28 dezembro 2009

A chapa cabocla: José Serra e Marina Silva - Postado por: José Sales


Uma chapa formada por José Serra e Marina Silva embaralharia a campanha de 2010, pegando o PT no contrapé e enterrando de vez a desastrada candidatura de Dilma Rousseff, deu na coluna do jornalista Diogo Mainardi.

Os dois juntos, na mesma chapa. Quem? José Serra e Marina Silva. Isso mesmo: José Serra, presidente, e Marina Silva, vice-presidente. A ideia ainda é embrionária. Só é debatida no interior de um grupelho do PSDB. Mas ganhou impulso na semana passada, depois que Aécio Neves renunciou à candidatura presidencial e assoprou para a imprensa petista que rejeita terminantemente uma vaga de vice-presidente na chapa de José Serra - a chamada chapa puro-sangue. Apesar de todos os apelos do PSDB, Aécio Neves repetiu aos seus interlocutores que pretende candidatar-se ao Senado e dedicar-se integralmente à campanha para eleger seu sucessor em Minas Gerais, Antonio Anastasia.

Uma chapa presidencial formada por José Serra e Marina Silva - a chapa cabocla ou, melhor ainda, a chapa mameluca - embaralharia a campanha de 2010, pegando o PT no contrapé e enterrando de vez a desastrada candidatura de Dilma Rousseff. O plano petista de contrapor Lula a Fernando Henrique Cardoso - o único atributo que, depois de muito empenho, os marqueteiros conseguiram arrumar para Dilma Rousseff - iria para o beleléu, considerando que Marina Silva, por mais de cinco anos, também fez parte do governo Lula. E a impostura bolivariana de que o PSDB defende o interesse dos ricos e o PT defende o interesse dos pobres seria imediatamente desmascarada. Em matéria de pobreza, ninguém pode competir com Marina Silva.

José Serra e Marina Silva saíram do armário duas semanas atrás, em Copenhague, na COP15. Um elogiou o outro, um apoiou as propostas do outro. Eles conseguiram até deter o aquecimento global, congelando o Hemisfério Norte e matando de frio algumas dezenas de poloneses. José Serra já está com a campanha presidencial pronta. O que ele representa é a “continuidade sem continuísmo”. Para o eleitorado, ele manterá as conquistas de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, e ainda poderá dar um passinho adiante. Apesar de atemorizar os banqueiros, José Serra é capaz de sossegar o lulista mais conservador. Se Marina Silva concordasse em se unir a ele, sua candidatura ganharia também um aspecto mais moderno, um caráter mais inovador.

Marina Silva, por outro lado, como candidata a vice-presidente poderia dar um sentido prático à sua plataforma ambiental, coordenando essa área no futuro governo José Serra. Reinaldo Azevedo, em seu blog na Veja on-line, disse que Marina Silva, mais do que candidata a presidente, é candidata a santa. Cruzei com ela recentemente e confirmo: ela levita. Elegendo-se na chapa de José Serra, ela teria a possibilidade de, finalmente, voltar a pisar no chão.

Fonte: Blog de Diogo Mainardi
Postado por José Sales



3 comentários:

  1. Desde que Água e Óleo possam se misturar, não vejo como isso aí não possa ser possível!

    Abraços,

    DM

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  2. Caro Dihelson

    Nem tanto à água, nem tanto ao óleo. Se esta chapa se configurar ela vai ter uma densidade excepcional. Podes crer.

    Abs

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  3. Caro Dr José Sales,

    Isso se o Serra for realmente candidato, algo que continuo não acreditando. Em março próximo Dilma e Serra estarão tecnicamente empatados nas pesquisas.

    Daí o tucano buscará um voo mais modesto (reeleição ao governo de S. Paulo).

    Na minha modesta opinião, a oposição precisa, ainda, defenir um nome para a cabeça de chapa, para em seguida se preocupar com o vice. Aguardemos.

    Quanto a possibilidade da Marina Silva compor com o PSDB-DEM-PPS é algo inimaginável. Ela não pretende jogar sua história política e de vida na lata do lixo.

    Somente uma cabeça insana como o do Diogo Mainardi para pensar assim.

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