27 maio 2008

SOS RIO BATATEIRA!


Amanhã, a partir das 08 horas da manhã, no Cine-Teatro Municipal (ex-Cine Moderno), acontecerá a primeira audiência com o Ministério Publico para dar uma solução definitiva aos caminhos das águas da fonte "Batateira". Essa é a fonte que pode trazer de volta as águas ao Rio Batateira que passa nas terras do Sítio Fundão.

Assim, estaremos dando o primeiro passo para a solução definitiva de uma peleja que se arrasta ao longo de muitos anos. A perenização do Rio Batateira vai trazer de volta a vida (Flora e Fauna) ao Sítio Fundão - hoje transformado em Parque Ambiental com reserva protegida integralmente.
É importante a presença de ambientalistas e simpatizantes da causa! Devemos isso ao "velho" Jefferson!
(Ilustrei a postagem com fotos da fonte invadida por canos, do rio sem água e do Seu Jéfferson, sempre cuidadoso).

A Farra do Pau da Bandeira => Farra do Boi no reino Vegetal...

Foto: Corte do Pau da bandaeira em Barbalha - Autor: Pachelly Jamacaru

O que tem diferenciado os seres vivos do homem é a incongruência deste último. Enquanto o animal irracional mata, na quantidade certa, outras espécies apenas pra sobreviver, o bicho homem vai além disto. Ele dizima as espécies animais e vegetais por instinto de crueldade, dinheiro, bel-prazer e bizarrismo.
Exemplos dessa prática covarde podem ser vistos no Brasil, em particular no estado de Santa Catarina, onde existe a famigerada “Farra do boi.”. Nesse caso o animal sofre diversos tipos de agressões como: espetamento, amputação da cauda, quebra dos chifres, esfaqueamento, pedradas, pimenta nos olhos, vasamento e arracamento dos olhos; banhos de gasolina, ateamento de fogo, afogamento, fratura dos membros inferiores tendo como culminância a morte sonorizada pelos risos mórbidos da população.
Mais exemplos dessas barbáries, praticadas inclusive por autoridades e pessoas de alto nível cultural, são vistas no Brasil através das brigas de galo, canários e cachorros. Em outra versão surgem as vaquejadas, corridas de jumentos, exploração de burros nos transportes de cargas. Tem mais: uso e abuso de animais em números de mágicas, espetáculos circenses; cobaias em nome da ciência, confinamentos em zoológicos, pesca e caças predatórias, e, por fim, o tráfico na troca por dinheiro.
No reino vegetal não existe diferença. O desmatamento e as queimadas, em todas suas formas, são exemplos claros desta afirmação.
Citando o caso dos “Paus da Bandeira”, elo do sagrado e profano das nossas festas regionais, o crime ambiental tem uma conotação pior. Ele é permito e mantido sob as “vistas grossas” das autoridades religiosas, policiais, governamentais, intelectuais inclusive das ONGs e entidades defensoras do meio-ambiente. Aquelas árvores que Deus e a natureza levaram séculos para soerguê-las, soberanas em seus ecos-sistemas, os falsos ecologistas as derrubam, em segundos, para alimentarem seus sádicos egos.
Argumenta-se muito que a madeira cortada para a festa não é a de “Lei!”. Lei???
Pelo que entendemos para Deus e para a natureza essa invenção mercantilista não existe!
Outra alegativa tendenciosa que tenta mascarar esse crime ambiental é aquela de que está sendo praticado o replantio. Esclarecemos que mesmo praticando esse ato, minuto a minuto, por séculos a fio, o corte de uma árvore qualquer continua sendo crime com características hediondas o que não cobre nosso débito para com a natureza.
Rebatem também que, nesse caso, a “Tradição” não pode ser quebrada. No nosso direito de resposta enfatizamos que tradição sem ética é anticultura perversa. Até porque existem formas alternativas de se alegorizar, manter e vislumbrar nossos costumes e memórias com bons exemplos para as futuras gerações.
Não obstante nossas festas populares sejam motivos de reencontros, disseminação da nossa crendice, cultura e a arte, o que se observa, em grande parte delas, é a prática indiscriminada da orgia através da bebedeira, do consumo de drogas, da devassidão, prostituição, libertinagem com um saldo elevado no item violência.
Para esses mentores (monstros) que só visam ganhar dinheiro fácil à custa dos Santos, animais e vegetais, vale lembrar-lhes que a página do tempo virou. Estamos em outra dimensão sócio-econômica. Vivemos uma outra realidade sócio-cultural. A lei sinaliza: para que não sejamos enquadrados nela, devemos praticar outra filosofia ambiental, pois, estamos além, muito além dos tempos e costumes imperiais.
Existem várias maneiras de louvarmos a vida através dos nossos eventos populares. Uma delas é a de sermos seres éticos e ecologicamente corretos.
Reciclemos, pois, nossos costumes e idéias!

