18 dezembro 2009

1972:A Liberdade Concebida Sem Pecados e uma Geração Consumada-Por Wilson Bernardo!

Homenagem ao Grande Mago das Palavras do Cariri... Geraldo Urano.


Em 1972 o Crato adormecia o chamado reflexo dos Paus-de-arara da tão famigerada ditadura.Na chamada opressão indireta, já que éramos uma pequena província ainda engatinhada nos rumores de uma cultura marginalizada, o que se salve por alguns dos seus filhos e outros incorporados a nossa velha filosofia de que se beber a nossa água se torna de imediato filho e nato herdeiro da mística chapada, e a história cultural do Crato foi e é trilhada por filhos naturais e os que adotaram nossa terra como porto de desembarque das novas e rebeldes tendências, o que já se consolidava em 1970 com os chamados festivais da canção que remava contra a maré do estado totalitário e intransigente as suas normas de repressão. Tínhamos o parque da cidade, este mesmo onde hoje é a quadra Bicentenária, o velho parque, onde também tinha um pequeno Zoológico e transpirava rebeldia, liberdade espiritualismo zen.



A liberdade de adolescentes fervilhados na cultura de mudanças de uma pacata cidade do interior que teimava se consolidar na tradição fé, família e moralismos antagônicos de princípios nefastos, mas a rebeldia prevalecia, e me foi relatado um maravilhoso vislumbre do nosso poeta maior, em volta de pergaminhos de lucilações poéticas, onde era comum se encontrarem no final de tardes artistas, ainda jovens como Salatiel ,o próprio Geraldo Urano e de tantos outros heterônimos,Rosenberg Cariri, e enfim uma dezena de refratários de uma cultura original e carirense que ainda nos dias de hoje resiste a tantas mudanças musicais e poéticas linguais. E eis que surge uma daquelas imagináveis e para época incompreensível para o momento a mas fina tradução da Odisséia para um futuro ainda distante,mas siquinificativo para o novo que tem a função de chocar e perturbar a compreensibilidade dos normais. Viva! Geraldo Urano e toda irmandade confrarteriana de sua época. E eis o poema daquela Tarde de mil novecentos e setenta e dois de uma chapada submersa, mística e renascedora de novos gurus da arte cariri.

O VISLUMBRE DO PLANETA URANOS.

Sardinhas não, biscoito!
Onde estaremos nós
Em dois mil e oito.
Geraldo Urano

Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Titulo do Poema(Wilson Bernardo)

Um comentário:

  1. Geraldo Urano, por tudo que representa para a arte e as letras cariris, deve ser louvado, incensado e reverenciado como um dos gurus da contracultura local(ou seria contraguru da cultura provinciana?).

    Viva sempre Geraldo Urano, autor de uma célebre frase (ou seria verdade?): a loucura é a falta de respostas!

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