18 janeiro 2009

Essa tal de "conurbação" - Por: José Nilton Mariano Saraiva


C
omo o têrmo "conurbação" tem sido frequentemente usado nos últimos comentários aqui postados, permitimo-nos TRANSCREVER, diretamente da Enciclopédia Wikipédia, o que vem a significar. A propósito, seria conveniente que os cratenses, e suas autoridades em particular, acordassem do marasmo e acomodação em que emergiram há décadas e, numa reflexão profunda e necessária, pensassem seriamente se é realmente isso que desejam "in perpetuum" para o futuro do Crato: sua transformação em uma triste, acéfala e abandonada "cidade-dormitório", absolutamente dependente de Juazeiro, porquanto desprovida de vida administrativa, comercial e política autônomas.
Repetimos, com veemência e indignação: é isso, verdadeiramente, o que queremos para o Crato ???
José Nilton Mariano Saraiva
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"O processo de conurbação é caracterizado por um crescimento que expande a cidade, prolongando-a para fora de seu perímetro, absorvendo aglomerados rurais e outras cidades. Estas, até então com vida política e administrativa autônoma, acabam comportando-se como parte integrante da metrópole. Com a expansão e a integração, desaparecem os limites físicos entre os diferentes núcleos urbanos. Ocorre então uma dicotomia entre o espaço edificado e a estrutura político-administrativa.
Como uma importante característica, deve-se considerar a demanda de espaço na cidade. Todas as cidades do mundo, de modo geral, são constantemente pressionadas pela demanda de espaço. Isto acaba forçando tanto a incorporação de novos territórios como o adensamento dos já ocupados. Assim, as cidades tendem a crescer, ampliando sua periferia no sentido horizontal e verticalizando as áreas centrais. Quando esse crescimento não é controlado, como acontece com as metrópoles do Terceiro Mundo, o gigantismo deteriora as habitações, torna precários os serviços urbanos, desde os transportes até a segurança, e gera outros problemas.
Principalmente após os anos 50, quando se verificou a grande industrialização do Brasil, o rápido crescimento ocorrido com as cidades brasileiras gerou um "envelhecimento" dos antigos centros, dada a grande demanda de serviços mais modernos e mais compatíveis com a nova industrialização. Isto acabou significando uma expansão desses centros, que buscavam novas áreas para crescer. Assim, a configuração dessas conurbações então consolidou-se.
Nas cidades em processo de conurbação é comum a ocorrência do chamado fluxo pendular. O fluxo pendular é o fluxo de passageiros (em veículos particulares ou transporte público) atravessando mais de uma cidade com dois picos de maior intensidade, normalmente no período da manhã e no final da tarde. Geralmente, o sentido desse fluxo no final da tarde dirige-se às chamadas cidades dormitórios.
Essas migrações pendulares são simples fluxos populacionais que não correspondem verdadeiramente a migrações, pois não são realizados com intuito de mudança definitiva, estando embutida na saída do indivíduo a idéia concreta do seu retorno ao local de origem, e por isso o uso do termo "movimento pendular de população". Diferencia-se do conceito de migração por não ter caráter permanente. Alguns exemplos de migrações pendulares: deslocamento realizado pelo bóia-fria; viagens de residentes em cidade dormitório, que são realizadas por pessoas que moram em uma determinada cidade e trabalham em outra; o deslocamento de fins de semana e de férias, com objetivos de lazer e descanso (viagem), que é o principal fator de congestionamentos nas estradas que partem das grandes metrópoles, em fins de semana e vésperas de feriados".

Por: José Nilton Mariano

8 comentários:

  1. Amigo José Nilton, temos notado que o a Conurbação tem acontecido entre as três principais cidades do Cariri, Crato, Juazeiro e Barbalha por conta do crescimento horizontal, porém acontecimentos recentes nos tem levado a uma nova análise do espaço urbano do Cariri, onde tememos que a conurbação agora segue com um processo de AGLOMERAÇÃO, que difere da CONURBAÇÃO, já que esta representa um crescimento das cidades envolvidas no processo, más o que notamos hoje, é que pode acontecer aqui, o que a conteceu ai (RMF), onde Fortaleza cresceu, concentrado os melhores serviços e equipamentos urbanos, gerando assim um processo de AGLOMERAÇÃO, onde as demais (12) cidades vivem em funçõa dela. Esse é o nosso medo.

    Saudações Geográficas!
    João Ludgero

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  2. Senhores,

    Assim como a informática nos oferece mil e uma vantagens, também tem suas desvantagens, suas armadilhas.
    Aqui, por exemplo, quando ainda estávamos no processo de revisão do texto a ser postado, sem querer, de forma absolutamente intempestiva, clicamos numa certa tecla que não deveríamos; e aí o texto foi enviado/postado com a palavra "conturbação" ao invés de "conurbação", de significados absolutamente
    díspares, a saber:

    conturbação:
    ato de conturbar; estado de ânimo alterado; agitação íntima; perturbação da ordem; sublevação; motim.

    conurbação:
    extensa área urbana formada por cidades e vilarejos que foram surgindo e se desenvolvendo um ao lado do outro, formando um conjunto.

    Queiram, pois, aceitar nossas sinceras desculpas.

