03 fevereiro 2009

A importância da mão-de-obra no Crato oitocentista.

O trabalhador escravo esteve presente nas atividades econômicas da Cidade do Crato no século XIX. O trabalho escravo, seja produtivo ou improdutivo, foi imposto tanto a homens como a mulheres e crianças. A partir da pesquisa sobre a composição social da escravatura na cidade do Crato entre 1850-1880, tendo como principal fonte os inventários post-mortem, podemos fazer algumas observações. Considerando os inventários do primeiro período (1850-1856), alguns dados se apresentam:

A incidência de plantéis escravos com baixa razão de masculinidade.

Plantéis com predominância média de 1 a 10 escravos por propriedade.


Esses primeiros dados permitem perceber a presença feminina de forma considerável na população escrava do período (1850-1856), além do tamanho médio dos plantéis. Em outro momento abordaremos a participação do valor dos escravos na distribuição dos bens inventariados. Importa-nos fazer a relação entre as atividades econômicas do período e as relações sociais de produção que se estabeleceram a fim de que possamos ter uma visão mais correta da formação social escravista cratense em meados do século XIX.

Prof. Darlan Reis
Departamento de História - URCA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.