28 janeiro 2008

Ao General de Pijamas

Caro General vi o seu rastro num destes forúns da internet. Estou com problema parecido ao que você tinha da época. Tenho uns arquivso .ape e .cue do Thelonius Monk e não consegui ouvir no computador. Pesquisei e vi que alguém te deu uma solução a qual repeti e não funcionou. Você poderia me dar uma dica pelo meu e-mail?

Festival: ALÉM DO JAZZ

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto se apresenta na escadaria
da Igreja Matriz, em pleno sábado de carnaval: encontro de linguagens
(Foto: Elizângela Santos)

Rodolfo Forte no festival passado (Foto: Thiago Gaspar)


Os pífanos dos Irmãos Aniceto e os acordeões dos alunos de Rodolf Forte levam outras cores e sonoridades ao Festival Jazz & Blues

Assim como os shows na escadaria da Igreja Matriz, os cortejos no fim da tarde fazem parte da história do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga. Este ano, o público que subir a serra em busca das harmonias sofisticadas e da improvisação do jazz, das melodias pungentes e rascantes do blues poderá também mergulhar em outras sonoridades e referências culturais. A apresentação dos Irmãos Aniceto e o cortejo com o grupo de acordeonistas comandado pelo professor Rodolf Forte são exemplos dessa vertente mais plural - e menos purista - do evento.

E se é assim, não é de se estranhar que o festival receba convidados como a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, ícone da cultura popular nordestina tradicional, que divide opiniões como rótulo, mas sintetiza bem a atenção que há algum tempo essa produção vem recebendo da mídia, do poder público e da comunidade acadêmica. Tanto que o grupo de músicos que fabricam seus próprios instrumentos e mantêm as origens de dedicação ao trabalho rural, no município do Crato, região do Cariri, já se acostumou a ser destacado em celebrações das mais diversas, shows no exterior, homenagens e solenidades. Entre elas, a da entrega da Ordem do Mérito Cultural, em novembro último em Belo Horizonte, feita pelo presidente Lula ao mestre Raimundo, primeiro pífano da bandinha formada por Antônio (pífano), Cícero (caixa), Joval (pratos) e Adriano (zabumba).

“Tá tudo pronto pra gente ir lá. Já tamo com os pife pronto pra levar e com três qualidades de farda nova. A gente é prevenido”, avisa mestre Raimundo, por telefone, desde o Crato que, para sua satisfação, vem acolhendo as chuvas de começo de ano. “A invernada aqui tá uma maravilha, viu? Tá bom demais, chovendo direto. A roça tá 100%, arroz, milho, feijão, fava, tá uma jóia. Tô cuidando agora, pra na viagem a gente estar mais livre”.

A apresentação na serra, marcada para o fim de tarde do sábado de carnaval, após o cortejo do grupo Tambores de Guaramiranga, chega no momento em que os Aniceto, que já contam com registros em discos produzidos pelo cantor e compositor Calé Alencar, se preparam para gravar seu primeiro DVD. Será no Theatro José de Alencar, com direção do cineasta Sérgio Rezende e palco dividido com a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho. Antes, levam seu baile de cores, gestos e sons ao carnaval jazzístico do Maciço de Baturité. “Lá é um frio danado, né? Diz que tem um cortejo lá, e depois uma representação. Eu penso que vai ser bom demais, viu?”, aposta mestre Raimundo.

Com a mesma naturalidade, fala do projeto com a orquestra. “Já fizemos com eles já umas duas vezes lá no teatro. Mas agora a gente vai passar uns dois dias fazendo a nossa tocada pra eles pegar e fazer o CD”, diz mestre Raimundo. “Tocar com esse povo todo em cima do palco é meio danado, porque eles tocam na letra (partitura), e nossa letra é na cabeça. Então tem que fazer um ensaio pra eles pegar nossas coisas, e nós as deles. Dá um trabalhim, mas a gente consegue”.

E esse negócio de jazz e blues? “Não tô por dentro ainda não. Quando chegar lá a gente sabe como é”, diz Raimundo, cuidando de preparar a apresentação da bandinha. “A gente vai fazer uma parte do nosso pé-de-serra, do folclore, uns benditos das Igrejas... Por aí vai. A gente tem muita coisa boa. O ‘Baião trancelim’, ‘O cachorro, o caçador e a onça’... Vamos fazer uma partezinha do ‘Pulo da cobra’, se der tempo”, promete, contando que as apresentações costumam ser mais rápidas do que o grupo gostaria. “Se der tempo a gente representar tudo, é uma maravilha, é bom demais. Mas os shows, quase não dá nem tempo a gente representar o que a gente sabe. É dois numerozinho, aí tá bom. Meia horazinha”, alfineta. “O nosso show mesmo pega umas duas horas de show. Aí interrompe os outros, né? Se deixar, nós toma a festa todinha”. Então, está lançada a deixa.