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  3. Prezado José Nilton

    O principal problema que eu vejo nessa história, é que a força política do Juazeiro faz acelerados avanços na direção dessa tal conurbação. Assim sendo, Crato e Barbalha estão a um passo de se tornarem cidades dormitórios. De quem é a culpa? Dos próprios cratenses que não elegem representantes da terra junto à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa. Os serviços públicos que bem poderiam ser concentrados numa área eqüidistante das três cidades, num Centro Administrativo, como o Cambeba, por exemplo, em um local que foi reservado para o nosso Distrito Industrial, indenizado pelo Estado, estão todos concentrados no Juazeiro. O povo Juazeirense vota nos candidatos da terra, o que infelizmente não ocorre com o Crato e possívelmente com Barbalha. Porém, uma coisa é certa: a Serra do Araripe de lá não sairá, mesmo que as agências de propaganda mostrem o contrário nos seus prospectos desdobráveis.

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  4. Prezado João Ludgero,

    É o que temos repetido, diuturnamente, para ouvidos moucos, infelizmente: a conurbação só se nos apresentaria como tal, se beneficiasse social e, principalmente, econômicamente a todos os atores envolvidos (cidades).
    No caso do triângulo Crajubar, o que se vê e o que se observa é que, embora territoriamente as três cidades tendam, num futuro ainda longínquo, a formarem um possível e "indesejado" aglomerado urbano uno, em têrmos territoriais, principalmente, SÓ JUAZEIRO - repetimos para que fique bem claro, SÓ JUAZEIRO - é quem tem se beneficiado; afinal, se novas indústrias lá se instalam, se novas casas comerciais por lá proliferam, SE LÁ É ONDE OS CRATENSES FAZEM SUAS COMPRAS (como é que pode ???), se lá é onde circula o vil metal, o progresso fixará residência alí e não nas cidades circunvizinhas, já que os impostos e taxas serão ALÍ RECOLHIDOS e depois revertidos em bens para OS SEUS MUNÍCIPES.
    E tudo isso porque a população cratense insiste em não usar de forma adequada a principal arma de que dispõe: o voto.
    Sim, porque, só através de uma representação política forte e disposta à luta pela cidade, um dia poderíamos almejar rivalizar com Juazeiro em termos de desenvolvimento.
    Agora, uma figura medíocre como o Ciro Gomes, por exemplo, conseguir 12000 (doze mil) votos para Deputado Federal numa cidade como o Crato, é sinal de ignorância política, de desprezo pelo futuro da cidade (isso sem se falar no Pimentel, no Guimarães, no Eunício e tantos outros que nada têm a ver com a cidade, e para com elas já demonstraram não possuir qualquer compromisso ).
    Convém lembrar, também, que quando em meados da década de 90 elegemos uma deputada estadual, imediatamente ela foi cooptada pelo então governador Tasso Jereissati (a troco de quê, mesmo ???) que, ao entregar-lhe uma secretariazinha de quinta categoria, isolou-a na sua mediocridade.
    Isso sem se falar que os últimos prefeitos da cidade ( também medíocres ), cuidaram apenas e tão-somente de ususfruir do poder público em benefício próprio.
    Enfim, enquanto o povo do Crato não adquirir massa crítica ou mesmo vergonha na cara, estamos condenados a se tornar uma fantasmagórica "cidade-dormitório".
    E o pior: de Juazeiro, prá que possamos "criar marra".
    Portanto, esse papo de conurbação, no nosso entendimento, tem muito a ver com políticos sem compromisso com a cidade.

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  5. Primo Eduardo, a Chapada do Araripe não sairá daqui, mas não vamos esqucer quer hoje os donos dos melhores terrenos no açude Thomas Osterne (UMARI), são comerciantes de Juazeiro que passeiam poluindo nossa águas com suas Lanches e Jet Ski. Na Chapada vem acontecendo a mesma coisa nos terrenos onde tem água e energia as melhores propriedades são também de Juazeirenses. Não vamos esquecer primo que dinheiro não é tudo mas é 100%, e os comerciantes do Juazeiro, como ja disses Zé Nilton, fazem a farra com o dinheiro do cratense que compra lá.

    Saudações Geográficas!
    João Ludgero

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  6. Senhores,

    Deixemos de hipocrisia e sejamos realistas: eles nos querem tanto bem, nos dedicam tanta consideração, nos têem tão em conta que ( não se surpreendam e não duvidem ), daqui a pouco o popular têrmo "Crajubar" (que caracteriza a junção das denominações Crato+Juazeiro+Barbalha)poderá ser invertido, pelos juazeirenses, prá "Jubarcra" ou "Barjucra" que, embora soando um tanto quanto estranho, deixará o Crato, também aqui, lá atrás, na rabeira, na periferia da conurbação.
    Onde eles acham que é o nosso lugar (assim como a maioria dos incompetentes e nefastos políticos do Crato).

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  7. Prezado Dihelson,

    Notamos e agradecemos a "retificação", providenciada por você, no título do texto ( conturbação por conurbação ).
    Se soubéssemos que havia tal recurso não teríamos, evidentemente, repetido e chamado a atenção na postagem seguinte.

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  8. Prezado José Nilton,

    Esse recurso existe e é acessível a todos. Sempre que errar em um texto, basta consertá-lo, editá-lo usando essa LÁPIS que fica abaixo da mensagem, perto do nome Comentários. Com ele, edita-se e reescreve-se a mensagem inteira.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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