27 janeiro 2008

Postagem número 1.000


Olá, amigos,

Esta é a postagem número 1.000 do Blog do Crato.
Creio que é opinião de todos que constróem esse website, mais de 42 escritores, que é uma grande conquista estarmos aqui reunidos, todos com um único ideal: mostrar o que o Crato tem de melhor para o mundo, discutir seus problemas e encontrar soluções. E nesse sentido, creio que estamos no caminho certo. Resta continuarmos, conseguir mais aliados para essa luta, e buscar o apoio das autoridades e das leis às nossas causas. Que as pessoas que se constituem no poder, possam estar sempre em sintonia do bem-comum, para fazer do crato uma cidade-modêlo, em todos os aspectos de uma cidade de gente civilizada.

Por: Dihelson Mendonça

Crato, cidade visualmente poluída !


Crato, cidade poluída de todas as formas: visual, auditiva, química em seu rio principal...
Mas ainda assim, é essa a cidade que amamos e que queremos o melhor para ela.
Acima: o retrato da poluição visual no centro da cidade.
O Sr. prefeito Samuel Araripe, ou os vereadores bem que poderiam criar uma lei acabando com essa poluição a exemplo do que se fez recentemente na cidade de São Paulo. uma cidade mais bela, menos poluída visualmente.
Os empresários bem que poderiam colaborar com a medida, ajudando a cidade !
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Notícias:


Prefeitura distribui 30.600 livros didáticos

A Prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria de Educação distribuiu entre as escolas da rede pública municipal a quantia de 30.600 livros didáticos.

Os livros foram fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Crato e o Plano Nacional do Livro Didático – PNLD programa desenvolvido pelo Ministério da Educação.

Com isto todas as escolas iniciarão o ano letivo com livros disponíveis, viabilizando um melhor aproveitamento pedagógico por parte dos alunos.

Fonte: website oficial da PMC.

MPF propõe ação de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Várzea Alegre

O Ministério Público Federal propôs, na Justiça Federal de Juazeiro do Norte, ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Várzea Alegre José Eufrásio Nogueira e José Sátiro de Oliveira Júnior, ex-presidente da Comissão de Licitação do município, localizado a 470 quilômetros de Fortaleza. A ação foi motivada por irregularidades no cumprimento de convênio para a construção de um açude. Em dezembro de 2004, a prefeitura de Várzea Alegre firmou convênio com o Ministério da Integração Nacional para a construção do açude do Medo, na comunidade Fantasma. Conforme o documento, o Ministério repassaria ao município R$ 150 mil diante de uma contrapartida de R$ 7,5 mil. Ainda em dezembro daquele ano, em cumprimento ao acertado no convênio, o Ministério da Integração repassou o recurso de R$ 150 mil para a conta aberta para a execução do convênio. O dinheiro foi sacado no dia 30 de dezembro de 2004 - penúltimo dia do mandato do ex-prefeito José Eufrásio Nogueira, como destaca o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior. A empresa OAP Construções Ltda, responsável pela obra, recebeu da prefeitura R$ 133.837,56. O pagamento foi executado antes mesmo da empresa dar início aos trabalhos de construção do açude, o que contrariou as normas estabelecidas no contrato firmado entre a administração municipal e o Ministério. A prefeitura de Várzea Alegre contratou a OAP Construções Ltda, sem a realização do devido procedimento administrativo. José Sátiro foi o responsável pelo processo de dispensa de licitação para a contratação da empreiteira que executaria a obra. Além disso, um dos cheques utilizados para sacar o dinheiro do convênio foi emitido no nome de José Sátiro. Ficou constatado pelo Ministério da Integração, por meio de diligência, que a obra não foi executada como previsto no contrato de convênio e que deixaram de ser aplicados recursos na ordem de R$ 43.594,68. O sangradouro foi construído menor do que o projetado, e assim o açude corre sérios riscos de arrombamento, caso haja uma forte temporada de chuvas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior, ficou consumada a prática de improbidade administrativa com o enriquecimento ilícito, dispensa indevida da licitação, não cumprimento do Plano de Trabalho, o que acarretou prejuízo ao erário e não atingimento do objeto pactuado no convênio. Em valores atualizados até julho de 2007, o prejuízo chega a R$ 167.000,25.