Roberto Jamacaru de Aquino – Escritor.
Envado por: Mario Correia de Oliveira Junior – Advogado.

HOJE e AMANHÃ - Show Dihelson Mendonça Trio no SESC Crato

Hoje, Terça-feira e amanhã, Quarta-feira no SESC Crato.


Dihelson Mendonça Trio - Show "Quebrando Tudo" - Dias 27 e 28 de Maio.


O Dihelson Mendonça Trio surgiu como remanescente do quarteto formado em 1986 pelo pianista cratense Dihelson Mendonça, chamado Cariri Samba-Jazz Quarteto, tendo portanto, 22 anos de existência intermitente. Diversos músicos da região do cariri cearense já passaram por este grupo, que foi o primeiro grupo do cariri a se dedicar exclusivamente a tocar Jazz e Bossanova em shows de auditório, diferencialmente dos grupos de baile da época. Desde o início, o Cariri Samba-Jazz Quarteto procurou fazer um trabalho autoral, e causou sensação, sendo convidado para diversas apresentações em inúmeras cidades e estados vizinhos. Diversas matérias foram veiculadas sobre o grupo instrumental na mídia. No início, o CSJQ, era constituído por piano, contrabaixo, bateria e Saxofone. Hoje, com uma nova formação, em trio, tendo ao contrabaixo, João Neto e o baterista Saul Brito, a filosofia do grupo permanece a mesma: realizar um trabalho instrumental inovador, autoral, com composições do grupo, bem como tocar os grandes clássicos do Jazz, da bossanova, e a música brasileira de bom gosto com novos e ousados arranjos.

Formação:

Dihelson Mendonça ( Piano )

Músico instrumentista, considerado pela crítica especializada, como um dos maiores pianistas do Brasil, em diversas áreas, seja como músico de Jazz, pianista clássico, ou compositor, e tendo sido elogiado por grandes músicos do exterior. Já tocou e gravou com músicos renomados como Arismar do Espirito Santo ( multi-instrumentista ), Vinícius Dorin ( sax Hermeto Pascoal ), Toninho Horta, Ricardo Júnior ( tecladista ), Márcio Resende ( sax ), Cleivan paiva ( guitarra ), e participou de shows com Hermeto Pascoal além de dezenas de outros. Em incessante carreira musical, trabalha em inúmeros projetos simultâneos, que vão desde a manutenção de um website de apoio à música instrumental do Brasil, chamado "Portal do Jazz", ao diuturno trabalho de composição e arranjos. Após ter gravado com diversos artistas da música popular Brasileira, Dihelson Mendonça está gravando seu primeiro CD autoral, intitulado “A Busca da Perfeição”, um trabalho complexo e conceitual, que reúne músicos de diversas tendências, que variam desde o Jazz ao Rap, passando bela bossanova e a moderna música do Brasil, e que conta com a participação do mestre Hermeto Pascoal, dentre outros. Dihelson Mendonça possui uma extensa lista de mais de 100 composições instrumentais em diversos estilos, que abrange das formas eruditas aos trabalhos populares de vanguarda, tendo composto baiões, frevos, sambas, bossanova, valsas, mazurkas, além de estudos para piano, e até sonatas para piano e flauta e piano. Recentemente seu trabalho como compositor foi requisitado, ao compor a trilha sonora orquestral para um filme que ganhou diversas honrarias. Suas composições têm sido gravadas por muitos músicos, e suas parcerias, extensas, com músicos como o contrabaixista Luciano Franco, o tecladista Edson Filho, o guitarrista Cleivan Paiva, a cantora Fhátima Santos, a cantora Ana Canário, e o músico Haroldo Ribeiro, dentre inúmeros outros. Participou por 6 anos consecutivos do festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, recebeu diversos troféus pela sua atuação no campo musical, e suas composições para piano solo tem recebido elogios e encomendas de partituras por músicos renomados do exterior para gravar seu trabalho. Dihelson Mendonça recebeu também vários convites para viagens ao exterior, mas tem recusado boa parte, por achar que o momento certo se dará após o lançamento do seu CD "A Busca da Perfeição".

