10 novembro 2009

O “Parafuso” – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Algumas vezes é um erro julgar o justo valor financeiro/monetário de uma atividade simplesmente pelo tempo utilizado para realizá-la. Um bom exemplo é o caso do técnico de informática que foi chamado a consertar um computador sofisticado, extremamente complexo, que custara simplesmente vinte milhões de dólares - tanto que o próprio presidente da companhia ali se fizera presente, pra acompanhar o “conserto”.
Tranqüilo, sentado frente ao computador, o técnico examinou-o atentamente, acionou umas poucas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo a si mesmo e desligou o aparelho.
Em seguida, tirou do bolso da camisa uma diminuta chave-de-fenda e girou uma volta e meia um minúsculo e quase imperceptível parafuso, localizado lá no meio da engrenagem da poderosa máquina. A seguir, religou o computador, testou-o e constatou o seu perfeito funcionamento. Não gastou mais que dois minutos.
O presidente da companhia, exultante, mostrou-se encantado com tamanha eficiência e se dispôs a pagar a conta ali mesmo, imediatamente.
“Quanto lhe devo?” – perguntou.
“São mil dólares” – respondeu o técnico.
“Mil dólares, por míseros dois minutos de trabalho? Mil dólares pra apertar um simplório parafuso? Tá maluco, doido, pirado? Eu sei que o meu computador custa vinte milhões de dólares, mas mil dólares é um valor muito alto pelo conserto. Ainda assim, efetuarei o pagamento, desde que me envie uma fatura detalhada, que justifique sua cobrança”.
O técnico, que o ouvia atentamente, cumprimentou-o, ficou de mandar a fatura no dia seguinte e se foi. Na manhã seguinte, o presidente da companhia recebeu a fatura, leu-a com cuidado, esboçou um leve sorriso resolveu pagá-la, no ato, sem contestação. Estava lá discriminado:
“Serviço prestado:
1) apertar um parafuso – 1 dólar;
2) saber qual parafuso apertar – 999 dólares;
Total: 1.000 dólares".
Moral da história: Se ganha ou se é bem remunerado, pelo que se sabe (conhecimento, intelecto) na sua área de atuação e, não só, pelo que se realiza (operacionalização, força bruta).

Fonte: Desconhecida – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

2 comentários:

  1. É...

    Zé Nilton

    Essa merece comentário.

    Na minha vida empresarial, mas pracisamente na década de setenta, passei por situação semelhante.

    Uma vez chegou um senhor em meu escritório e me pediu um requerimento para liberação de certa mercadoria.

    Fiz, era quase uma defesa. Ao final cobrei cinco mil cruzeiros, equivalente a uns cem reais hoje.

    Ele chiou, disse que era um absurdo eu cobrar tanto por dez minutos de trabalho.

    Então lhe expliquei, que para dispender apenas dez minutos naquele serviço, havia estudado mais de 15 anos, além de cursos de epecialidades. O que estava cobrando era justo. Ele pagou e me procurou muitas outras vezes.

    Desde o inicio, aprendi que a pessoa valoriza mais o serviço que paga do que o que recebe gratuitamente.

    Por isso sempre cobrei e cobro pelo meu trabalho. Sou um profissional.

    Vicente Almeida

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