15 janeiro 2008

O PEQUÍ NOSSO DE CADA DIA!

Não é atoa que o cidadão natural de crato é também conhecido por “Pequizeiro”. O município de Crato é de longe o maior a maior produtor da região do Cariri com 1.684, toneladas, segundo consta em informação colhida pelo jornalista Antonio Vicelmo. O Município do Cariri como um todo, produz nada mais nada menos do que 2, 3 milhões de toneladas. O melhor de tudo, é que por capricho da natureza, o Pequí não tem sua safra regular, ou seja, ela principia pelos terrenos arenosos do Sítio São José, em seguida dar-se notícias dos Pequís do Cruzeiro nas proximidades do Destrito de Sta Fé em Crato, passando para a Serra do Araripe, Barreiro Grande e acredita-se, que finda lá pelo município de Jardim, numa localidade conhecida por Barreiro Novo, onde acontece uma festa de despedida da safra. Assim sendo, é muita genorosidade desta mãe natureza, não? Eu que não sou besta, congelo em torno de mil Pequís, então tenho Pequí o ano todo! Sou o pequizeiro numero um, até que se prove em contrário, rs rs rs
Veja um ensaio sobre o tema em fotografias...






Alguma dicas:
• Deve ser levado a boca para então ser "raspado" - cuidadosamente - com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada e parar antes que os espinhos possam ser vistos.
• Jamais atire os caroços ao chão: eles secam rápido e os espinhos podem se soltar.
• A castanha existente dentro do caroço é muito saborosa; para comê-la, basta deixar os caroços secarem por uns dois dias e depois torrá-los.
• Importante: sob quaisquer circunstância, jamais morda o caroço.
• Com Baião de Dois ou a lá Pequizada, é tentação, é tradição!
• Segundo fontes extra-oficiais, o verdinho é muito afrodisíaco!!!

Bendito és o fruto que és,
Aonde a pé se vai aos pés,
Quando ainda a flor bela nas alturas,
Em romarias as abelhas vão...
Quando se quer dar,
Quedas ao chão,
E aí, vão os homens em procissão!


Fotos: Pachelly Jamacaru
Direitos reservados.

Hoje no DN - Transposição do Rio São Francisco - Por Antonio Vicelmo

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Canteiro de obras do eixo norte da transposição do Rio São Francisco, em Cabrobó (PE). A meta é retomar o ritmo das obras para evitar possível atraso (Foto: Antônio Vicelmo)

O Exército mobilizou 190 homens, 150 militares e 40 civis, que trabalham de segunda a sábado, nas obras em Cabrobó

Cabrobó. O canal de transposição das águas do São Francisco está a caminho do Ceará, rasgando as entranhas da terra seca do sertão, passando por cima de preconceitos, indiferenças, cumprindo o destino do “Velho Chico” como rio da integração nacional e, sobretudo, alimentando a esperança de 12 milhões de nordestinos que sentem a falta da mais elementar de todas as necessidades humanas: água para beber. O milagre da transformação é observado a poucos metros do rio. De um lado, a caatinga cinzenta, o mato estorricado pelo Sol, o retrato em preto e branco da seca que assola o Nordeste.

Nas margens do rio, os projetos de irrigação, tingindo de verde, símbolo da esperança, a terra vermelha do agreste pernambucano. Na sua lenta caminhada, o canal fortalece o sonho de irrigar o semi-árido.

Estes contrastes naturais de riqueza e pobreza, alegria e desolação, se juntam ao desejo secular dos nordestinos de estender o braço amigo do São Francisco por este sertão afora, num abraço fraterno. É dentro dessa concepção que foram retomadas as obras no São Francisco, após o fim do recesso do 2º Batalhão de Construção e Engenharia do Exército.

A greve de fome do bispo de Barra (Ba), dom Luiz Flávio Cappio, contra a execução do projeto, a reação de alguns setores da sociedade, a oposição de políticos, a ocupação da área e as inúmeras ações judiciais não atrasaram o cronograma da obra.

O capitão Jair, comandante do Destacamento do 2º Batalhão de Engenharia do Exército e responsável pela execução da primeira etapa do projeto, garante que, no fim do ano, o canal de aproximação e, também, a barragem de Tucutu, localizados no município de Cabrobó, estarão concluídos.

De acordo com o Capitão Jair, o Exército mobilizou 190 homens (150 militares e 40 civis), que trabalham de segunda a sábado, no canteiro de obras, uma extensão de dois quilômetros, que corresponde ao tamanho do canal. Estão sendo acionadas 11 escavadeiras, 25 caçambas, quatro motoniveladoras, nove caminhões-pipas, três perfuratrizes e oito tratores.

