16 fevereiro 2009

E JARBAS DEU UMA FORÇA À CANDIDATURA SERRA

Jarbas Vasconcelos merece o nosso respeito. Pela sua coerência política e partidária. Pelo exercício do mandato quando ocupou diversos cargos de governo em níveis e poderes diferentes. Jarbas é um patrimônio de Pernambuco e por isso mesmo, poderia se tornar um dos líderes nesta aridez nordestina dos tempos atuais. Do nordeste ninguém surge para enfrentar uma situação sui generis da política nacional após os anos 30.

A hegemonia paulista. Estamos cansados desta ladainha. Se há luta entre governo e oposição, tudo se origina em São Paulo. Se o PSDB, o PMDB ou PT racham, a fissão começa em São Paulo. A mídia é toda movida pelo que São Paulo diz. A veiculação da cultura se tornou a necessidade paulista. A moda, o consumo, a sacanagem e o bom comportamento. Ninguém é importante se não for em São Paulo. Tudo é desproporcionalmente soldado neste estado.

Aí poderíamos enfrentar a renovação política por uma mudança de eixo. Minas Gerais poderia apresentar outra visão mais descentralizada do país. O Rio de Janeiro poderia ainda expressar outras coisa. O Nordeste, sem o qual um conceito de Brasil se sustenta, poderia ter um grande líder.

Pronto o Jarbas falou e logo se imagina um grito de basta. Mas no dia seguinte não foi nada disto. Jarbas falou como uma piada de quem faz merda na saída. Como um matreiro político tocou o dedo na corrupção dos partidos ao usar o PMDB como referência. Mas daí em diante derrapa feio. É que Jarbas já vai dizendo que o PMDB já se encontra nisso há mais de dez anos, ou seja desde o Governo de FHC.

Depois de Jarbas falar da genérica corrupção, centra o fogo em Sarney, Renan e claro no governo Lula. E aí Jarbas se reduz a porta voz da campanha paulista de José Serra. Enfim o foco do discurso de Jarbas: cabo eleitoral de Serra. Pela voz da maior revista brasileira, não por coincidência a porta voz da oposição. Jarbas fala dos podres que precisa usar para louvar sua opção eleitoral.

Ao final um desalento. O nordeste se encontra sem liderança mesmo. Onde o neto do Arraes se escondeu? E o Ciro Gomes? E o Tasso que se tornou um quadro nato do senado e não um político nordestino, das questões nordestinas. Aliás onde se encontra o governador da Bahia. E Jackson Lago do Maranhão? Coitado, mal sustenta as pernas pelos coices da oligarquia sarney. O governador Cunha Lima parece um Zumbi. O do Piauí um líder de refrão. O nordeste sem liderança é o resultado do futuro próximo.

Afinal a fala de Jarbas apenas serve para reforçar as recentes declarações de Itamar Franco: existem dois PMDBs. Um de Serra que terá como núcleo Quércia e Temer e o outro de Lula com Sarney e Renan.

Esta mesmice com São Paulo no centro e todos os outros excluídos e ressentidos.

3 comentários:

  1. Uma coisas é certa. O que o Jarbas falou do PMDB é pura verdade. Nominou Sarney e o Renan. Esses dois só são santos para o Lula que se igualou

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  2. Morais, copiando você: uma coisa é certa, o Lula copia, em relação ao PMDB, a mesma estratégia de FHC. Só que nos tempos FHC, o Jarbas não falava e agora fala pois é parte da campanha do Serra. Como vimos o Lula aproveita o mote para lançar Dilma com os eventos que conhecemos de duas semanas para cá e o PSDB respondeu com o Serra falando de um PAC paulista meses depois da crise mundial ter se instalado e agora a revista Veja abre a porta para o Jarbas. Esta decadência do PMDB lamentamos e o que criticamos é a postura do Jarbas que bem poderia ainda ter músculo para enfrentar a sucessão do Lula com algo diferente de São Paulo.

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  3. Jarbas Vasconcelos é uma sumidade no ponto de vista ético.Lembro que em 2002 quando José Serra era candidato a presidente o Jarbas o apoiava incondicionalmente. Acho que JOsé Serra está preparado para administrar o Brasil e acredito que Jarbas está com a pessoa certa.
    São dois políticos de responsabilidade e compromisso com suas funções e com o povo brasileiro.

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