21 julho 2008

Revista VEJA: Governador gasta mais de 330.000 reais em Bandas de Forró sem licitação...

...enquanto isso, a verdadeira arte e cultura padecem...



Revista VEJA - Os Forrós do CID

Nota de abertura:


Enfim, A bomba explode, através da reportagem da Revista "VEJA". Há meses, aqui no Crato, os artistas populares reivindicam ao governador Cid Gomes que fizesse alguma coisa pela Arte e a Cultura locais para a ExpoCrato, quando todo ano, nós artistas somos excluídos. Fizemos reuniões com os artistas e até uma carta ao Governador foi enviada. Sabemos que a ExpoCrato é bancada pelo Governo do Estado, e este poderia perfeitamente reservar um espaço para a divulgação da cultura local, mas a má vontade é tão grande, que entra ano e sai ano, e tudo continua da mesma forma. Nada de incentivos, nada de palco grande, artistas excluídos... pois bem, parece que agora o feitiço virou contra o feiticeiro. Em grande e bela reportagem, a revista Veja publica matéria mostrando qual tipo de espetáculos o governo Cid Gomes tem aprêço, gastando mais de 330.000 reais com a contratação sem licitação de bandas de forró. Diga-se de passagem, que há uma ampla campanha que fazemos contra esse forró maldito, que tem desgraçado a cultura nordestina verdadeira e que apenas promove o alcoolismo, a banalização da mulher na sociedade, e a pornografia a céu aberto. Quem promove o forró pornográfico em detrimento aos artistas verdadeiros, certamente que merece o que a revista VEJA fez.

Parabéns à revista VEJA que de certo modo, jogou na cara das pessoas o que já dizemos aqui há muito tempo, e que muitos não queriam ver!

Blog do Crato.


Os Forrós do CID

O governador cearense anima cerimônias
oficiais com bandas contratadas sem licitação


Leonardo Coutinho

Jarbas Oliveira/Folha Imagem
Cid Gomes: para o povo, forró. Para ele, passeio no Caribe e viagem com a sogra pela Europa


O governador Cid Gomes chacoalha mesmo o Ceará. No último Carnaval, ele gastou 388 000 reais dos cofres públicos para levar sua mulher, sua sogra e as famílias dos assessores mais chegados para passear na Europa. No Carnaval do ano passado, levou sua família e a de seu irmão Ciro Gomes para o Caribe – de jatinho. O governador diz que pagou tudo do próprio bolso, mas, até agora, não mostrou de onde tirou o dinheiro para uma conta que alcança metade do seu patrimônio declarado. Na semana passada, o Tribunal de Contas do Ceará começou a investigar mais uma folia de Cid Gomes. Seu governo passou a contratar bandas de forró para animar a assinatura de convênios com cidades do interior do estado. Com as festanças, Cid converteu sua gestão em um comício permanente. Desde abril, já gastou 330 000 reais na contratação de 23 shows. Tudo sem licitação, claro. Os bailes foram promovidos por duas empresas que têm uma longa relação com o governador.

A Event’s Produções Artísticas ficou com 60% do dinheiro destinado aos forrós de Cid. Ela pertence a Ed Lúcio Oliveira de Araújo, que era dono de uma empresa idêntica em sociedade com o secretário particular do governador, Valdir Fernandes da Silva – a Ver Produções Artísticas. Esta última organizou as principais festas da prefeitura de Sobral entre 1997 e 2004, período em que Cid foi prefeito da cidade. Desempenhou tão bem seu trabalho que Cid nomeou Valdir para o cargo de coordenador de eventos do município. "Mesmo quando Valdir estava na prefeitura, a gente o chamava para nos dar uma força. Ele conhece muito do ramo", diz ênio Gomes, um dos donos da Ver Produções. Valdir nega ter sido sócio da empresa. Gomes o desmente: "Ele foi nosso sócio até entrar na campanha de governador".


