06 maio 2009

UMA ELEFANTE NA LOJA DE CRISTAIS - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Partindo de um dado líquido e certo - ter saudades - mas de premissas erradas - antigo melhor que hoje, certos lugares que mesmo ruins etc. - o Dihelson publica uma série fotográfica de propaganda da gestão Samuel Araripe. Ora ter saudades não se vincula àquelas premissas, até por que as saudades mais fecundas são das coisas boas. Realmente boas para quem as viveu, sem métricas do olhar posterior. Não é possivel quem vem depois aniquilar as saudades sentidas pelos anteriores, até por um lapso de tempo não experimentado. Mas é uma grande coisa que a saudade seja uma mensagem do contínuo, de que a vida é a mesma com a natural evolução, mas é possível saber da evolução, exatamente por não se ter rupturas na narrativa. Olhem bem, meninos entusiastas, quando buscares algo de identidade ela estará por aí sob a forma de saudades, de ícones, nomes, ruas, arquitetura urbana, músicas, pinturas, palavras, bandas cabaçais etc.

O contínuo a que serve a saudade até se encontra, por exemplo, no filho de Ossian Alencar Araripe, ex-prefeito do Crato quando nem iluminação de Paulo Afonso existia. Se encontra no filho de Humberto Macário de Brito, há tanto tempo foi prefeito que certamente a saudade dos seus eleitores se prestam. Deste modo uma lição se tira disto tudo: até para se fazer propaganda, ou loas, mostras da boa intenção ou comemorar avanços na gestão é preciso competência específica. Pisar no calo dos "saudosos" certamente não é uma boa prática.

Que Samuel Araripe, atual prefeito do Crato, vai adiante com os seus compromissos de campanha e execute bem os seus projetos. Todos desejamos isso. Até quem não votou nele.

José do Vale Pinheiro Feitosa

6 comentários:

  1. Prezado José do Vale

    Aquele Crato de ontem nos deixa muitas saudades. Daquelas pessoas que frequentavam as nossas ruas e praças e não mais a encontramos. Dos saudosos professores José do Vale Feitosa e sua possante moto. Do Monsenhor Montenegro a nos chamar de Zezinho. Aquele Crato não mais exsite. É realmente bem diferente.

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  2. Prezado José do Vale

    É isso mesmo, o Crato antigo está na memória de quem viveu naquela época a infância e a juventude. O de hoje ficará na memória das crianças e dos jovens que estão vivendo no momento e, vão também ter boas recordações. Esperamos que os governantes se esforcem para melhorar a cidade, a fim de que todos os cratenses tenham boa qualidade de vida.

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  3. Meu Caro José do Vale,

    Decerto, como você diz, eu não tenho essa "Competência específica" para fazer estas "loas" a que você atribui, mas lendo essas "pérolas" que o Mestre José do Vale nos ensina diariamente, certamente que um dia mais perto do que as paralelas se encontram no infinito, aprenderemos.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  4. O tempo é um continuum, uma linha imaginária com marcações em quaisquer dos pontos que a constituem. A cada ponto destes, de existência, se apegam aqueles que nele viveram. Do Alfa ao Ômega. A existência como conjunto de vivências comuns e relações humanas são apenas circunstanciais e dependentes do referencial na reta do tempo. Pessoas em pontos distantes, em que não mais existe uma relação de contiguidade, não podem sentir qualquer tipo de referência mútua, pois falta um elo, o propósito, que constituem o conjunto de percepções comuns a um dado referencial.

    Para um Homem de Neanderthal, o melhor tempo que existiu será sempre o da sua época. Para o homem do futuro será sempre a sua época. A saudade é um sentimento circunstancial efêmero, e molda-se à percepção da realidade individual , mas dista-se da perspectiva histórica da interpretação positiva.

    Dihelson Mendonça

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  5. Com as paralelas no infinito nem mais saudades por junção. Eis a etimologia da palavra disjunta (segundo nosso mestre): lat. solìtas,átis 'unidade, solidão, desamparo, retiro'; E tem a acepção principal: sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável (freq. us. tb. no pl.)

    Mas o nosso mestre Dihelson, este homem de Neanderthal, não nos reconhece: aos Australopithecus aforensis. O quê fazer com tamanha disjunção? É um homem completo, acabado, sem nada mais a acrescentar. O quê fazer, então? Me guardando até quando o carnaval chegar. Ou a banda passar.

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  6. Só guardo lembranças doces e amorosas. As demais já foram transformadas, substituídas...
    Algumas lembranças são doces e tristes... Não olho muito pra elas...Passo a página bem ligeiro !
    Aprendi a sorrir com o presente verde ... mesmo amarelada de saudades.
    Saudade não significa sofrimento... Não é mérito dos masoquistas... É dor natural , como a dor do parto... Os homens que imaginem !
    Só o futuro não dói... Mas vai doer !

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