30 maio 2009

Amazônia perdeu o equivalente a três parques da Tijuca em abril, diz Imazon

Área devastada durante o mês foi de 121 quilômetros quadrados. Numero representa queda de 22% em relação ao mesmo mês de 2008.


Um relatório lançado nesta sexta-feira (29) pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) indica que a Amazônia perdeu 121 quilômetros quadrados de floresta em abril. A área equivale a cerca de três vezes a área do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em comparação com o mesmo mês de 2008, houve queda de 22% na devastação.

O instituto ressalta que, devido à cobertura de nuvens, não foi possível enxergar cerca de 65% da Amazônia nas imagens de satélite utilizadas. A medição do Imazon é feita paralelamente à do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao governo federal. Na avaliação da ONG, são considerados apenas os locais onde a floresta foi totalmente destruída. O cálculo das áreas parcialmente degradadas é feito de forma separada.

O instituto também divulgou a medição referente ao mês de março, que apontou 57 quilômetros quadrados de florestas derrubadas, o equivalente a cerca de três vezes a Ilha de Fernando de Noronha. Em comparação com março de 2008, houve queda de 50%.

Mato Grosso lidera

Em março de 2009, o desmatamento foi maior em Mato Grosso (39%) e Roraima (34%), seguido de Rondônia (13%), Acre (7%), Amazonas (6%) e Pará (1%). Em abril, 45% do desmatamento ocorreu em Mato Grosso, seguido do Pará com 32% e Roraima com 14% e os 9% restantes no Amazonas, Rondônia e Acre.

Na medição das áreas que sofreram degradação parcial, com queimadas ou retirada de madeira, o Imazon detectou 14 km² em março e 300 km² em abril. Como o instituto começou a detectar esse tipo de devastação em setembro de 2008, não é possível comparar os números com os mesmos meses do ano anterior.

Fonte: globoamazonia- via AVOL

Um comentário:

  1. Sou um caririense, de Barbalha, e moro na amazônia(Rondônia) desde 1992. Quando cheguei aqui era comum todos os dias deparar com caminhão de toras de madeira circulando pela cidade onde moro. No início comecei a trabalhar na zona rural do município e observava o quanto as estradas eram ruins de se trafegar. Motivo: grande movimento de caminhões transportando grandes troncos de árvores. Chegava a me espantar com o diâmetro das árvores. Um tronco daqueles os carregadores do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha não carregaria.
    Hoje a realidade é um pouco diferente. Diminuiu e muito esse processo de devastação das matas aqui. Fruto do bom trabalho dos órgãos de fiscalização do governo federal. Mas os inimigos do verde e da amazônia estão fortes e principalmente na política. Políticos de Rondônia em Brasília defendem abertamente os madeireiros. Certamente esses "representantes do povo" de Rondônia têm sua campanhas eleitorais financiadas por grupos de madeireiros. Faz-se necessário uma presença maior do estado brasileiro aqui na nossa região. Carreando mais recursos para as cidades da amazônia. Que o desenvolvimento não seja através da devastação. Que aproveite projetos de desenvolvimento sustentável e que proteja o homem da amazônia. Portanto, é possível preservar a amazônia e diminuir mais ainda a sua devastação. Falta somente inteligência, mais rigor na fiscalização e desenvolvimento calcado nas potencialidades que a floresta oferece. Mas principalmente sem derrubar árvores.

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