A banda Furacão do Forró promove o governo Cid: o Ceará requebra

A outra companhia beneficiada, a ACV Produções de Eventos, que ficou com os 40% restantes dos contratos, tem uma relação mais recente com Cid. O dono da ACV, Arnóbio Cordeiro Viana, começou a prestar serviços a Cid em 2006, quando ele se candidatou a governador. Na campanha eleitoral, a ACV cobrou 70 000 reais para fornecer palanques e equipamentos de som. Agora, com os forrós, já recebeu 120 000 reais para intermediar a contratação de bandas. A assessoria de Cid informa que embala suas cerimônias com música para "comemorar junto com a comunidade a realização de melhorias para os municípios". Alega também que a Event’s e a ACV não foram escolhidas por sua proximidade com Cid, mas por agenciar bandas da qualidade de Furacão do Forró e Forró dos Plays. Diz ainda que a Lei de Licitações autoriza a dispensa de concorrência no caso de contratação de artistas. Cabe ao Tribunal de Contas do Estado julgar se Cid pode requebrar o Ceará desse jeito.


Fonte: Revista VEJA
http://arquivoetc.blogspot.com
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Capela para a menina Luana em Jardim - Homenagem Popular

A violência do crime cometido contra a pequena Luana na cidade de Jardim quando dois elementos a raptaram, estupraram e assassinaram continua marcado não apenas para os familiares, mas para toda população. O fato chocou a toda região do Cariri. Os autores foram identificados e presos. Genival Santos da Silva, o Alemão, 22 e um menor de 15 anos foram os autores do bárbaro assassinato.

O crime ocorreu no dia 21 de maio e a população jardinense construiu uma Capela no local onde o corpo da pequena Luana foi encontrado que hoje é alvo de visitas diárias de pessoas rezando pela garota. O local de oração foi denominado pela população como “Capela da Luana de Jesus”.

“Através da oração queremos minimizar um pouco o tamanho da dor que sentimentos com esta morte tão trágica e brutal”, disse uma popular, que pediu para não ser identificada e este blogueiro quando estive visitando a Capela. Quando lá estive vi a mãe de Luana, Ana Adalina Amori, chegando a Capela. Confesso que não tive coragem de abordá-la imaginando o tamanho da dor que sente no peito. Em minhas preces oro pedindo conformação para família e com certeza Luana está em um ótimo lugar no plano superior.

Por: Beto Fernandes - Revista do Beto

Será que a lei seca deveria ser mais rigorosa???

O Dr. Drauzio Varella é conhecido pela peculiar forma com que expõe problemas médicos ao alcance do entendimento de qualquer pessoa. É também famoso por relatar suas ricas experiências como médico da demolida penitenciária do Carandiru, na capital paulista. Em artigo publicado hoje, ele, com a peculiaridade que lhe é particular, expõe os motivos pelo qual entende que a Lei Seca deveria ter tolerância zero. Para isto ele recorre até às experiências vividas na sua momentosa experiência na penitenciária como médico da população carcerária.


Seu posicionamento é consentâneo com o que venho defendendo: a Lei Seca deveria ter tolerância zero por não ser possível estabelecer gradação da sensibilidade das pessoas à alcoolemia.


LEI SECA NO TRÂNSITO

Drauzio Varella

Tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos e sair por aí pilotando uma máquina?


GOSTO DE BEBER, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das conseqüências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.

Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca.
Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.

De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotament
o olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco. Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.


Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer conseqüências fúnebres?


Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.


Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.

Imagino, entretanto, que você tenha idéia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?


Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando
em perigo a vida alheia?


Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O Detran colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?

Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: "A nova lei atenta contra a liberdade individual".Aí, começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$ 0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?


Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor. A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, méd
icos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.

No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.


Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela?
Quem vai impedir?

Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.

Folha de S. Paulo - 19/07/2008


E qualquer Duvida do teor de álcool no sangue (ou em alguns casos de sangue no álcool) use o Disk Bêbado...