21 novembro 2009

Irã pedirá apoio do Brasil na área nuclear



MahmouD Ahmadinejad escreveu uma carta destacando a "necessidade de cooperação entre os dois países"; AIEA pediu que o Irã aceite acordo nuclear até dezembro deste ano
Foto: Reuters

Presidente Mahmoud Ahmadinejad fará sua primeira visita ao País na segunda-feira e deve se encontrar com Lula. Brasília. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu, ontem, uma maior proximidade com o Brasil e sinalizou que pedirá o apoio do governo brasileiro na área nuclear, de acordo com artigo divulgado pela Embaixada do Irã em Brasília. O líder iraniano chega ao Brasil na próxima segunda-feira, acompanhado de sua comitiva. No texto, Ahmadinejad destacou a "necessidade de cooperação entre os dois países em diversas áreas". "Se nessa polêmica injusta dos países ocidentais contra o programa nuclear iraniano com fins pacíficos o povo brasileiro se coloca ao lado do povo iraniano, é por causa de uma experiência semelhantes. O povo brasileiro entende que alguns poucos poderes arrogantes tentam impedir que outras nações tenham acesso a tecnologias avançadas". O líder do Irã desembarca em Brasília para a visita de apenas um dia. A agenda inclui encontro com o presidente Lula, visita ao Congresso, coletiva de imprensa e discurso em uma universidade seguido de um bate-papo com os estudantes, segundo a embaixada. Esta será a primeira visita de um presidente iraniano ao Brasil e o terceiro encontro com Lula, que visitará Teerã no primeiro semestre de 2010.

Acordo

Também ontem, os países que negociam com o Irã sobre seu programa nuclear concluíram que o país "não respondeu positivamente" ao acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a provisão de combustível para o reator experimental de Teerã. Os Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha, além da União Europeia (UE), lamentaram também que o Irã não tenha se envolvido "em um diálogo intenso", especialmente por não ter aceitado uma nova reunião para tratar as questões nucleares. As seis potências, que se reuniram ontem em Bruxelas, na Bélgica, para fazer um balanço da situação com o Irã, só falaram de novas sanções "de forma geral", já que "por enquanto não é o momento", segundo informaram fontes da UE.

"Estamos desapontados com a falta de resultado da proposta", afirmou Robert Cooper, oficial da UE, após uma reunião com representantes do Reino Unido, França, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e China. O objetivo do encontro em Bruxelas é discutir possíveis medidas contra Teerã devido à recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio. Na última quarta-feira, Teerã indicou que não iria aceitar exportar seu urânio enriquecido para ser transformado em combustível nuclear com fins pacíficos em outros países. A AIEA havia proposto que o Irã enviasse cerca de 75% de seu urânio de baixo teor de enriquecimento para a Rússia e a França, onde ele seria transformado em combustível para um reator localizado em Teerã e usado em pesquisas médicas.

O chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, pediu ontem que o Irã aceite até o fim do ano a proposta internacional para enriquecimento de seu urânio no exterior e aconselhou as potências ocidentais para que encerrem o discurso por mais sanções contra o país. ElBaradei afirmou ainda que o rascunho de um acordo alcançado pela agência junto às potências e ao Irã é uma chance rara para Teerã acabar com a desconfiança internacional em torno de seu programa nuclear.

"Eu esperaria definitivamente que nós cheguemos a um acordo antes do final do ano", disse ElBaradei, em conferência em Berlim, na Alemanha. "Eu acredito francamente que a bola está com os iranianos. Eu espero que eles não percam esta chance única, mas fugaz". ElBaradei disse ainda não acreditar que a rejeição iraniana à proposta, que não foi entregue por escrito, mas reiterada pelos discursos de seu chanceler, seja a posição final de Teerã e disse manter contato com seus colegas no país. "O que eu tive foi uma resposta oral, basicamente dizendo que nós precisamos manter todo o material no Irã até termos todo o combustível", afirmou.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

7 comentários:

  1. Grupo organiza protestos contra visita de Ahmadinejad ao Brasil

    da Folha Online

    A Frente pela Liberdade do Irã organiza manifestações contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil. A chegada do líder iraniano está prevista para o próximo dia 23.

