22 setembro 2009

Fala Marina Silva

"Não podemos fazer a deificação do pré-sal. As pessoas falam como se começasse a jorrar petróleo agora. Vai levar 20 anos.”Senadora Marina Silva (PV-AC)

3 comentários:

  1. começou mal, jah estah criticando o governo que a acolheu, so porque foi demitida, pura dor de cotovelo.esse pv, eh diferente,dos pvs da europa. nao tem nada de meio ambiente, e um partido de aluguel, que apoia o famigerado psdb, que quase acaba com o brasil.seu lugat eh aih mesmo traira.

    ResponderExcluir
  2. João José Leal - ex-procurador-geral de Justiça de Santa Catarina e promotor de Justiça aposentado publicou o comentário abaixo:

    "As reservas só se transformarão em riqueza a partir do momento em que emergirem das profundezas. Até lá, uma suposta estatal específica para o pré-sal não passará de mais um daqueles cabides de empregos

    "As fotos estampadas em jornais impressos e televisivos, não deixam dúvidas. O presidente Lula está se aproveitando das fabulosas jazidas petrolíferas do pré-sal para fazer política eleitoreira. Digo “fabulosas” porque não se sabe, ainda, com certeza, o volume do petróleo encontrado. Paira uma incerteza e até um certo mistério sobre o tamanho das jazidas. Mas, para o presidente, parece que estamos nadando num oceano de petróleo. Com sua ministra-candidata a tiracolo, deixou-se fotografar portando um capacete de proletário improvisado e todo lambuzado pelo ouro negro para anunciar que o petróleo vai ser a salvação energética e econômica do Brasil.

    "A cena de demagogia explícita, ocorrida em mares capixabas, ficou evidente quando se sabe que a anunciada produção de petróleo do campo de Jubarte, com pouco mais de 200 metros de profundidade, pouco tem a ver com as jazidas situadas na região do pré-sal, cuja profundidade ultrapassa dois mil e pode chegar até 10 mil metros. É o caso do campo Tupi, na bacia de Santos. Na verdade, o presidente apenas deu início à produção do poço 1-ESS-103A, que se encontra interligado ao campo de Jubarte, em operação desde 2006.

    "Mas, em tempo de eleições, vale tudo. Vale até dizer que Deus passou a morar no Brasil. O ato presidencial transformou-se num verdadeiro comício eleitoral, com transmissão para todo o país. Em vez de uma séria agenda político-econômica sobre a verdadeira importância da produção petrolífera e dos desafios a serem enfrentados com a sua produção nas profundas camadas do pré-sal, o que se viu foi uma festa político-eleitoreira para alavancar os candidatos da base governista e, indiretamente, mostrar Dilma Rousself como uma espécie de mulher ou ministra biônica e lançá-la como a “candidata que veio do futuro”.

    "Parece-me que o slogan é apropriado. Se o governo quer mesmo emplacar a ministra chefe da poderosa Casa Civil como a “mãe do PAC e do Pré-Sal”, não há dúvida de que poderá vir a ser uma candidata do futuro. Mas, não das eleições de 2010, porque parece que muitas das obras do PAC estão empacadas e não verão a luz antes do próximo pleito eleitoral. Quanto ao petróleo do pré-sal, se tudo der certo, sua efetiva produção (não aquela para fins midiáticos e eleitoreiros) só ocorrerá por volta de 2015.

    ResponderExcluir
  3. (continuação do artigo de João José Leal)
    "Tal produção, mesmo diante de toda a avançada tecnologia acumulada pela Petrobras, será um grande desafio. Não somente em termos de equipamentos adequados e confiáveis. Mas, principalmente, em termos econômicos. Pela profundidade e as particularidades geológicas, estima-se a necessidade de investimentos entre US$ 600 milhões e mais de US$ 1 bilhão. A Petrobras, sem indicar valores, afirma tratar-se de estimativa exagerada. Mas há dúvidas quanto à viabilidade econômica do petróleo a ser extraído da região do pré-sal. Dependendo do volume de recursos necessários à produção, o custo do barril poderá tornar o empreendimento antieconômico.

    "Em meio a esse vaivém de comícios petrolíferos para fins eleitoreiros, de informações publicitárias oficiais antecipando bilhões de reais para a educação, a saúde e a previdência, nos bastidores do Planalto, trava-se uma guerra negra como o petróleo para se criar uma nova companhia estatal. Este ainda dormirá por quase uma década na profundeza do pré-sal suboceânico, mas o que parece importar, neste momento, são as centenas de cargos a serem criados para saciar os apetites políticos da base aliada.

    "As reservas só se transformarão em riqueza a partir do momento em que emergirem das profundezas. Até lá, uma suposta estatal específica para o pré-sal não passará de mais um daqueles cabides de empregos a serviço do poder político de ocasião".

    É frustrante ver que estamos regredindo no tempo político!

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.