O canal de aproximação terá 2.080 metros de extensão e a barragem de Tucutu ocupara uma área de 1.790 metros, cerca de 360 hectares. “Toda a área será inundada”, afirma o tenente Macena, acrescentando que a barragem vai fazer a distribuição de água para as bacias hidrográficas.

O tenente Uémerson, que acompanha a obra, diz que, para erguer o canal serão necessários o rebaixamento do lençol, escavações em solo e em rocha e o revestimento de talude (uma espécie de rampa inclinada) do canal em rocha.

Para a conclusão da barragem de Tucutu, o trabalho do Exército terá como foco a limpeza do reservatório, cujo tamanho corresponde a 489 campos de futebol, e as construções do maciço da barragem e da tomada d’água.

Nesta semana foram iniciadas as explosões para a retirada das pedras do leito do canal. Para isso está sendo usada, ao invés de dinamites, uma emulsão de nitrato de amônia, uma reação química de oxidação causada por conta do oxigênio do ar. O fenômeno ocorre em baixas velocidades e tem como exemplo a queima de um pedaço de carvão.

O capitão Jair explica que a presença das pedras já estava prevista no projeto. “Não vai, portanto, atrasar o prazo de conclusão da obra”.

Outro detalhe curioso é o surgimento de água ao longo do canal, com menos de três metros de profundidade. Mas o líquido é muito salgado. Quando seca, aparece uma crosta de sal na superfície.

Protestos

Nas ruas de algumas cidades da Bahia e Alagoas circulam veículos com adesivos, criticando o projeto de transposição. Os que são contrários apontam que, além de não resolver os problemas a que se propõe a transposição, ainda criam outros em várias esferas.

Argumentam que “o desvio de um rio degradado, a construção de barragens para controlar sua vazão, a supressão de mata nativa, a mudança no regime de cheias do rio, prejudicam a fauna”.

Porém, o capitão Jair explica que o projeto da transposição vem sendo acompanhado por um arqueólogo, um biólogo e um engenheiro florestal.

Indiferentes às discussões ideológicas e ambientais, os moradores ribeirinhos estão solidários com os seus irmãos nordestinos que serão beneficiados com o projeto.

O motorista Pedro Landim diz que “a coisa pior que tem é a falta d’água”. “Nós temos um mar a nossa disposição. Então, por que negar um pouco d’água para nossos irmãos que estão sofrendo”?, indaga. O agricultor Antônio Humberto Cavalcante também afirmam que, se depender dele a água “matará a sede do povo”.

SAIBA MAIS

Objetivo

O Projeto de Integração do rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é um empreendimento do governo federal, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional, destinado à assegurar a oferta de água, em 2025, a cerca de 12 milhões de habitantes de pequenas, médias e grandes cidades da região semi-árida dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Captação

A integração será possível com a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, 1,4% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1.850 m³/s) no trecho do rio onde se dará a captação. Este montante será destinado ao consumo da população urbana de 390 municípios dos quatro estados do Nordeste Setentrional.

Mais informações:
2º Batalhão de Engenharia do Exército
(86) 3221.4292
Prefeitura de Cabrobó (PE)
(87) 3875.1632

Antônio Vicelmo
Repórter

RECURSOS HÍDRICOS

Projeto é considerado prioridade

Cabrobó. O projeto de transposição das águas do rio São Francisco consiste na transferência de águas do rio para abastecer pequenos rios e açudes da região Nordeste que possuem um déficit hídrico durante o período de estiagem. As obras, de acordo com o Ministério da Integração Nacional, são prioritárias para o governo no setor de infra-estrutura.

A transposição do rio São Francisco é uma discussão antiga no governo federal. O projeto foi concebido inicialmente em 1985, ainda no âmbito do extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). Em 1999, foi transferido para o Ministério da Integração Nacional. Atualmente, vários ministérios acompanham as ações, assim como o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco – formado pela sociedade civil e pelas três esferas de governo.

Com o Projeto de Integração do rio São Francisco, os grandes açudes como Castanhão (CE), Armando Ribeiro Gonçalves (RN), Epitácio Pessoa (PB), Poço da Cruz (PE), entre outros do Nordeste Setentrional, passarão a oferecer uma maior garantia para o fornecimento de água aos diversos usos das populações. Nos Estados beneficiados com o projeto, vários sistemas de distribuição estão operando, encontram-se em obras ou estão em fase de estudos, com o objetivo de levar água destes reservatórios estratégicos para suprir cidades e perímetros de irrigação.

