02 junho 2008

A Blogosfera Caririense e o Dia Mundial dos Meios de Comunicação. - Por Beto Fernandes.

Transcorreu em 27 passado o Dia Mundial dos Meios de Comunicação. A data, lamentavelmente passou despercebida pela grande maioria dos canais de comunicação. Longe de querer fazer questionamentos sobre a ética nos meios de comunicação, para isso temos na REDE DE BLOGS DO CARIRI o ótimo e sempre antenado RASTREADORES DE IMPUREZAS, pretendo apenas falar sobre a importância da comunicação neste novo milênio.

Pesquisando um pouco no dicionário encontraremos definições importantes para a comunicação como, por exemplo, “ato ou efeito de comunicar (-se)”. Pode também ser definida como “ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual”. Indo mais além, temos uma definição que considero acadêmica e popular: “é a capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar, de conversar, com vista ao bom entendimento entre pessoas. Exposição oral ou escrita sobre determinado assunto”.

Esta última definição vai ao encontro da comunicação social que é “dirigida a uma ampla faixa de público, anônimo, disperso e heterogêneo, atingindo simultaneamente (ou a breve trecho) uma grande audiência, graças à utilização dos meios de comunicação de massa e um processo de comunicação de caráter indireto e mediato, estabelecido no seio da sociedade, por meio de jornal, revista, teatro, rádio, cinema, propaganda, etc”.

Precisa-se dizer algo mais? Sim. Claro que sim. Estarão sendo os nossos meios de comunicação verdadeiros veículos de transformação social? Refiro-me não apenas a Imprensa caririense, mas a do Ceará e do Brasil como um todo. Como está a credibilidade de jornais, revistas, rádios, TV’s? Seria a imprensa de fato o terceiro poder?

Neste novo milênio mais forte que o sinal de TV Digital está sendo a sede de informação via internet. Por quê? Por uma razão básica. Cada vez mais o cidadão quer imediatismo nos fatos. O Jornal impresso, por exemplo, trará apenas amanhã o que está acontecendo agora. Isso depende do fechamento de cada caderno. A prioridade de divulgação não é o fato em si, mas aquilo que “comercialmente” for mais viável para o editor que segue apenas a determinação do departamento comercial.

Na TV, salvo raríssimas exceções, pouco tempo ou quase nada para divulgar potencial econômico, educativo e cultural e praticamente um programa inteiro para noticiar que um criminoso arrastou outro amarrado a um veículo em um bairro periférico. Vale tudo pela audiência e infelizmente à massa gosta deste tipo de “cobertura” perdendo raízes com sua identidade.

No Rádio, há aqueles que tentam “inovar” e acabam ficando ridículos com palavras de baixo calão ou de duplo sentido ferindo ouvidos dos que querem apenas a boa música ou informação precisa. Pior que isso apenas aqueles que se julgam a “palmatória do mundo”, acima do bem e do mal, e criticam irresponsavelmente ou são também irresponsavelmente calados, fazendo a comunicação oficial ou “placa branca”.

Então o que há de novo nos meios de comunicação para merecer reflexão? Os diários da internet. Isso mesmo, os blogs. Cada um, a sua maneira, tem conquistado espaço justamente pela forma particularizada de abordar os mais variados assuntos e temas. Bons, ruins, ótimos, péssimos, os blogs têm uma característica comum: a independência. Não importa a linha do blog o que importante é que o espaço permite a exposição de idéias e principalmente o democrático direito de concordar ou discordar.

Outra coisa que merece destaque é que quando os “canais tradicionais”, em alguns casos vão divulgar fatos importantes, há muito tempo algum blogueiro já tem “informado”, já tem “comunicado”. Temos sido repórteres, radialistas, jornalistas, mas acima de tudo comunicadores. Vou dar um exemplo claro com a nossa REVISTA DO BETO. Graças ao efetivo apoio do amigo JOÃO CARLOS do Jornal Nação Romeira, noticiamos na sexta-feira, 23 que a Diocese de Crato estava recebendo de volta os PANOS DO PADRE CÍCERO, material diretamente ligado ao milagre da hóstia. O Diário do Nordeste veiculou ótima reportagem da jornalista ELIZÂNGELA SANTOS apenas dia 27 de maio (terça-feira). Deixo claro que o fato não se deve a jornalista, que considero uma das melhores, mas a editoria. Aparentemente o que é importante para o povo não parece ser para o jornal, pois tenho absoluta certeza que a informação foi passada em tempo hábil. No Jornal O Povo eu não vi absolutamente nada a respeito. Se encontrar posteriormente farei o devido registro.

