03 março 2008

Motoristas em alta velocidade na ladeira da Rua Carolino Sucupira - Por Yuri Lacerda

Olá Dihelson,

Tudo bem? Como o Blog do Crato é um veículo que possui uma grande repercursão e é um lugar para postarmos sugestões para a melhora da nossa querida cidade, venho por meio deste fazer um pedido para que as autoridades resolvam dois problema que há na ladeira da rua Carolino Sucupira, aquela de quem desce do bairro Ossian Araripe (Caixa D'água) para o centro da cidade.

Por ser a rua principal que quem desce dos bairros Ossian Araripe e Parque Granjeiro esta tem um movimento intenso de carros durante o dia. Nesta, também há um grande número de pedestres que transitam em direção ao centro e ao bairro Pimenta. Dentre estes muitos são estudantes que se deslocam para o Colégio Estadual Wilson Gonçalves, Colégio Estadual Paraíba, Colégio Teodorico Teles, URCA, etc.

O primeiro problema que venho salientar é de que na metade da ladeira para cima simplesmente não há nenhuma calçada para que estes pedestres que lá circulam possam andar com a mínima segurança que deveria, sendo obrigado trafegar pelo asfato por meio dos carros.

O segundo problema é não haver nenhuma forma de redução de velocidade para estes motoristas que descem em absurdas velocidades. Quem quiser conferir, basta passar alguns instantes lá observando e verão facilmente motos e carros descendo a mais de 80 km / hora o que já faz ocasionar muitos acidentes no cruzamento ao "pé da ladeira". Sei disso por que minha casa é lá pertinho e cansei de ver batidas. Quem mora na ladeira e no quarteirão abaixo para tirar o carro da garagem sofre risco de vir um carro ou moto em alta velocidade e ocasionar acidentes graves.

Seria bom se alguém pudesse registrar filmagem ou fotos e postar aqui no blog para confirmarem os dois problemas que argumentei, como não estou na cidade não poderei fazer isto.

E para solucionar isto através de simples soluções:

1o. Problema - Calçadas para os pedestres

2o. Problema - Lombada eletrônica ou Lombada de verdade (Não aqueles quebra-molas sem vergonhas que qualquer carro grande passa a mais de mil) no alto e embaixo da ladeira.

Acho que só colocando as lombadas já ajudaria muito a solucionar os dois problemas! Sr. Prefeito estou confiando que poderá nos ajudar a solucionar este problema.

Dihelson agradeço a oportunidade do Blog do Crato para ajudar a resolver estes problemas que pode ajudar um pouco na melhora de nossa cidade.

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Abraços,
Yuri Lacerda
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Nota: Farei o possível para levar ao conhecimento das autoridades competentes essas reivindicações, que são extremamente pertinentes. Creio que elas deverão se sensibilizar aos nossos apelos, como já o fizeram antes com outros assuntos importantes.

Um grande abraço,
E reivindique, cobre pelos erros, democracia é isso. Para isso é que essas pessoas estão lá, para resolver os problemas da comunidade, mas para isso é preciso que haja esse canal de comunicação entre o povo e o poder. E estamos aqui pra tentar facilitar essa segunda parte.

Dihelson Mendonça
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O Aniversário do Poeta Marginal chegou !



Opa!!!!!

Ele não é singular nem plural. Ele não veio explicar. Ele veio confundir. Adora quem o detesta. Assim é que funciona a cabeça desse "maluco" maravilhoso chamado Wilson Bernardo.
Quero aqui deixar registrada a passagem de aniversário de natalício ( essa é nova ), desse grande, genial, e polêmico poeta Wilson Bernardo, que transcorreu no último sábado. Na verdade, as comemoraçãoes se estenderam de sexta à Domingo.

Um grande abraço, Wilson Bernardo. Receba os calorosos parabéns da turma do Blog do Crato. E aí, Wilson, não tem um poema pra esse dia ??

Nota:
Respondendo à nossa pergunta, Wilson Bernardo nos enviou esse poema de aniversário:

NOS REVER NA IDADE PLENA.

No limite das idades,estamos
a esperar o nascimento das frutas.
O que faz a juventude plena
conservar ternura
confiar nas tardes
confinar dentro das conservas
o que se espera dos anos.
Festejar a certeza de tempos envelhecidos.
Os pomares são confiantes
em suas funções no amanhecer
das mesmas, o amadurecimento da velhice.
A carne consumada no apodrecer dos mesmos.
Envelhecer com a sabedoria dos infinitos
de que a existência será sempre indefinida.
O definir dos que parebenizam
tardiamente as idades envelhecidas
na sensação da impotência que os anos anunciam.

Wilson Bernardo
terça 04 de março de2008
ai está o poema alusivo a meu aniversário.