Francisco Saul Brito Gouveia – Bateria.

Nasceu em Juazeiro do Norte, no dia 21 de março de 1986, músico autodidata, baterista, percussionista e violonista, arranjador e compositor. Revelou seu talento ainda muito cedo, ao tocar numa bateria de lata, por ele construída quando tinha 13 anos de idade. Aos catorze anos, conheceu o seu melhor amigo, e seu primeiro instrutor de música, Laerlling Borges (Karranca), que lhe mostrou os primeiros passos da técnica e rundimentos. Aos 15 anos, começou a tocar na noite caririense, ao lado de músicos como João Neto (baixista), parceiro até hoje. Tocando na noite, conheceu grandes músicos, tais quais: Ibbertson Nobre, Manoel D’Jardim, Cleivan Paiva, entre outros. Com 17 anos, tornou-se amigo de Dihelson Mendonça, sendo apresentado por João Neto ( contrabaixista ). Desde então, trabalhou com grandes nomes da nossa música popular, regional e nacional. Hoje, Saul Brito busca elaborar o seu primeiro disco, com canções de sua própria autoria. É considerado pelos músicos como uma das maiores revelações da bateria dos últimos 20 anos no nordeste.


João Ferreira Neto – Contrabaixo
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38 anos, nasceu em Senador Pompeu, Ceará. Seu primeiro instrumento foi um bandolim. Em seguida, cavaquinho, violão, trompete e clarinete. Porém, logo descobriu que sua paixão era o contrabaixo elétrico. Desde então, iniciou sua carreira musical, viajando pelo país e conhecendo músicos de toda parte. Tocou com grandes músicos do estado do Ceará, tais como: Dihelson Mendonça, Cleivan Paiva, Zé do Norte, Adelson Viana, Saul Brito, Di Stéffano, Luciano Brayner, trio Zero Grau, dentre outros. Compositor perfeccionista, João Neto é também um grande virtuose no seu instrumento.

O Show:

No show, com cerca de uma hora de duração, composições do próprio trio, sambas, bossanova, Jazz, grandes clássicos da MPB, além de diversos trabalhos experimentais.

Divulguem - Avisem aos Amigos!
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EM DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA E O DIREITO DE RESPOSTA

A Delegacia Regional do Sindicato dos Radialistas do Estado do Ceará, vem a público manifestar nossa preocupação quanto ao papel da imprensa e à livre manifestação da opinião. A orientação que passamos e o que temos discutido com os radialistas do Cariri, de forma específica, é que temos que pautar nossas ações no intuito de bem informar a sociedade, sempre noticiar a verdade.

Os radialistas têm um papel importante na sociedade. Estamos em nosso cotidiano em contato com as pessoas, com os mais avariados setores sociais, em busca de notícias, de fatos, de informações. Portanto, é inerente à nossa atividade, além de repassar a informação, emitir nossas opiniões. Sem essa liberdade da sociedade se expressar, emitir uma opinião, dar o seu parecer, fica tolhido o direito de bem informar.

Nesse sentido vimos através desta, registrar nossa preocupação, quanto ao fato de que nos últimos meses sentimo-nos diminuídos em nosso poder de informar, em face de um repórter, o Sr. Antonio de Tarso Araújo Bastos, estar respondendo na justiça a uma acusação de difamação impetrada pelo Exmo. Promotor de Justiça da Comarca do Crato, Dr. Antonio Marcos da Silva de Jesus.

Não podemos também concordar que um agente público não aceite críticas, e utilize da força do cargo para agir sob a égide da imposição do silêncio. Solicitamos o bom senso do Promotor Dr. Antonio Marcos da Silva de Jesus diante do fato, em retirar qualquer queixa e ficar ciente de que as críticas para quem tem cargo público, seja ele qual for, sempre existirão, como também deve existir maturidade para recebê-las.
Ao mesmo tempo, conclamamos a sociedade para que se manifeste em defesa da liberdade de imprensa, da liberdade de opinião, do direito de informar às pessoas e à essa mesma sociedade.

O Estado Democrático de Direito permite a crítica, permite o direito de resposta, que o Promotor, em questão, não quis usar, preferiu uma pendenga judicial, uma batalha nos tribunais, a força, do que o simples diálogo.

SINDICATO DOS RADIALISTAS DO CEARÁ DELEGACIA REGIONAL DE JUAZEIRO

ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA CRÔNICA DESPORTIVA DO ESTADO DO CEARÁ – APCDEC REGIONAL CARIRI