15 junho 2009

15-06-2009 - Morre Seu Belo, o Homem dos Três Séculos


Faleceu nesta segunda -feira, 15/06, à tarde, na cidade de Crato, aos 110 anos, o agropecuarista Liberalino Ferreira Leite, mais conhecido por Seu Belo Leite.
Nascido em 10 de fevereiro de 1899, nos “Brejos”, nos arredores da Cidade, de onde saiu com seus familiares aos 8 anos de idade para fixar residência no Sítio Enxu, do mesmo município.
Seu Belo era filho do casal Inácio Ferreira Leite, de descendência portuguesa, e Rita Liberalino de Menezes, de mesma origem. Viveu sua juventude nos sítios Enxu e Boqueirão, de onde saiu, no ano de 1925, após aeu casamento com a Jovem Ester, filha do seu parente Antonio José Leite (Antonio Mateus), para fixar residência no sítio ou Fazenda Ponta da Serra, adquirido dos herdeiros do Cel. Eufrásio Alves de Brito, onde constituiu família, saindo para a cidade na década de 1960.
O Jornal Ponta da Serra, em sua edição de Nº 09, de abril de 2005, lhe fez uma pequena homenagem, onde a população teve a oportunidade de se expressar a seu respeito. Por unanimidade, todas as pessoas entrevistadas o reconheceram como sendo “ um homem bom”, justificando, assim, sua longevidade.
Seu Belo nasceu no século XIX, viveu plenamente o século XX e faleceu no século XXI.
Seu sepultamento deverá ocorrer no Cemitério Público da Cidade de Crato, onde está sepultada a sua esposa.

Por Antonio Correia Lima
Postado pelo mesmo
Foto: Erivânia Lima, em 10.02.2009

2 comentários:

  1. É uma grande pena, mesmo para um homem de 110 anos ter que morrer. Que tenha tido uma vida boa!

    A família Liberalino parece que tem o gen da longevidade. Minha tia Delmira é Liberalino, e recentemente completou se não me engano, 96 anos ou foram 100 anos.

    Eu estou aos 42 e já sinto o pêso nos ombros...

    Saudações Sr. Belo. Que tenha uma boa próxima vida!

    E aos familiares, as minhas considerações.

    Dihelson Mendonça

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  2. Belo Leite. Que nome! Na ladeira, no terço inferior, ao lado esquerdo de quem a subia, morava aquela família muito branca. Uma família cuja imagem de um passante no esforço de subida ou no freio da descida, era a pacificidade. As filhas brancas e louras. Como aquelas imagens de bonecas da nossa feira. Depois da casa de Belo Leite, ficava o Cleonício e sua oficina eterna. No limite do fim da ladeira, a mercearia de Joquinha, com seu cheiro de sabão, os blocos de breu sobre o balcão e aos fundos as latas com o reservado para tomar banho a preços módicos. Belo Leite foi tão longe na vida que o saudosismo em que pese seu congelamento, ainda não se amorteceu como fábula de livros mofados.

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