireland 2006; se iniciou a consolidação da roteirização proposta Outubro/ 2006; este roteiro recebeu o Premio Rodrigo Mello Franco de Andrade, do IPHAN/ Ministério da Cultura - Outubro/ 2007 - por ter sido considerada a melhor proposição naquela periodo quando a medidas de proteção e preservaçãoe de patrimonio paleontologico nacional. E os argumentos em contrário são de um reducionismo notável.

    É de deixar qualquer um perplexo. Quais são as propostas em contrário: nos manter na mesmice por mais dois séculos; ignorar a importancia dos Fósseis de Santana que nos informam um capítulos importante da História do planeta e da origem da vida ou o que mesmo.....

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  29. Vamos devolver "tudin" e começar de novo e isto inclui: credenciamento, credibilidade, notoriedade, memorabilidade, consolidação da imagem, aduras penas?

    Vamos dizer para a UNESCO que não é nada, que precisamos primeiro resolver o "disse me disse" na política local? Vamos devolver o Premio Rodrigo Mello Franco de Andrade ao IPHAN/ MINC? Vamos avisar a comunidade internacional que tudo não passa de um ledo engano?

    Vamos agradecer ao Eximbank/ Japan os recursos que nos foram doados e que nós não conseguimos ainda começar a aplicar? Vamos avisar ao BIRD/ Banco Mundial que não é nada disso o que se esta pensando, que este roteiro de consolidação de um sistema de parques naturais vinculado ao desenvolvimento economico é pura falácia? E que por isto solitamos nossa exclusão da linhas de fomento e financimento da instituição e do Programa Cidades do Ceará/ Cariri?

    Trata-se deste quadro de não proposicões? É isto? São estas as direções "politicamente" corretas?

    Estou preplexo com isto tudo e notadamente com a gravidade do não entendimento da questão. Realmente perplexo. O ahistoricismo, se é que existe esta xpressão é notável!

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  30. Vamos relembrar alguns aspectos para verificar se o debate está correto ou enviesado.

    Um Geopark é um parque aberto da natureza, que compreende um território caracterizado por uma riqueza natural, vinculada a uma herança geológica, mas também concebido dentro de diretrizes voltadas ao desenvolvimento sustentável.

    Nesse território está localizado um determinado número de sítios geológicos e paleontológicos, selecionados conforme a relevância das suas características para a história da terra.

    Apesar do destaque principalmente relacionado ao patrimônio geológico, também se considerou a ocorrência de outros aspectos fundamentais relacionados à biodiversidade, história, cultura, arqueologia, dentre outros. Um Geopark tem papel ativo no desenvolvimento econômico de seu território, que passa a ser mais reconhecido em função da suas riquezas naturais, possibilitando o desenvolvimento do Geoturismo, como estratégia na dinâmica econômica local.

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  31. Continuando:

    Em resumo, cada Geopark UNESCO configura-se como um território protegido com sítios de grande relevância científica, ambiental e cultural, em razão de suas características geológicas, paleontológicas, arqueológicas, ecológicas e paisagísticas, que se apresentam como sinônimo de proteção patrimonial e desenvolvimento sustentável, com seus Planos de Estruturação e Ordenamento Territorial e Plano de Manejo ambiental, com roteiros de conservação dos aspectos relevantes e estratégias de desenvolvimento compactuadas pelos poderes públicos, sociedade civil e setores empreendedores.

    Vejam lá, o que escreve no parágrafo final: compactuadas pelos poderes públicos, sociedade civil e setores empreendedores. A proposta não restrita ao "universo" URCA e as idiossincrasias que ali rolam.

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  32. O Geopark Araripe foi encaminhado à verificação da UNESCO pelo Governo do Estado do Ceará, URCA/ Universidade Regional do Cariri, que é a gestora do Geopark Araripe, representando nessa ação o Governo do Estado do Ceará e pelo Governo Alemão, através do intercambio de cooperação do DAAD/ Deutscher Akademischer Austausch Dienst, deu apoio à iniciativa. Em 21 de setembro de 2006, após se submeter aos procedimentos padrões de vistoria e avaliação pela comissão oficial da UNESCO, Divisão de Ciências da Terra o Geopark Araripe foi aprovado e oficializado na II Conferência Mundial dos Geoparks (World Conference of Geoparks), realizada na Irlanda do Norte, em Belfast.

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  33. A função do Geopark Araripe está além da proteção e preservação dos registros geológicos, paleontológicos, antropológicos, ambientais, paisagísticos e culturais. As visitas exploratórias originadas desta ação e a infra-estrutura de apoio ainda em consolidação proporcionam um processo natural e desejável de inclusão social, onde a participação da sociedade se constitui em um pilar importante para o funcionamento pleno do Geopark.

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  34. De uma maneira geral podemos sintetizar como características gerais do Geopark Araripe:

    ◦Proteger e preservar legalmente os principais sítios selecionados, nomeados cientificamente como Geotopes, verdadeiras “janelas” educativas da história da evolução do planeta e da vida;

    ◦Proporcionar à população local e visitantes oportunidades adicionais de conhecer e compreender tanto os contextos científicos selecionados das várias eras geológicas componentes do Período Cretáceo, como outros contextos regionais existentes, como o ecoturismo ambiental na FLONA (Floresta Nacional do Araripe).

    ◦Possibilitar o contato com registros arqueológicos, próprios do povoamento ancestral da região e característicos de cultura própria até hoje impressiva;

    ◦Intensificar relações com todo um espectro de atividades – científicas, culturais, turísticas e econômicas, com ênfase na história evolutiva da Terra e da vida, e das ciências do ambiente e da natureza, das humanidades e da cultura;

    Validar as relações entre aspectos
    da história da ocupação do território, a cultura regional e suas manifestações e as formas de apropriação dos recursos naturais da região.

    Este texto foi feito por mim originalmente e hoje é de dominio publico.

    Cordialmente
    José Sales

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  35. Prof. Darlan Reis, insistindo e repetindo o último paragrafo;

    Validar as relações entre aspectos da História da ocupação do território, a cultura regional e suas manifestações e as formas de apropriação dos recursos naturais da região.

    Cordialmente

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  36. Obrigado, Dr. José Sales.

    O senhor repassou as informações corretamente. E realmente, não ficou aqui defendendo administração A ou administração B.
    Os seguidores/aliados/defensores da administração Herzog na URCA é que ficam o tempo todo fazendo comparações e não gostam de críticas, nunca gostaram.

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  37. "O mesmo político disse-me que sentiu uma grande inveja que algumas pessoas sentem do Herzog, e quem não perdem ocasião para criticar como aconteceu ontem quando um deles - por sinal deficiente físico - fez críticas ao trabalho do ex-reitor..." (comentário do senhor Armando)

    Prezado senhor, o deficiente físico que o senhor menciona tem nome: se chama Jackson Antero,prof. da URCA, ex chefe da APA ARARIPE, ou seja, uma pessoa conhecida e respeitada pela comunidade. Garanto que ele tem mais serviços prestados a região do que o senhor.

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