03 outubro 2009

MEC discute novo Enem; 350 protestam no Rio contra adiamento da prova

Cerca de 350 pessoas participaram de um novo protesto nesta sexta-feira contra o cancelamento da prova do Enem --que deveria para ocorrer neste fim de semana--, no Rio. A prova do Enem foi adiada após o conteúdo das questões vazar. Desde o início da manhã, representantes do MEC (Ministério da Educação) e do consórcio responsável pela impressão e distribuição do Enem estão reunidos em Brasília para definir como e quando será feita a aplicação da nova prova.Os manifestantes --entre professores e alunos do colégio Miguel Couto-- percorreram a avenida Atlântica, no sentido centro, vestidos com roupas pretas e nariz de palhaço. O protesto começou às 9h e durou cerca de quatro horas. O grupo pedia agilidade na aplicação da nova prova do Enem. Não há informações sobre tumulto.Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem, além de ser necessário para quem disputa uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos).O MEC reúne nesta sexta-feira 15 técnicos do governo e representantes do consórcio responsável pela impressão e distribuição das provas do Enem para avaliar o vazamento que provocou o adiamento do exame, que aconteceria neste fim de semana.No encontro, a expectativa é que também possa ser definida a nova data de realização da prova, que está prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro. O ministro Fernando Haddad (Educação) não participa da reunião.Estão presentes: o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Reynaldo Fernandes, o secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, representante da Funrio, Valdir Aevedo, diretor-presidente do Instituto Cetro, Archimedes Baccaro, sócia-diretora da Consultec e presidente do consórcio Connasel, Itana Marques Silva, além de técnicos da Diretoria de Avaliação da Educação Básica, área do Inep responsável pelo Enem.Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que as provas foram mantidas divididas até chegarem à gráfica, e destacou que a versão que vazou foi a já impressa. Ele destacou, porém, que apenas as investigações vão determinar se a empresa foi responsável pelo vazamento da prova.Embora a elaboração das questões do Enem fique a cargo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a impressão e a distribuição do material é de responsabilidade do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), escolhido por meio de licitação.O consórcio contratou para a impressão das provas a Plural Gráfica e Editora, uma parceria entre o Grupo Folha e a Quad Graphics, maior gráfica das Américas. O consórcio não quis se manifestar e a Plural afirma que não tem nenhuma responsabilidade sobre o vazamento.
O cancelamento da prova do Enem foi informado nesta quinta-feira após denúncia feita pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela.
Fonte Folha Online

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