Banco do Nordeste pretende aplicar R$ 133,2 milhões na Região do Cariri

O Banco do Nordeste apresentou no último dia 25, suas contribuições, ações e estratégias de atuação para o desenvolvimento da Região do Cariri cearense, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Regional do Cariri (CONDIRC). A palestra foi proferida pela superintendente estadual do BNB no Ceará, em exercício, Luiza Leene Holanda de Lima, no Auditório do Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte.

Segundo Leene, em 2007 o BNB injetou cerca de R$ 103,6 milhões entre recursos de curto e longo prazo em todo o Cariri Cearense, no período de janeiro a novembro. Desse montante, R$ 63,4 milhões foram de recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). “Em 2008, temos expectativas de contratarmos R$ 133,2 milhões, o que representa 28,5 % a mais, se comprarmos às aplicações do ano anterior”, explicou.

No âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram contratados R$ 23,9 milhões na região. “Nossa meta de aplicação para este ano é de R$ 26,0 milhões, ou seja, 8,5 % superior ao ano passado”, ressaltou Leene.

O BNB possui cinco agências no Cariri cearense: Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Juazeiro do Norte e Lavras da Mangabeira. Juntas, essas unidades atendem 32 municípios cearenses.


Por: Tarso Araújo - Radialista
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A Grande Defesa 1968 - Por: Hamilton Lima Barros - Recife



Amigos do Blog do Crato.

Segue esta pequena recordação de um cratense saudoso. A decisão de publicá-la fica ao seu talante. Sei que o presente tem prevalência sobre o passado. Um forte abraço, Hamilton Lima Barros.

A GRANDE DEFESA

A Quadra Bicentenário estava superlotada.
Era o ano de 1968.
Decisão do campeonato cratense de futebol de salão.
O Tênis Clube de um lado. Do outro a AABB.
O Tênis Clube era o xodó da cidade.
O goleiro Gilton, inexpugnável, o melhor goleiro do Brasil.
Paulo César e Zé Vicente, dois craques.
Gledson, o cérebro do time.
Bosco, o grande artilheiro.
O goleiro da AABB era Manga, seguro e corajoso.
Silvio era valente. Raça pura. Jogava pela direita.
O maior bicudo da cidade. Ninguém pegava um bicudo de Silvio.
Dequinha era um beque parado excelente.
Vicentão, a cabeça pensante. Prendia o jogo, esperando a hora de lançar a bola.
Do outro lado João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O chute de canhota de João Freire era indefensável.
O jogo estava encardido, já no segundo tempo.
A pequena torcida da AABB apoiava o time.
A grande maioria do Tênis Clube não parava um instante de gritar.
A bola fica com Vicentão.
Ele a esmaga com seu pé direito.
Silvio corre para receber o passe.
Vicentão espera um pouco.
Passa no momento certo.
O bicudo de Silvio é mortal.
Vai no canto esquerdo do goleiro Gilton, rasteiro e forte.
Ninguém sabe como acontece.
Todos olham para ver a rede balançar.
Gilton, como um gato, joga-se ao chão.
Consegue defender aquele chute indefensável.
Silencio total na Bicentenário.
Mas Gilton não consegue segurar a bola.
Ela volta para o pé canhoto de João Freire.
O diabo-louro, o fura-redes.
O chute sai violento. Alto, no canto direito do goleiro.
Gilton estava caído no canto esquerdo.
Acontece o impossivel.
Gilton empreende um vôo em sentido contrário.
Lá vem a bola. Direta para o gol.
Gilton traça no ar uma trajetória inacreditável.
Pula alto, com as duas mãos estendidas.
Uma bola de João Freire ninguém pega daquela distância.
Mas ele pegou.
E não defendeu, apenas.
Ele agarrou a bola.
Esticado, no ar.
E não se sabe como, antes de cair, ele dobra o corpo.
Cai contra o solo sagrado da Bicentenário.
A bola está com ele.
Ele se encurva, protegendo mais ainda o balão de couro.
Silencio total das duas torcidas por uma fração de segundos.
Ninguém chega perto.
Todos respeitam aquele momento sublime.
O grande goleiro supera o goleador.
Na cabine da Educadora eu não sabia o que dizer.
Sensacional! Extraordinário! Impossível!
Olhava para a cabine da Araripe.
Heron Aquino era só emoção.
Seu Eloi, com as mãos na cabeça, parecia não acreditar.
Cabral, ao meu lado, aparentava estar em transe.
Não houve gritos.
A platéia, após aquele silencio de respeito, inicia uma interminável salva de palmas.
É uma confraternização geral. É a apoteose.
Não existem mais duas torcidas.
Todos se juntam para homenagear aquele inesquecível momento.
A Quadra é invadida pelas duas torcidas.
Gilton levanta a cabeça, como acordando de um sonho.
O jogo está parado. Não há sentido continuá-lo.
O goleiro é carregado nos braços das duas torcidas.
E entre os que carregam Gilton estão:
Silvio, o homem do bicudo indefensável,
João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O resultado do jogo não interessa.
Foi o maior lance que vi e descrevi em minha vida de locutor esportivo.

