31 agosto 2009

Lições de Vida - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

muitos modos de administrar a loucura, porque dela não se prescinde inteiramente. A minha é a arte de tecer letras, combinar vocábulos, consubstanciá-los, garimpar-lhes o significado, aprimorar sintaxes. As palavras me salvam, tornam terrivelmente lúcida a minha demência e dissipam-me as sombras da alma. Tenho com elas uma relação passional, promíscua, lexicofágica. Como-as, bebo-as, respiro-as, são elas que me povoam os sonhos. Ao longo de quatro anos de prisão (1969-1973), escrevi a parentes, amigos, confrades, para sublimar o medo, exorcizar demônios, revitalizar a fé. Reajardinei minha esperança através da escrita e, sobretudo, emiti meu pálido clamor em meio a tanta atrocidade”. ( Frei Betto )
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"Minha geração – a dos idos de 68 – vive agora em desconforto. Tantos sonhos e sacrifícios, cantos e passeatas, e o olhar altivo de “Che” iluminando nossos ideais, para resultar em filhos que se drogam, detestam política e, de academia, só conhecem as de ginástica. Para alguns, o culto do corpo compensa a atrofia do cérebro". (Frei Betto)
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"Deixe-me dizer, mesmo com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autentico sem esta qualidade. É preciso ter uma grande dose de humanismo, no sentido de justiça e de verdade para não cair em extremismos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamentos das massas. É preciso lutar todos os dias para que esse amor à humanidade viva se transforme em atos concretos que sirvam de exemplo e mobilizem". ( Che Guevara)
Fonte: Livro "A Mosca Azul" - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

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