27 março 2009

Para ti - Por Claude Bloc


Foi para ti que abriguei a chuva
que calei o vento
e derramei-me feito perfume
nos confins da terra...
Eu te garanto
não toquei em nada mas para ti foi tudo,
tudo o que escrevi!
.
Para ti, criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei a fruta mais doce
e o sabor do sempre
sempre ficar.
.
Para ti dei voz
ao meu olhar
às minhas mãos
.
Para ti
abri os gomos das horas
verti as gotas do tempo
e voltei á rua
e revi a cidade ...
.
Para ti, sim, para ti
Escrevi este poema
e pensei que tudo estava em nós
desde outrora, nessa doce espera
no engano das horas
de tudo sermos donos,
e nada termos...
.
Para ti escrevi
simplesmente porque era de noite e não dormíamos...
.
Para ti dediquei
Verso por verso
Em cada prosa
A cada momento
em que eu descia em teu peito
para me procurar.
.
Por Claude Bloc

4 comentários:

  1. Claude, copiei esta para meu acervo, Uma pérola!
    Abraços

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  2. Claude,

    Não tem mesmo jeito: a cada postagem sua incorremos em um novo pecado (capital ou não); não é que agora vamos ter que "imitar" o Pachelly ???

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  3. Maravilhoso , o poema !


    Vamos espalhar cópias !


    Beijos !

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  4. Agradeço a vocês pelas palavras, mas saibam que devo a vocês a alegria deste momento.
    O momento de, a cada um, dedicar o sabor das metáforas...

    Abraços,

    Claude

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