Recife, 25.01.2008

Por: José Hamilton de Lima Barros

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Foto do meio da tarde

Foto do Sitio Rosto mirado pra Serra, neste domingo nublado que anuncia o inverno

O Carnaval da Saudade - Relembrando antigos Carnavais...

"São lembranças do carnaval que passou..."
Como já dizia a letra do nosso querido Abidoral Jamacaru, o evento de ontem no Crato Tênis Clube promovido pelo Kaika veio para resgatar toda a nostalgia dos belos carnavais de outrora, aquele carnaval de salão, sadio, de confetes, serpentinas, fantasias... nada deixou a desejar em brilho aos antigos carnavais do Crato Tênis Clube, e é muito bom saber que essa tradição continua, agora em novas mentes, com os mesmos propósitos. Na festa, muita gente bonita, muita gente conhecida, na verdade, o Crato É uma grande família. Ainda pude ver lá a presença marcante de Dr. José Flávio Vieira e sua espôsa, bem como a do nosso querido amigo L. C. Salatiel, que estava em mesa com Jefferson Albuquerque. Pude ainda ver a Profa. Diana Pierre, elém de diversas pessoas conhecidas cujas fotos estão em outra câmera que foi usada, mas que falta ainda trazer as fotos aqui para o Blog. Por enquanto estou divulgando essas mais para o final da festa. Peço desculpas se alguém não apareceu aqui no Blog, é que foram tiradas mais de 260 fotos, e é impossível publicar a de todo mundo do clube... rs rs rs...


Primeiramente, Salve, grande Kaika, organizador da festa. Do lado esquerdo, destaque para o Dep. Ely Aguiar.


A alegria foi realmente contagiante, ainda mais com esses dois recepcionando os convidados logo na entrada:

Muita gente boa e conhecida...destaque para o casal da direita, Mônica e Samuel Araripe, sempre prestigiando os eventos de resgate às tradições da nossa terra. Segundo me falou ontem Dr. Orestes: "Esta foi uma atitude de Mestre! eu admiro jogadas de mestre". Ao que eu perguntei o motivo, ele respondeu: "Samuel mostrou-se um verdadeiro cratense valorizando a Cultura e as Tradições. Aonde estão os outros?". Realmente, depois desse comentário fiquei a me questionar, porque as outras lideranças não se encontravam lá também apoiando a iniciativa, que ao meu ver, vem para resgatar a nossa tradição do carnaval da cidade.


Taí o homem: Isso é que é simpatia: Dr. orestes Guedes Alcoforado, muito bem servido...



Gatinhas...
Aí estão duas pessoas maravilhosas para mim, exemplos de simpatia, Ninha e Monkynha...


Aí, a Thurma...Iana, Gonçalo, a sua espôsa e Luiz Wellington.

Destaque para o Dep. Ely Aguiar ( à esquerda do pref. Samuel Araripe ) , que ao invés do que muita gente poderia pensar, ao vê-lo na TV como repórter enérgico e brincalhão, se mostrou ao vivo como uma pessoa muito educada, sério e antenado com os acontecimentos. Vale ressaltar ainda do lado direito o grande "Duda"...