    Os atos ocorrerão simultaneamente em dez capitais brasileiras neste domingo (15). Em São Paulo, o protesto terá início às 15h30 na praça dos Arcos, no centro da cidade. Protestos também ocorrerão em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Belém (PA), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO).

    Nesta semana, uma manifestação também está prevista para ocorrer no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, o ato ocorrerá no dia 23 --mesmo dia da visita--na Esplanada dos Ministérios

    As manifestações serão abertas ao público e os participantes exibirão faixas a favor dos direitos humanos e contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil.

    Recém-fundada, a Frente pela Liberdade do Irã (FLI) diz reunir "membros de movimentos negros, grupos de defesa dos homossexuais, professores universitários e organizações da comunidade judaica, evangélica e bahai, entre outras".

    Segundo o grupo, o objetivo dos protestos é "questionar o estreitamento de laços diplomáticos do Brasil com o governo de Ahmadinejad", que "pratica ações antidemocráticas e contra as liberdades dos cidadãos".

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  2. Enquanto o mundo inteiro ( às exceções são Cuba e Venezuela) repudiaram as fraudes nas eleições do Iran, que deram dando vitória ilegitima a Ahmadinejad, Lula defemde a ditadura dos Aitolás e recebe de braços abertos Ahmadinejad.
    Fica, pelo menos, o meu protesto!

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  3. E sobre as atrocidades de Israel sempre vem o silêncio da cumplicidade.
    Quem fala do Irã tem por obrigação denunciar também o Estado de Israel, que possui armas nucleares,massacra os palestinos e desrespeita a ONU.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. --- 2 ---

    Meu comentário teve por objetivo primordial mostrar que a diplomacia canhestra e rasteira do “Governo Lula/PT” é (também) incoerente...
    E o ilustre professor mudou de assunto. Lembrou massacres. Que ocorrem tanto em Israel como na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Tanto contra civis israelenses como civis palestinos.
    Ambos condenáveis.
    No tocante aos palestinos um dado relevante – e pouco divulgado – é que quando foram criados os dois estados, o judeu e o palestino muçulmano, os outros países árabes foram contra os dois. E foram justamente esses ataques que impediram que o segundo estado prosperasse. E hoje é sobretudo um país não árabe, o Irã, que impede que o acordo que criou o estado palestino na Cisjordânia e na faixa de Gaza seja concretizado.
    Estou certo ou errado?

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  6. --- 3 ---

    Perguntinha ingênua: Quem vive declarando – para quem quiser ouvir – que tem por objetivo aniquilar todo um povo em nome de uma religião? É Israel? Ou são os radicais do Hamas, do Hezzbollah, ou o insano presidente iraquiano que vai ser recebido com um abraço pelo atual presidente do Brasil?
    O Hamas é um grupo terrorista e covarde, que usa a população da Faixa de Gaza como escudo.
    Eu defendo a existência tanto do Estado de Israel, como da Palestina.
    Israel é um Estado legal, democrático, que se defende desde 1948 das agressões dos seus vizinhos, todos eles sem exceção, Estados totalitários, despóticos, preconceituosos e radicais.
    E nunca é demais repetir que Israel – diplomática e pragmaticamente – saiu do território da Faixa de Gaza em 2005 para dar lugar aos palestinos e à paz.
    Mas que também vem recebendo dentro do seu território foguetes caseiros, verdadeiras armas mortíferas que os radicais do Hamas atiram dentro do território israelense
    Estou certo ou errado?

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  7. Onde digitei: "presidente iraquiano"
    leia-se:
    "presidente IRANIANO"

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