19 julho 2008

Mestres do Juazeiro

Nota de Esclarecimento e Reclamação - Por ARAÚJOSAT

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O espectro de internet sem fio do Crato já está extremamente poluído por pessoas sem qualquer licença da ANATEL, que insistem em transmitir nessas frequências e prestar esse tipo de serviços. Queremos esclarecer que esse tipo de atividade é ilegal e pode levar os infratores à penas que variam de prisão à severas multas. Por falta de uma fiscalização eficiente, muitos provedores clandestinos estão a operar na cidade do Crato, e mesmo assim, prestando péssimos serviços a seus clientes.

Queremos informar que a empresa ARAUJOSAT é a ÚNICA empresa do Cariri que possui a verdadeira licença da ANATEL para ser provedor de internet sem fio.

O motivo dessa nota de esclarecimento é que no serviço sonoro existente na EXPOCRATO, uma empresa dessas que operam aqui dentro da cidade, está a propagar que ela seria a única a possuir licença da ANATEL. Isso não é verdade. A verdade é que ela é associada a outra empresa que possui essa licença, sendo a nossa empresa ARAUJOSAT a única que realmente possui licença da Anatel com toda a documentação exigida e publicada no Diário Oficial da União. Comunicamos ainda que desde o ano passado a ARAUJOSAT entrou com a documentação para o seu licenciamento, o que foi conseguido ainda no final do ano.

Lamentamos que empresas que nem são da nossa região se comportem dessa forma, tentando iludir o público com falácias, quando aqueles como nós que operam totalmente dentro da legalidade em todos os sentidos, inclusive da potência dos transmissores, regulamentação de todas as estações terrestres, e o excelente atendimento que prestamos aos nossos clientes, lamentamos que outros de forma sorrateira tentem se passar por empresa legalizada do ramo e a propagar essa mentira aos 4 ventos.

Por isso, reafirmamos o compromisso da ARAÚJOSAT, como a verdadeira empresa legalizada na ANATEL, e genuinamente Cratense, com toda a documentação emitida pelo ministério. Aproveitamos para publicar o que a legislação de telecomunicações prevê para quem se atreve a construir e manter provedores irregulares sem a autorização e a documentação da ANATEL:




Ass.

AraújoSAT
O único provedor de Internet sem fio homologado pela Anatel do Cariri, e com os melhores serviços. Utilize somente provedores legalizados pela ANATEL, pois o cliente de provedores clandestinos também é considerado cúmplice da clandestinidade nas formas da lei.

Lei Seca no Trânsito

DRAUZIO VARELLA

Lei seca no trânsito

Tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos e sair por aí pilotando uma máquina?


GOSTO DE BEBER, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das conseqüências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.
Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca.
Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.
De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco.
Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.
Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer conseqüências fúnebres?
Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.
Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.
Imagino, entretanto, que você tenha idéia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?
Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?
Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O Detran colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?
Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: "A nova lei atenta contra a liberdade individual".
Aí, começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$ 0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?
Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor.
A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.
No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.
Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela? Quem vai impedir?
Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.


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Homem de Ferro existe: Pintor cai do 8º andar de prédio e corta o queixo em Araraquara (SP)

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Um pintor sobreviveu a uma queda do oitavo andar de um prédio no centro de Araraquara (272 km de SP), por volta das 11h desta sexta-feira. William Quitério, 21, pintava sacadas quando o nó da corda que segurava sua cadeirinha se soltou. "Foi um susto bem grande. Quando levantei, estava até tremendo, mas não sentia dor nenhuma. Acho que o capacete, as luvas e o cinto de segurança me ajudaram."

Ele conta que caiu no telhado de um consultório e, por causa do impacto --a queda foi de uma altura de 25 metros--, quebrou o madeiramento, mas teve apenas o queixo cortado e arranhões nos braços.

"Quando eu fiquei sabendo, meu coração disparou, eu quase desmaiei. Essa profissão dele me preocupa demais, porque eles parecem macaco, ficam pulando de um lado para o outro e eu morro de medo de que algo possa acontecer", disse o pai, Jesuíno Quitério.

Segundo os bombeiros, testemunhas disseram que, após a queda, ele se levantou e limpou a roupa toda empoeirada. Quando a ambulância chegou, ele não queria ser atendido, pois queria continuar o serviço, mas a equipe médica não deixou. Quitério foi levado à Santa Casa e liberado hoje mesmo.


RAQUEL ILIANO
Colaboração para a Folha Ribeirão


Cariri apresenta biodiesel local

EXPOCRATO

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Na usina montada no Parque de Exposição, é distribuída amostra do combustível à base de mamona (Foto: Antônio Vicelmo)

Exposição mantém a tradição sertaneja, a exemplo da Casa do Engenho, mas também é palco de inovações

Crato. A Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato) é, sobretudo, a vitrine das potencialidades do Cariri nos diversos setores, desde a agricultura familiar, passando pela agropecuária, até o processo de industrialização. Este ano, por exemplo, está sendo mostrado o primeiro biodiesel fabricado na região, uma alternativa aos combustíveis derivados do petróleo. A meta principal do trabalho, segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Camilo Santana, é beneficiar a agricultura familiar.

A iniciativa é da empresa Linard Engenharia e Fundição, do município de Missão Velha, e do Instituto de Ensino Tecnológico (Centec). Elas encamparam o projeto de fabricação das miniusinas de biodiesel a serem instaladas em Sobral, Russas, Limoeiro do Norte e Aracoiaba, com a fabricação e montagem das peças. Uma dessas usinas está no Parque de Exposição, onde é feita a distribuição de amostras do combustível à base de mamona.

O empresário Maragton Linard, diretor da Linard, afirma que não foi difícil cumprir o compromisso assumido com o governo de construir as usinas, porque a indústria tem uma experiência de quase um século de trabalho no ramo. A criatividade faz parte de uma tradição que começou com o seu pai, Antonio Linard, no início do século passado, e está tendo continuidade com os filhos e netos, lembra Maragton.

Fabricado a partir de fontes renováveis (girassol, soja, mamona), o biodiesel emite menos poluentes que o diesel. O tecnólogo Zélio Leandro Evangelista, que também veio de Limoeiro para acompanhar o projeto, afirma que a usina tem capacidade para fabricar 3 mil litros de biodiesel, o que por dia representa uma utilização de 4 a 5 mil hectares de mamona plantada.

Tradição

A Expocrato é um exemplo da simbiose entre tradição e da modernidade. O velho engenho de rapadura e a casa de farinha, que estão funcionando no interior do parque, fabricando garapa, mel rapadura, alfenim, beiju, tapioca e bolos, mantém a tradição sertaneja, enquanto o Centec usa a tecnologia para o aproveitamento do caju com a fabricação de doces, geléias, rapaduras, refrescos e refrigerantes.

Antônio Vicelmo
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste