07 dezembro 2009

Começa hoje a Cúpula de Copenhagem - postado por José Sales


Entre 07 e 18 de Dezembro, representantes de mais de 10o países estarão reunidos em Copenhagem, a capital da Dinamarca para tentar chegar a um concenso sob a redução dos gases causadores do efeito estufa. A Cúpula de Copenhagem tem a missão de susbtituir o Protocolo de Kioto/ 1997, o único acordo internacional que limita as emissões de gases e cuja vigencia se limita a 2012.

O chamado efeito estufa é o fenomeno climático responsável pelo aumento da temperatura no planeta. As emissões de gás carbonico - CO2 - e outros gases como o metano e os CFCs se misturam na atmosfera, aprionando a rediácão solar e propiciando aumentos significativos de temperatura. Segundo o Painel de Mudanças Climáticas da ONU, a temperatura meédia poderá subir entre 2,4 e 6,4 graus Celsius até o fim do Século XXI, causando secas, degelos das calotas polares, desertificação, elevação do nível do mar e outros também graves problemas climáticos.

Mas o esperado acordo de Copenhagem pode fracassar devido a um impasse entre os países em desenvolvimento, liderados pela China e Índia e, os países desenvolvidos. Para as nações mais pobres, o corte de emissões dos paises industrializados deveria ser de pelo menos 4o% a menos do que os níveis de 1990. Além disso há um pleito do emergentes de uma ajuda financeira para reduzir a emissão da gases para que a suas economias não sejam prejudicadas. E não há tempo hábil para a reunião em Copenhagem resulte em um novo tratado quanto ao clima de cumprimento obrigatório.


Por outro lado existem dados catastróficos: 20 milhões de pessoas migraram em 2008, por causa de desastres ligados às mudanças climáticas. Existem previsões que 200 milhões de pessoas se desloquem até 2050. Os prejuízos economicos são incalculáveis. De acordo com a OMM/ Organização Meteorológica Mundial, organização ligada a ONU, é necessária uma ação urgente para que não se manifestem os cenários mais pessimistas: o CO2 na atmosfera está crescendo anualmente 10 vezes mais que há uma década atrás.


A França e Inglaterra propuseram um aporte de 10 bilhões de dólares por ano através do Fundo de Lamçamento de Copenhagem para ajudar os países emergentes a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. O Estados Unidos tem uma proposta de corte de 17% das emissões até 2020. E uma meta que alcançará 30% até 2025 e 42% em 2030, mas considerando os dados de 2005. O Brasil cobra metas maiores dos Estados Unidos e anunciará corte de gases entre 36,1% e 38,9% até 2020.

Segundo informações o Brasil levará uma delegação de 725 pessoas à Copenhagem, uma das maiores. O Senado Federal, por sua vez, mandará uma comissão de observadores composta de senadores e assessores. Entretanto enquanto nossa posição ao mundo aparece como uma postura de certa forma avançada, internamente, foi sancionada a MP/ Medida Provisória 458/2009, a chamada MP do Desmatamento da Amazônia, que transferirá à particulares terras da União de até 1.500 hectares - área equivalente a cerca de 2.000 campos de futebol - situadas na Amazônia Legal. Todas as preocupações em relação a aprovação da medida que favoreçerá a grilagem de terras - falsificação de documentos visando a obtenção do direito à propriedade - o desmatamento da floresta, desertificação e o aumento de conflitos agrários, foram solenemente ignorados.

Fontes: Diversas.

3 comentários:

  1. Caro José Sales,

    Novamente nos vimos envolvidos em mais este “esforço” das nações de todo o mundo em debruçar-se sobre os rumos a tomar diante do terrível impasse ao qual nos deparamos: A saúde e a vida no planeta.

    Como em 1997 a partir do protocolo de Kioto, também em Copenhagem as dúvidas permanecem; até que ponto existe um compromisso sério principalmente dos países com os maiores volumes de emissão de GEE (gases de efeito estufa) em enfrentar o desafio de frente? Que sinais fortes e evidentes de nações como, China e Estados Unidos, são dados para se configurarem como exemplos? Até que ponto a União Européia trata a questão com a seriedade devida? Que sanções estão verdadeiramente sendo impostas, como por exemplos pelos mecanismos de desenvolvimento econômico mundiais? OMC, etc?

    Suas reflexões e seu texto são extremamente oportunos, neste momento importante em que deflagramos o processo “Copenhagem 2009”. Essa discussão deveria ser pauta obrigatória de todos. Além de todas as preocupações que o amigo pontua, ainda acrescentaria: Enquanto a humanidade não rever de forma sincera e mudar seus padrões de produção e consumo, continuaremos “eternamente”; se é que haverá um planeta vivo no futuro; deparando-nos com o desastre eminente.

    Caro José Sales; estudos mostram que se a humanidade permanecer com os mesmos padrões de consumo atuais, precisaremos de dois planetas em 2050 e de quatro em 2100, para atender ao homem. Lamentável, terrível e extremamente preocupante.

    Parabéns pelo texto.

    Manoel Severo

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  2. Caro Manoel Severo

    E tudo isto se rebate no nosso dia a dia e no entorno de onde vivemos. Há que existir um mudança na governança da apropriação de recursos naturais e nas nossas próprias posturas em relação ao que entendemos por proteção e preservação do meio ambiente e seus ecossistemas.

    Não podemos em um dia apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável e no mesmo fechar os olhos ao que acontece no nosso próprio habitat, nas próprias cidades, nos nossos espaços públicos e área verdes. e no caso específico e especial do Crato, com a Encosta e Chapada do Araripe, este beme regional precioso.

    Cordialmente
    José Sales

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  3. E vou mais além caro José Sales, na grande maioria das vezes acabamos fechando os olhos para o que acontece bem mais perto de nós; em nossas casas, em nosso ambiente de trabalho, conosno, cada um sendo protagonista de verdadeiros absurdos...

    abraço fraterno,

    Severo.

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