Por: Dihelson Mendonça
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Hoje no DN - Crato - Alfaiates resistem à indústria de confecções

MODA MASCULINA


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Audísio Gomes ainda trabalha como alfaiate no município de Brejo Santo. Ele reconhece a dificuldade de concorrer com as indústrias de confecções (Foto: Antônio Vicelmo)

Ter uma roupa bem cortada ainda faz com que muitos homens procurem os poucos alfaiates no Cariri

Crato. As velhas e românticas alfaiatarias, que ditavam a moda masculina, nas cidades do Interior, estão desaparecendo. A automação das confecções de camisas, calças e paletós, acabou com a costura sob medida. Restam somente ateliês que fazem consertos. No Crato, que já contou com mais de 15 alfaiatarias, não existe mais nenhuma. A última delas, fechou no ano passado, depois de mais de 50 anos em atividade, com a morte de José Thomaz, último remanescente de um grupo de artistas da tesoura.

Porém em Juazeiro do Norte, ainda sobrevive o alfaiate José Ivan, no Centro da cidade. E em Brejo Santo, um velho alfaiate, com mais de 70 anos, resiste heroicamente ao poderio da indústria de confecções.

É Audísio Gomes Santana que, apesar da crise, mantém sua alfaiataria no Centro da cidade. Ele diz que é difícil concorrer com as indústrias de confecções. “Você compra uma camisa pronta nas lojas por apenas R$ 15,00, enquanto eu cobro o mesmo valor só pela costura”, ressalva.

Audísio, que já empregou seis auxiliares, hoje trabalha sozinho. Atende a uma clientela formada geralmente por pessoas idosas, que preferem uma roupa personalizada. Ele diz que, para o exercício da profissão, não há exigência de formação profissional. “É uma típica atividade na qual a prática forma o profissional, é o que chamamos de livre formação”.

Entretanto, aconselha, é recomendável qualificar-se por meio de cursos, e saber usar máquinas de costura e de acabamento. O profissional deve manter-se atualizado sobre as tendências da moda. Um bom alfaiate, normalmente, desenvolve uma clientela cativa, e são considerados “consultores de moda”, sugerindo e orientando seus clientes no uso adequado de tecidos, cortes conforme tendência de moda e características pessoais.

Não basta somente o conhecimento. A profissão, segundo Audísio, exige boa visão, capacidade de comunicação, habilidade manual, interesse por moda, raciocínio espacial desenvolvido, senso estético, concentração e atenção a detalhes. Na maioria das vezes recebem o tecido e o desenho do modelo para executar, mas podem também fazer sugestões.

Alfaiates são profissionais que desenham, cortam, costuram e reformam roupas. Há os que trabalham como autônomos, atendendo clientes em casa ou costurando peças por encomenda, e os que são empregados de indústrias de confecções, nas linhas de montagem de roupas. Podem ainda trabalhar em lojas, efetuando consertos, alargando ou ajustando as peças prontas ao corpo do cliente, ou na confecção de figurinos para espetáculos. Já os alfaiates tradicionais têm seu próprio ateliê.

O mercado de trabalho para alfaiates é exclusivo do setor privado e bastante competitivo. Não há dados disponíveis sobre o número de alfaiates no País, mas os sindicatos afirmam que há muito mais profissionais do setor do que postos de trabalho. A automação e a concorrência dos produtos importados de boa qualidade e baixo preço afetam a indústria de confecções, com reflexos no mercado de trabalho.

Executivos exigentes

Também, deve ser considerado que excelentes profissionais, os chamados “alfaiates tradicionais”, seguem “customizando” ternos e camisas para o mercado de executivos mais exigentes, que querem um corte de terno impecável e personalizado.

A palavra alfaiate, assim conhecida na língua portuguesa, é derivada do árabe “alkhayyát”, do verbo “kháta” que significa coser. A profissão é das mais antigas do mundo.

Desde os primórdios, no Egito, posteriormente na Grécia e também em Roma, durante a Idade Média e Renascença, foi das mais importantes pela influência de seus exercentes no âmbito social dos que bem vestidos se apresentavam.

Antônio Vicelmo
Repórter

SAIBA MAIS

Características
Diferente do que é conhecido, a profissão de alfaiate é classificada da seguinte forma:

Mestre-alfaiate
Profissional que também pode ser o proprietário do estabelecimento, habilitado quanto às medidas, corte, preparo e ultimação das peças do vestuário.

Contra-mestre
Profissional que auxilia o mestre-alfaiate e se dedica a tirar medidas, fazer moldes, cortar tecidos e provar as peças do vestuário.

Ajudante de contra-mestre
Profissional que corta os tecidos, usando moldes, ou sob orientação do contra-mestre.

Oficial-alfaiate
É o oficial que costura as peças do vestuário.

Oficial de paletó
É o oficial que confecciona o paletó completo ou peças a rigor como: diner-jaque, fraque e casaca.

Meio-oficial
É o aprendiz de oficial, que auxilia costurando pensas, fazendo bolsos, frentes, ilhargas e mangas.

Ajudante
É o aprendiz que faz o ponto mole, chuleia, acolchoa entretelas, lapelas e baixo de gola. Já o coleteiro é o oficial que confecciona todos os tipos de coletes, ficando o calceiro como o oficial que confecciona todos os tipos de calça.
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