16 maio 2008

Apelo


Teus cabelos não são cordas
Nem fumo de rolo fumado
És uma rapunzel solitária
Nessa selva de homens brutos

São seis ou sete anos
Que nós humanos perdemos
Ou melhor ganhamos
Nossa credencial pro inferno

E lá, talvez tardiamente arrependidos,
Iremos lembrar o que essa guerrilha machista e marxista fez e faz
Em nome de uma ideologia e de um comandante fulano de tal
Que mereceria ser enforcado com suas próprias tripas
Para poupar seus cabelos de seda
Que representam a solidão e a sabedoria
De uma mãe sem filha
De filhos que perderam a mãe
No exílio e vítima, quase morta
Mas que teima em ficar viva

Libertem essa mulher
Antes que todos os vírus
Encetem uma campanha
Pra aniquilar a sordidez
De uma política sem vez, sem Homens, e dignidade nenhuma