07 dezembro 2009

Investigação Secreta - Mortes em rituais satânicos em Fortaleza ?

Uma sequência de assassinatos misteriosos estaria ligada a rituais de magia negra. A Polícia apura o caso em sigilo. Uma história macabra, repleta de mistério e de crimes com requintes de perversidade. Este é o enredo de mais uma sigilosa investigação que a Polícia cearense está realizado e à qual o Diário do Nordeste teve acesso com exclusividade. O caso está em andamento no 32º DP (Bom Jardim) e trata de uma sequência de assassinatos ocorridos em diferentes bairros da Capital, mas que têm ligação entre si. Os suspeitos são membros de terreiros de Umbanda. Os assassinatos, com características de rituais de magia negra, começaram a acontecer no meio do ano. As vítimas foram sequestradas, levadas para locais ermos - como encruzilhadas, matagais e estradas de terra em pontos desabitados - e mortas a facadas, tiros e, ainda, submetidas a abusos sexuais. A Polícia tem ainda a informação de que os crimes foram filmados pelos assassinos e as imagens exibidas em rituais de Umbanda em terreiros no Bom Jardim.

Uma carta

A Polícia mantém extrema cautela em relação à investigação. Na semana passada chegou às mãos das autoridades uma prova reveladora. Uma carta apócrifa revelou a sequência dos assassinatos, indicação de nomes das vítimas e dos locais das execuções. O Diário conferiu os casos citados na carta - a partir de seu levantamento estatístico dos homicídios na Grande Fortaleza - e constatou que, realmente, todos eles aconteceram.

Foram registrados pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e todos estão ainda sem elucidação. E mais: em alguns deles os peritos e policiais que foram aos locais encontraram junto aos cadáveres restos de objetos usados em rituais de Umbanda. Pelo menos sete assassinatos foram citados na carta e o Diário comprovou o seu cometimento. O primeiro deles aconteceu no dia 22 de maio, logo no começo da manhã, quando o corpo de uma mulher foi encontrado às margens da Lagoa do Tabapuá, em Caucaia. O cadáver apresentava vários golpes de faca e sinais de abusos sexuais. O corpo foi mandado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e ali permaneceu durante mais de 20 dias. Ninguém o reclamou. Sem identificação, o cadáver foi enterrado, como indigente, no Cemitério do Bom Jardim.

O segundo assassinato atribuído aos suspeitos da seita aconteceu menos de duas semanas depois, na manhã do dia 5 de junho, quando o corpo de uma garota, que estava sem-despida, foi descoberto no matagal no mangue do Cocó, às margens da Avenida Governador Raul Barbosa, na Aerolândia. No dia seguinte, a família identificou a vítima como sendo a jovem Emanuella Maria da Silva, 17. A suspeita inicial seria mais crime praticado a mando de traficantes de drogas.

No dia 17 de junho, o corpo de Tiago de Sousa, 19, foi encontrado por sua mãe em uma cova rasa, num matagal na Rua Orlando Dias, na Granja Lisboa. No local, o escrivão Josenildo Moura de Menezes, do 32º DP, descobriu que havia restos mortais de animais e roupas manchadas de sangue, indicando que naquele local teria ocorrido um ritual de magia negra.

Veja a reportagem completa no Jornal Diário do Nordeste: www.diariodonordeste.com na edição de hoje, 07 de Dezembro de 2009.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste OnLine

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