Considero que os blogs, talvez até involuntariamente é verdade, tem mais que formado opiniões. Tem na verdade dado subsídios para que o leitor, o internauta crie as suas próprias opiniões. Mais do quer formar, precisamos noticiar e que dentro dos seus princípios éticos e valores morais o leitor tire suas próprias conclusões.

Então devemos comemorar o crescimento e principalmente a qualidade dos blogs neste período. Registro agora que estão sendo dados os primeiros passos para criação do BLOG DE JUAZEIRO. Uma equipe de amigos das mais variadas áreas estará se reunindo para diariamente, seguindo o ótimo exemplo do BLOG DO CRATO, abordar potencialidades e adversidades da “Terra do Padre Cícero”.

Para quem não conhece sugiro mais uma vez acessar a REDE DE BLOGS DO CARIRI onde estão linkados excepcionais blogs. Encerro lembrando que descobri um outro ótimo blog caririense, que deve fazer parte, em minha opinião, da rede, o do DR. WALTER CARVALHO.

Um “blogosférico” abraço a todos.

Barbalha - Carregamento do pau da bandeira inicia festejos - Por: Antonio Vicelmo

FESTA DE SANTO ANTôNIO EM BARBALHA

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O sofrimento para carregar o pau da bandeira de Santo Antônio faz parte de uma tradição que persiste no tempo, no município de Barbalha, Cariri cearense (Foto: Antonio Vicelmo).

Barbalha. A bandeira de Santo Antônio tremula em frente à igreja Matriz de Barbalha, anunciando a abertura da festa do padroeiro, aberta ontem, com o carregamento do pau da bandeira. De acordo com o coronel Erivaldo, comandante do Departamento Municipal de Trânsito, mais de 250 mil pessoas assistiram ao carregamento do pau da bandeira. O trajeto, de quase seis quilômetros, do sitio São Joaquim até a igreja matriz, estava tomado de veículos. No Centro, as ruas foram interditadas para carros e era difícil conseguir estacionar nas ruas periféricas.


Este ano, o pau que serviu de mastro para a bandeira de Santo Antônio foi mais pesado do que nos anos anteriores. O capitão do pau, Rildo Teles, que comandou o cortejo dos carregadores, justificou que não houve tempo para a madeira secar. Além disso, o pau escolhido foi um angico com 23 metros de comprimento, pesando mais de duas toneladas. Este foi o motivo do atraso na chegada à matriz. No percurso, o pau teve que ser arriado mais de 100 vezes. Os carregadores não suportavam o peso. Foram sete horas de sofrimento.

O ritual mistura cachaça, suor e devoção. Ainda na chamada “cama do pau”, onde a madeira é colocada para secar, os carregadores rezam um Pai Nosso e uma Ave Maria e dão viva a Santo Antônio. Um grupo de acompanhantes se abastece com a “Cachaça do Seu Vigário”, transportada numa carroça à frente do cortejo.

Estes acompanhantes fazem um espetáculo à parte: promovem um mela-mela com areia vermelha e barro. De vez em quando, um deles é socorrido pela ambulância que acompanha o cortejo. Muitos ficam no meio da estrada, sem condições de acompanhar o grupo.

O carregamento do pau da bandeira foi antecedido de uma missa celebrada pelo padre Renato Simoneto, na Matriz de Santo Antônio. Em seguida, ocorreu o desfile dos grupos folclóricos, que reuniu cerca de 50 representações da cultura popular, entre penitentes, bandas cabaçais, reisados, maneiro pau, bomba meu boi e carpideiras.

No Parque da Cidade ha programação de shows, durante toda a semana, quando Barbalha se transforma num arraial, abrindo as festas juninas. Mas nem tudo é festa profana. Na igreja matriz é rezada, todas as noites, a trezena de Santo Antônio. A festa se encerra no dia 13, com procissão.

Festa mistura tradição e novos costumes

Na cidade de Barbalha, os festejos em homenagem a Santo Antônio começam quando uma árvore, a mais alta de preferência e sempre motivo de polêmicas, é tirada da Chapada do Araripe e colocada, no primeiro dia de junho, em frente à igreja matriz do município. No alto, a efígie do santo deve tremular até 13 de junho, dia dedicado a ele. Entre as lendas que permeiam a festa, uma reza sobre a solteira que pensa em encontrar um companheiro. Basta que ela tire uma lasca da árvore para fazer chás ou simpatias e certo é o encontro com o grande amor. Completam os festejos bandas cabaçais, reisados, pastoris, grupos penitentes e bandas de forró.

ANTONIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.
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