SERVIÇO: Os Irmãos Aniceto se apresentam no sábado, 2/2, às 17h, na escadaria da Igreja Matriz de Guaramiranga. Mesmo horário do cortejo de acordeonistas com Rodolf Fort na terça, 5/2. Informações: 3262-7230 e http://www.jazzeblues.com.br/.

Devoção ao acordeão

Dividindo seu tempo entre o próprio trabalho de performance e a educação musical de jovens e adultos, o acordeonista Rodolf Forte é daqueles músicos que não se cansam de praticar, na lida de melhor dominar os segredos e as possibilidades do instrumento. O estudo é uma sempre-tarefa encarada com prazer de quem ama o que faz, mas também com uma boa carga de disciplina. “Nós sempre estamos devendo. Quem não pensar assim sepultou-se como instrumentista. É uma dedicação total”, sentencia, dando pistas das dificuldades enfrentadas. “Dos instrumentos portáteis, o acordeão é o mais problemático, no sentido da disciplina, porque já começa a dificuldade em relação ao peso do instrumento. O mais difícil não é tocar bem; é ter disciplina”.

Todo esse rigor, porém, não entra em descompasso com o carisma de Rodolf no palco, conforme demonstrado na edição passada do Festival Jazz & Blues. Na ocasião, o sanfoneiro conquistou o público em uma memorável apresentação na escadaria da Igreja Matriz. Além de demonstrar as possibilidades sonoras da sanfona, Rodolf também recebeu no palco Glorinha Gadelha, viúva de Sivuca, homenageado no festival de 2007, pouco tempo após o falecimento do acordeonista paraibano. “Eu fiquei muito emocionado. Todos os dias eu faço aqui um curativo na ferida da saudade. Fui muito ligado àquela figura, e nós perdemos assim um referencial enorme, pela dignidade humana e pelo músico que ele foi. Fiquei muito feliz em homenagear meu mestre”, relembra.

Este ano, na terça-feira, 5 de fevereiro, Rodolf puxa pelas ruas de Guaramiranga um cortejo de 20 acordeonistas, seus alunos do município de Guaiúba, município conhecido por “Portal da Serra”. O grupo sai da escadaria da Matriz no final da tarde, após a apresentação do grupo de Fortaleza do projeto Novos Talentos, e segue até a praça do Teatro Rachel de Queiroz. “É uma inovação, uma experiência de quebra de preconceitos, de proximidade das pessoas com o acordeão, em um festival de jazz. O acordeão, embora seja um instrumento corriqueiro na cultura nordestina, as pessoas estão próximas mas ao mesmo tempo distantes. Muita gente ignora a universalidade do instrumento”, afirma Rodolf. “Por décadas, o acordeão foi banido de festivais de música, por puro preconceito. Hoje está de volta, até a festivais eruditos”.

Ressaltando a riqueza da sanfona como “o primeiro sintetizador da música ocidental”, Rodolf destaca que mesmo bons instrumentistas destoam do potencial do acordeão, em sua forma mais tradicional. “Tenho visto pessoas fabulosas, mas que tocam como um teclado de fole. Não evidenciam o concerto, o uso correto do fole, dos timbres do instrumento, dos registros. E o sacudir do fole, a criação feita basicamente por Luiz Gonzaga, que foi também um grande instrumentista”.

E quanto à sanfona em um festival de jazz? “Eu encaro com a maior alegria, porque o jazz é um estilo musical que se emprega em todos os outros. Você pode tocar a 7ª. Valsa de Chopin e depois fazer mil e um adendos, como pode tocar Luiz Gonzaga e jazzificá-lo. Festival de jazz tem que ter essa abertura, porque o jazz está em toda música”. (DM)

DN: CADERNO 3(28/01/2008)

DALWTON MOURA
Repórter

Lançado Blog "Sociedade Cratense" - Fatos e Fotos...


Olá, Amigos,

É com grande satisfação que lanço o Blog "Sociedade Cratense", parte do Blog do Crato que reúne toda a coleção de reportagens sociais, eventos, mexericos, festas, badalações, e todas aquelas bobagens que vcs já estão cansados de saber... rs rs. Bem, o Crato é uma cidade cheia de badalações ( que os diga os colunistas do passado como Lindemberg de Aquino ). E, claro, cheia de eventos importantes também, afinal. Os eventos que eu puder registrar através da minha cãmera, e aquelas sequências imensas de fotos que de forma alguma poderiam ser publicadas aqui no Blog do crato, serão publicadas lá no "Sociedade Cratense".

Ah, o endereço é:

http://sociedadecratense.blogspot.com

Abraços a todos,

Dihelson Mendonça
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