No Estado do Ceará, o sistema de reservatórios que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) — açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião — já está interligado ao rio Jaguaribe por meio do Canal do Trabalhador (capacidade de 5 m³/s). Em função da necessidade de se levar mais água da Bacia do rio Jaguaribe para a RMF, o governo do Estado está construindo o Canal da Integração (capacidade de 22 m³/s), interligando o açude Castanhão às bacias do Banabuiú (maior afluente do rio Jaguaribe) e Metropolitanas.

No Estado do Rio Grande do Norte, o açude Armando Ribeiro Gonçalves é responsável pelo abastecimento de uma grande quantidade de municípios das bacias do Piranhas-Açu, Apodi e Ceará-Mirim por meio de quatro grandes sistemas adutores que estão em operação: Adutora de Mossoró, Adutora Sertão Central / Cabugi, Adutora Serra de Santana, Adutora do Médio Oeste.

Encontra-se em fase de projeto, a Adutora do Alto Oeste que atenderá a maior parte dos municípios de abrangência da Bacia do Apodi, captando água no açude Santa Cruz.

Por: Antonio Vicelmo - www.diariodonordeste.com.br
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Sofia aos dois meses de idade

O pospositivo sophía que compõe a palavra filosofia tem o significado de saber, ciência, sagacidade, habilidade manual. O primeiro significado, agora descobri, não é uma matéria do tempo. Ciência, sagacidade, habilidade manual são, mas "saber" não. Este pelo que Sofia, aos doisidade, revela é o continente que regra os conteúdos no interior do cosmo. Desde a junção dos gametas que deram em Sofia, se encontravam duas sabedorias sobre o mundo. E Sofia as espalha entre nós. meses de

A primeira das duas sabedorias. Aos dois meses de idade Sofia se agita. Encolhe-se e se estica. Balança a cabeça, abre a boca, aproxima-se do corpo que a segura. Sofia franje o rosto, aperta os olhos e chora sem parar até que encontre o saber principal e universal a todos os seres vivos. E este saber é o de ser no mundo, estar no mundo e nele se ligar impreterivelmente. E porquetanto alerta com o conteúdo desta sabedoria? É que Sofia, como todos nós, é parte contínuanão descontínua da totalidade de todas as coisas. Ao contrário do que os sábios levam a crer emrazão do poder de abstração que os separa dos objetos de sabedoria. Na verdade a sabedoria de Sofia é o da nossa continuidade com as energias e massas do cosmo. Qualquer escassez nesta continuidade rompe com a sabedoria que Sofia nos revela. Sofia e

A continuidade de Sofia com o mundo é o ar que respira, a água que bebe, o leite que mama. Esteliame intocável é o que chamamos alimento e a falta dele, a terrível palavra fome. Sofia, aos doistal sabedoria em duas partes: a continuidade com o mundo e a descontinuidade da fome. E desta vem o choro de Sofia, o protesto sem parar até que algo oualguém venha em seu socorro. E se não vier, mesmo assim o grito da inanição se fotografa na cena da impiedade da sociedade geral humana que não chegou. meses, desdobrou

A segunda sabedoria. De um ponto qualquer, uma luz, um ventilador, uma pessoa e ela pára o olhar sobre tal. Ao lado, do outro, para cima, para baixo ou em frente o olhar de Sofia se dirige. Neste exercício dela com o conteúdo do cosmo, um brilho no olhar revela a intensidade daquele momento e daquele objeto. De alguém que tenta comunicar-se com ela. O olhar se aperta umpouco como em busca da apreensão do instante e toda a musculatura da face parece se abrir. Nisso, pelos cantos da boquinha desenhada como um coração de passarinho, começa ummovimento que ilumina Sofia com um riso para a vida. Um estado de plena satisfação, contentamento ou bem estar.

Sofia, aos dois meses de idade, sabe do grande destino da vida humana. A felicidade é o encontro, mesmo que temporário, entre a continuidade com o cosmo e a sensação plena do seu planisfério. Mesmo que as cotas do plano possam se elevar ou deprimir, a sensação de que se encontra em continuidade com o continente e o conteúdo do mundo é a fonte da felicidade. E este estado de sabedoria é tão importante que a maior nação do mundo moderno, os EUA, inscreverem seu objetivo na própria constituição. E Sofia compõe esta sensação em seu mundo.