06 maio 2009

A Saudade como elemento meramente Circunstancial


O tempo é um continuum, uma linha imaginária com marcações em quaisquer dos pontos que a constituem. A cada ponto destes, de existência, se apegam aqueles que nele viveram. Do Alfa ao Ômega. A existência como conjunto de vivências comuns e relações humanas são apenas circunstanciais e dependentes do referencial na reta do tempo. Pessoas em pontos distantes, em que não mais existe uma relação de contiguidade, não podem sentir qualquer tipo de referência mútua, pois falta um elo, o propósito, que constituem o conjunto de percepções comuns a um dado referencial.

Para um Homem de Neanderthal, o melhor tempo que existiu será sempre o da sua época. Para o homem do futuro será sempre a sua época. A saudade é um sentimento circunstancial efêmero, e molda-se à percepção da realidade individual , mas dista-se da perspectiva histórica da interpretação positiva.

Dihelson Mendonça

4 comentários:

  1. Dihelson: sem lições no infinito das paralelas. Na linguagem que nos entendemos. Acontece que você vem postando fotos sistematicamente, muitas delas para levantar a atual administração da prefeitura do Crato. Tenho algo contra isso? Se tivesse teria dito. Mas no passado trocamos farpas afiadas sobre a questão da liberdade do blog e a sua associação com poderes econômicos e políticos. Você ganhou a discussão no que toca mim pessoalmente. Por um dever vago, a que me atribui, mantive-me postando neste blog. Afinal saí do Crato e o blog é o da minha terra. Nem sempre consigo ser claro no que escrevo, isso não é problema de quem ler, é meu mesmo, poderia ser mais claro e não fui. Mas existem questões nem sempre lineares ou obviamente vestibulares, pensa quem escreve e também pensa quem examina. Não procures lições, acredite, nem toda leitura são lições, apenas facetas para outros burilarem, contestarem e isso é bom. Ainda não sou finalístico. Agora voltando à questão da saudade.

    Quer mudar a temática? O blog está envelhecendo, começou algum sinal de decadência nesta fugacidade atual? Vamos conversar. Mas para começo de conversar localizemos o que até aqui ocorreu. E muito do que ocorreu foi com gente do Crato que vive fora e retornou ao centro da vida aí, mesmo não retornando para morar, pelo que levou quando daí partiu. Isso funcionou e muito bem. Faz parte, certamente, das estatísticas de visita ao blog.

    Agora de repente, volte ao seu texto das fotos da gestão do Samuel e veja, com um copo de água bem gelada ao seu lado, o que se deu por entendido logo na postagem inicial. A Claude assim também viu e contestou nos comentários. Ora, se ninguém que posta regularmente no blog, até mesmo estes que só dão lições compreensíveis apenas onde as paralelas se encontram, questionou a enxurrada de fotos "circunstanciais", é compreensível que se tornou excessivo o texto preliminar.

    Apenas para que vejas como são as coisas. Já recebi um e-mail de uma de nossas leitoras dos blogs da região achando que o do Crato se tornara um assessoria da prefeitura. Mesmo assim não me intimidei. Acho que devo continuar a escrever e postar, até que não ache mais.

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  2. "Quando o leitor não gosta da notícia, geralmente a culpa é do papel..."


    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  3. Dihelson: foi ironia demais para meu fim de noite. Não entendi.

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  4. Meu amigo José do Vale,

    "Não entendi" são palavras que não existem no seu vocabulário. Durma, que amanhã você entenderá. rs rs

    Leve meu caloroso abraço de um cearense fiota,

    Dihelson Mendonça

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