E aí está, a orquestra maravilhosa de frevos. Gente que toca muito legal. Uma curiosidade sobre essa orquestra: Vcs não sabiam que o baixista adoeceu ontem de forma que ficou impossibilitado de tocar, e foi substituído de última hora pelo baixista "Milson" que estava por ali, de passagem e tirou de letra sem nenhum ensaio ? pois é, quem sabe, sabe!



Aí está o Milson, reparem que ele está sem a farda da banda, pois entrou de última hora:


Mais gente linda e alegre...



Olha só: Na hora da saída, às 04 da manhã quando todo mundo cansadérrimo ainda iria sair em passeata até a praça: Lá vem o prefeito Samuel Araripe parar para explicar a importância do reciclamento do Lixo para a cidade. Ah, não...isso é que é gostar de falar em trabalho...rs rs


Pois é, e assim e de outros 250 fotos a mais, é que aconteceu essa festa maravilhosa aqui em Crato. Espero que nos outros anos, esse evento sempre possa ser apoiado, e que a revitalização dos nossos costumes e tradições possa estar sempre na pauta de todos os governantes que passarem por esta cidade.


Abraços a todos que estiveram e se divertiram no CTC ontem.

Fotos: Dihelson Mendonça
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Entrevistei João de Barros

De passagem rápida pelo Crato, estive na Batateira ontem e me avistei com João de Barros. Mais velho, as abas dos olhar abaixadas como um toldo para o sol das tardes ensolaradas. João continua disposto, gaiato e malandro como desde sempre. Como velhos conhecidos a conversa recomeça do ponto em que deixamos na última vez em que estivemos juntos. O papo circula, faz a volta das bacias hidrográficas em que a cidade nasceu, cresceu e hoje é algo bem diferente como lembramos. A conversa emergiu para uma entrevista que prazerosa passo adiante.

João e o centro da gravidade? Ainda se encontra por ?

Nein pense nisto. Há munto que deixou de ser o centro e se desamontoou num bucado de coisa deferente. Ninguém nem sabe mais adonde fica o tá de centro. Num é mais no cinema, nas exposições, na festa da Penha e nem nas praça. Num teim mais uma pessoa de quem se possa pedir a opinião que seja a de todos. Nada existe pru modi ler que seja a escrita da verdade de ponto final. Num pregunte mais uma coisa dessa, pois vão cuidar que tu tá ficando abirobado.

E a novidade do final de semana?

De jeito e qualidade. Num tem mais novidade. O sábado é primo carnal da sexta e o domingo é o anúncio do defunto da segunda feira. Inté a feira num é novidade. É tudo de plástico, num teim mais a mistura de coisa de tributo deferente. Hoje tudo veim é duma frábica. E duma frábica . Antigamente vinha da bebida nova, da Baixa Danta, do Ouricuri, do Exu, do Potengi, deste mundo de vereda afora. Agora não é tudo o mermo.

Mas tem para onde ir? Não tem?

Tem um ruma de canto pru modi ir. Tá tudo aqui mermo. Liga a televisão e mude de canal que tu passeia é por munto canto. que tu num faz nada. espia. Os outros é qui fazem o deferente, tu é cuma riqueza de pobi é a merma de tresantonti, de onti e de amenhã.

E nem a missa?

Podi. Isso podi. Num farta é escoia. Teim missa de padre, teim missa de pastor, teim missa de pais de santo, teim missa de baixa espírito. Isso num farta, mas é cuma riacho seco. Tu num vai pru modi beber água, tu vai é pru modi lamentar a sede do dia-a-dia.

E prá beber uma?

Eita macho véi. Isso é uma fartura de Deus me livre. Um prédio não e outro sim que é uma bodega. Em casa a geladeira se tiver um mil réis o que num falta e álcool prá rodar a cabeça que num gira mais. E agora pru aqui tem a maconha, o menino ficam mansim. Se entope daquela fumaça e os ói ficum tudo bambo.

João, resuma tudo.

Num tem mais centro, num tem prá onde ir. É tudo aqui mermo na cabeça parada do camarada. Eita mundo besta, eu pensei que um dia ia dar nisso.

Aviso: as palavras de João estão ditas como ele diz.