13 outubro 2009

Imagens mostram adolescentes se embriagando em Fortaleza



Reportagem do Jornal da Globo aponta que consumo começa em casa. Venda ilegal acontece na presença da PM que faz ronda no local.

Em Fortaleza, o consumo de bebida alcoólica tornou-se comum. Um problema que começa dentro de casa, como mostra o repórter Alessandro Torres. Jovens se arriscam em frente aos carros. Caem no chão. Estão visivelmente embriagados e se concentram em uma área de Fortaleza, rodeada por boates. Quem não tem idade para se divertir dentro delas procura na rua uma distração perigosa.

Jovem: “A gente não entra em boate não, que a gente é menor. Vou beber uma caipirinha aqui."
Repórter: "Você tem quantos anos?"
Jovem: "Eu tenho quinze."
Repórter: "Isso aí o que é?"
Jovem: "Caipirinha. Ali vende."

As bebidas alcoólicas são vendidas por comerciantes clandestinos. Eles estão espalhados e oferecem os produtos em carros estacionados e em bancas armadas na rua. Na presença do vendedor, a reportagem pergunta a idade de uma consumidora.

Repórter: "Quantos anos você tem?"
Consumidora: "Dezessete."
Mesmo assim, o vendedor serve a adolescente.
Consumidora: "Vou tomar uma vodka."

Tudo isso acontece em um dos pontos turísticos mais movimentados de Fortaleza: o chamado “Dragão do Mar”. As barracas de bebidas alcoólicas ocupam as ruas até o amanhecer sem nenhuma fiscalização sobre a venda ou sobre o consumo. A prefeitura alega que o período da noite dificulta a fiscalização e favorece o comércio ilegal.

"Conhecimento nós temos, só que nós tínhamos uma limitação na questão do horário de fiscalização, Então, eles sempre se aproveitavam da ausência do fiscal e se apropriam indevidamente do espaço público”, explica a chefe de fiscalização da prefeitura, Mércia Albuquerque. A venda de bebida para os adolescentes acontece na presença da Polícia Militar que faz ronda no local. Servir bebidas alcoólicas a menores de 18 anos é crime, punido até com quatro anos de prisão.

"Por ser uma droga considerada lícita e entendida como inocente, é a que vem mais prejudicando a formação moral e psicológica dos jovens", diz o coordenador de Integração da secretaria de Segurança Pública do Ceará, Antônio Harley. O psicólogo José Inácio Diógenes Parente estudou o uso de álcool entre os adolescentes e constatou que apesar de comprometer o desempenho físico e mental, o consumo de bebida é considerado "normal" por pais e amigos nesta fase da vida.

"Se uma pessoa diz que não quer beber, até a sexualidade dele é questionada, os amigos brincam e vira motivo de chacota, porque beber tornou-se uma dieta social. A pessoa experimenta achando que vai ser só uma fase e não é. O sujeito torna-se um bebedor compulsivo e problemático", afirma o psicólogo.

Dois adolescentes explicam como tentam se livrar do vício.

"Encontrava em posto de gasolina, em bar. E qualquer pessoa e de qualquer idade podia fazer o consumo do álcool. Sempre tinha que ter álcool, senão não era divertimento", relata um dos adolescentes.

"Quem oferece o álcool para gente não é um traficante, não é ninguém não. É o nosso pai, é o nosso amigo, é o nosso irmão. Além disso, você sabe o que é curtir uma noite e não se lembrar do que fez no outro dia? Acordar num canto que você nem sabe onde é, o que é?", diz o outro jovem.

Fonte: G1


Um comentário:

  1. E di,

    O alcoolismo na juventude não é um problema so de frtaleza não, e u problema na Crato tambem, pois infelizmente algumas pessoas acham que dar ebida e ser cultural, qdo deveria dar aos jovens uma nova possibilidade!

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