12 setembro 2009

O Plano D de Dilma.

As pesquisas de opinião ao longo dos anos, na época das eleições presidenciais, como sempre procuram “empurrar” o candidato que conta com o apoio do presidente em exercício para os melhores índices. Neste ano, as coisas não poderiam deixar ser diferentes. A sra. Dilma Rousseff tem o forte apoio do companheiro de partido, o Presidente Lula, às eleições presidenciais de 2010. Embora com tão significativo amparo – quem está no poder usa a máquina pública a seu favor e isso pesa na disputa presidencial – a posição da ministra Dilma no ranking entrou numa fase de estagnação depois de um sucessivo crescimento nas pesquisas de opinião. Esse pit stop deixou seus colegas do Partido dos Trabalhadores que estão no governo em estado de alerta. A parada foi efeito da operação mal-sucedida perpetrada pelo PT no salvamento do presidente do Senado, o senador José Sarney. A origem deste deslize governamental foram declarações (por sinal muito seguras, apesar de não concludentes) da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira sobre uma possível conversa com a ministra Dilma no sentido que a primeira agilizasse a fiscalização da Receita sobre as empresas dos Sarney, provavelmente de forma a não surgirem denúncias que pudessem de vez defenestrar o bigode maranhense do controle do Senado Federal.

O Partido dos Trabalhadores durante anos mirou as benesses que obteria caso um dia chegasse a Brasília e assumisse o controle deste transatlântico de luxo chamado Brasil – país cheio de impunidades e falcatruas. Este sonho de consumo se fez realidade e o partido, por meio de seu ícone (o presidente Lula), assumiu o leme e foi em frente. Ocorreram inúmeras denúncias de tráfico de influências, de desvios de recursos públicos envolvendo integrantes do governo e, na maioria das vezes, o presidente afirmou não saber de nada. Para quem não sabe, todo presidente, em qualquer país, dispõe de um serviço de inteligência e informações que o alerta e esclarece sobre tudo o que está acontecendo em seu governo, “do alfinete ao foguete”. Vamos fingir que acreditamos que ele nunca sabia de nada. E o PT, apesar dos vários desgastes em sua reputação, como todos os outros partidos, não quer deixar o Palácio do Planalto de forma alguma, perpetuando-se no poder. O oásis é tão bom, por que abandoná-lo? Desta premissa, que podemos dizer indigna, o PT pretende continuar no governo vencendo as próximas eleições presidenciais, para isso emprega a figura de Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira cuja vida pregressa no momento não cabe maiores comentários nesta abordagem.
Muito embora o presidente Lula envide esforços no sentido de tornar elegível sua candidata predileta podemos perceber que há um grande abismo em seu caminho. A candidatura de Dilma Rousseff corre o risco de não resistir até 2010, fato observado pelos integrantes do PT e por partidos concorrentes. A sociedade brasileira gosta de nos surpreender nas urnas, elegendo o azarão, mas no caso de Dilma isso pode não acontecer. A maioria conhece Dilma Rousseff dos jornais televisivos. Ela é uma pessoa visivelmente arrogante, agressiva com a mídia e colegas políticos, bem como de uma hipocrisia no que tange o plano político, demonstrando falta de compromisso com a verdade. O povo brasileiro não é contra mulheres no poder, pelo contrário, entretanto, não se percebe acolhimento da maioria da opinião pública de uma mulher no controle supremo. Imagine uma mulher com a alma de um coronel da extinta Gestapo no controle do país. Não queremos uma Margaret Thatcher renascida das cinzas por aqui. Diante dos predicados da candidata, nocivos à imagem do futuro Presidente da República, alguns integrantes do PT sugeriram como substituto o nome de Antônio Palocci (PT-SP), que foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal da acusação de ter participado da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, mas devido ao desgaste sofrido a sua imagem pelo referido escândalo, sua indicação foi descartada. A falta de opções dentro do PT levou o Presidente Lula e o próprio partido a deliberarem pelo investimento na candidatura de Dilma, até mesmo porque, pelo avançar da corrida eleitoral, tornou-se muito tarde uma troca de candidato. Daí a ideia do Plano D, de Dilma, pelo fato do PT e o presidente não terem uma alternativa.
Com tudo que sabemos do passado e do comportamento da candidata do PT, será que o povo brasileiro vai engolir Dilma Rousseff? Esperemos o futuro.


Fonte : Sanharol

2 comentários:

  1. Não tinha aí uma fotografiazinha mais bonita da Dilma não ? Parece até que essa mulher só sabe fazer caretas e dar pitoco pras pessoas ?

    rs rs

    Abraços,

    DM

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  2. Alessandra, lembrar sempre da justificação do texto. Isso é bastante importante pra gente não esquecer.

    Abraços,

    DM

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