08 março 2008

Dia do homem!!!???

Bem poderia pensar, hoje é o dia do homem!!! Do homem que tem por felicidade, uma mulher em sua vida! Parabéns a todas as mulheres, as guerreiras, as tenras, de todas as cores, de todas as raças, de todos os credos...


Foto: Pachelly Jamacaru

Hoje no DN - Mulheres ampliam atuação profissional

Cariri

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Elizete tornou-se a barbeira mais procurada de Ponta da Serra e conquista clientela fiel (Foto: Antônio Vicelmo)

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Auricélia monta e desmonta carburador, troca correntes e pneus. Destaca-se na mecânica de motos

No Dia Internacional da Mulher, elas provam novos talentos em profissões tidas como privilégio dos homens

Crato. O grito de independência vem do povoado de Ponta da Serra, a 20 quilômetros do Crato. Ali, as mulheres estão ocupando funções que antes eram privilégio dos homens. Quem imaginaria que numa pequena comunidade arraigada a preconceitos seculares, alimentados por uma sociedade rural machista, uma mulher assumisse a profissão de barbeira, ou mecânica de motos. A dona-de-casa, Elizete Lopes da Silva, quebrou o tabu. Instalou no seu salão de cabeleireira, na sala da frente de sua casa, na Rua José Augusto Siebra, uma cadeira de barbeiro.

“Armada” de navalha, pincel e creme, Elizete tornou-se a mais procurada barbeira de Ponta da Serra. “Tem gente que vem de longe à procura dos seus serviços. Ela é cuidadosa, tem uma mão leve e cuida de outros detalhes como, por exemplo, corta os pêlos do nariz e das orelhas”, diz o advogado José Dionísio, um dos seus mais assíduos clientes.

A profissão de Elizete não causa nenhum ciúme ao marido, Aldemir Ferreira, conhecido como “Catingueira”. “Eu a deixo aqui cercada de machos e vou jogar baralho tranqüilamente na certeza de que ninguém vai desrespeitá-la”. Foi com o próprio Aldemir que Elizete aprendeu a tirar barba. O marido sempre saia de casa para o barbeiro. A mulher entendeu que podia fazer este trabalho. Daí pra frente foi uma “mão na roda”.

Com a mesma força de vontade de Elizete, a dona-de-casa Auricélia Pinto Gomes, conhecida por Célia, assumiu outra profissão que não é comum para mulheres. Ela é mecânica de motos. Monta e desmonta carburador, muda corrente, coroa e pião, troca pneus, remenda câmara de ar e mexe na parte elétrica. Célia diz que a única atividade que não faz é reparo de motor.

Aprendeu tudo com o marido que montou sua oficina e casa de peças na sala da frente de sua casa, numa esquina da Rua de Ponta da Serra. Para monsenhor João Bosco Cartaxo, vigário do distrito, o comportamento dessas “mulheres guerreiras” é um exemplo de luta. O padre lembra que “antes a mão-de-obra tinha sua residência focada nos espaços privados dos lares, mas que por razões primeiramente econômicas e posteriormente ligadas à alteração de postura do contingente feminino, passou a buscar novos espaços na configuração desta sociedade”. Monsenhor Bosco ressalta que três mulheres da comunidade estão construindo três capelas em sua paróquia

Delegada

A economia do distrito de Ponta da Serra está entregue às mulheres. Enquanto os homens se dedicam à agricultura, elas exercem o comércio. De acordo com levantamento feito pelo Conselho Comunitário do Município, o segmento feminino domina 90% das atividades comerciais. Até a segurança do povoado é entregue a uma mulher. É Marinete Belizário Correia, conhecida como “Delegada”, que responde pelo Grupamento de Policia Militar na região.

O posto policial onde Marinete dá expediente, localizado ao lado do cemitério, foi cedido pela paróquia. Lá a “Delegada” registra Boletim de Ocorrências, atende a chamado de urgência e efetua prisões correcionais. Nos fins de semana, quando o destacamento se desloca para o povoado, ela recebe os policiais com um jantar por conta própria. Esta sua preocupação com a segurança lhe valeu o troféu de “Amiga da Polícia”, ostentado numa das paredes de sua casa. O sonho de Marinete é a instalação de um efetivo policial no povoado. Ela lembra que esta reivindicação vem de longe.

Fonte: Diário do Nordeste - www.diariodonordeste.com.br

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Sempre Alerta!


Desses três representantes do escotismo em Crato, um foi identificado. É o primeiro da direita para esquerda. Todo e qualquer bom cratense de meia-idade pra frente, o reconhecerá. É José TOMÉ dos Santos, filho caçula de Chico Soares e Dona Antonieta. Irmão de Chico Pão.
Tomé, como era conhecido pelos inumeráveis amigos, foi uma das personalidades mais marcantes e queridas da cidade. Professor de natação, praticamente, em todos os clubes de lazer da cidade (SESI, SESC, Tênis Club, Grangeiro, AABB etc), sendo responsável pela formação de várias gerações de atletas e diletantes. Presidente da FUMDEL - Fundação Municipal de Esporte e Lazer do Crato (1998-2000), nas gestões de Raimundo Bezerra e Moacir Siqueira, onde realizou uma gestão rica de eventos e programas de inclusão social, tendo como público-alvo as crianças em estado de risco. Presidente do Crato Esporte Clube em 1999, quando o time pequizeiro disputou a primeira divisão do campeonato cearense, e, a despeito de ser rebaixado, foi protagonista de uma arrojada e corajosa campanha .

Esta é uma homenagem saudosa àquele que foi um dos mais entusiastas cratenses e homens de bem que esta cidade conheceu.
Tomé faleceu em 19 de julho de 2000, após submeter-se a uma delicada cirurgia cerebral, em Fortaleza.